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Iyemonjá Sagbá

Muitos Yaôs nascem para esta Iyaba, Iyemonjá Sagbá, chamada também de Assabá, Chabá ou Sobá.
Vamos entender a importância desta Iyabá:
 
Uma luz brilhante veio à Terra e essa luz desceu na casa de Yemonjá. Diante de Yemonjá aquela grande luz começou a falar em uma voz potente e poderosa, mas a voz não podia ser ouvida com os ouvidos, ela era sentida pela alma. A voz de Deus emanava dentro de Yemonjá e ela podia ouvir palavras dentro de sua cabeça...
Era Olorum, o Deus pai. Ele disse-lhe:
 
"Yemonjá, tenho observado você!
Ninguém mais na Terra tem as suas qualificações para dirigir e criar. Eu vim para dizer-lhe que a partir de agora você será "Oní Okuni Asagbá" (aquela que foi eleita Regente absoluta)de todos os cultos. Suas palavras serão respeitadas tanto quanto as de Obatalá."
 
E Olorum se foi em um relâmpago.
 
Esta curta visita provocou em Yemonjá o sentimento de gratidão.
Ela decidiu oferecer a Olorum um grande evento onde um banquete seria oferecido em nome de Olorum.
Todo o reino se agitaram pelo grande evento que estava por vir. 
Sete dias após Olorum ter feito a sua aparição para Yemonjá, foi o dia do banquete e todos os Orisás se reuniram para se alegrar com ela.
Mas a maioria dos Orisás não acreditavam que Yemonjá havia visto Olorum, para eles ela era só uma anciã já enlouquecida pela idade. 
Todos vieram, exceto um, O rei de Irê.
Ogun Onirê se recusou a vir para a festa, pôs Yemonjá não o havia convidado para realizar os sacrifícios antes do banquete e Ogun é o incumbido de Olorum para sacrificar os animais e se sentiu desonrado e desmerecido.
 
Yemonjá ficou tão furiosa que até pensou em ir para Irê e trazer Ogun arrastado pelos seus cabelos, ela iria ensinar-lhe uma lição, já que ele devia obediência a ela. 
Esú sempre gostou de Yemonjá e tentava acalma-la abanando-a com o Abebé. 
Através de Esú, ela mandou um recado para Ogun dizendo:
"Ogun filho de Oduduwa e Yemú, a Olorisá Yemonjá Asagbá está convocando sua presença imediatamente." 
Mas a resposta foi um simples e direto: "NÃO IREI".
 
No momento em que Yemonjá mais uma vez estava com raiva, a filha que ela teve com o Orisá Olokê veio acalma-la, era a feiticeira Osun, veio e pegou a mão de Yemonjá e disse:
"Mãe, eu irei trazê-lo para que coma junto conosco."
 
Os Orisás entreolharam-se incapazes de acreditar no que ouviam, a Yabá Osun iria entrar na floresta de Irê para forçar Ogun a vir a presença de Yemonjá Asagbá? Todos duvidavam dela, não acreditavam que Osun pudesse vencer a petulância de Onirê.
 
Osun desceu do palácio e foi em direção a Ibú Nibé, a grande Floresta, levava uma talha cheia de onyi (mel) em suas mãos. Osun encontrou Ogun dormindo dentro do tronco oco de uma grande árvore, ela sabia que era ele por causa do cheiro de Oti (cachaça) vindo de dentro do tronco.
Ela mergulhou os dedos no mel e passou nos lábios de Ogun, o enfeitiçando para mudar a sua personalidade e o tornar mais doce e maleável e enquanto ela passava o mel ela cantava:
"Eu sou a doçura sobre a terra, aqueles que me provaram nunca hão de me esquecer..."
 
Foi assim que Osun foi capaz de convencer Ogun para segui-la de volta para o reino, onde os outros pensavam que Osun falharia, mas para o choque de todos, Osun entrou no salão de mãos dadas com Ogun e eles dançaram diante de Yemonjá para honra-la. 
Osun demonstrou quão grande ela era em seus feitiços. 
Os Orisás indagaram a Osun como pudera dobrar o temperamento de Ogun por meio gentilezas e ela lhes respondia que "A Água sempre acha uma passagem, nada a segura ou é mais forte que ela".
 
A Yabá Osun trouxe grande felicidade para todos os Orisás e a festa começou. 
Havia muita comida e bebida, mas os Orisás começaram a abusar do Oti e a festa estava a ponto de virar uma baderna, pois haviam se esquecido da razão para que tinham se reunido, isso que enfureceu Yemonjá! 
Ela ficou tão furiosa com seus irmãos Orisás, que teve vontade de parar a festa, pois sabia que Olorum não aceitaria aquela baderna como ato de ação de graças a ele, porém o banquete havia sido realizado em sua honra, era para agradar Olorum.
No momento em que a festa estava no auge, a terra começou a tremer, os ventos sopravam com força e uma luz brilhou no meio de todos os convidados, uma luz tão forte que cegava os que lhe encaravam. Apenas Yemonjá e Osun entenderam o que estava acontecendo e então se prostraram diante da luz em posição "foribalé".
Os outros Orisás estavam muito espantados e não sabiam o que dizer ou fazer. Foi então que ouviram uma bela voz saindo da luz e voz disse:
 
"Yemonjá você deu uma festa em minha honra e isso me deixou muito satisfeito. Eu tive que vir participar, pois sei que sua casa é também minha casa. Sei o quanto sofreu em sua vida Yemonjá e ver que após tudo, ainda tens amor por mim, me da muita felicidade."
 
Todos os Orisás ficaram perplexos, fazia muito tempo que Olorum não descia ao Ayê e naquele dia ele tinha vindo para honrar Yemonjá e disse ainda que Yemonjá lhe trouxe felicidade.
Todos os Orisás colocaram as suas cabeças no chão em honra a Yemonjá Asagbá.
 
Por ordem de Olorum, Yemonjá agora tem autoridade sobre todos os Orisás e ela que com auxilio de Esu e Obatala faz o Elegun nascer e ser Yaô de seu Orisá.
Sem Yemonjá não ha Yaô.
 
Que todos se curvam a Yemonjá, pois o cargo dela não foi dado por homens e sim por Deus e Deus nunca deixará de reconhecer os puros corações.
 
ODOYA! ERUYA! ORI Ô! OMI Ô!
 
YEMONJÁ ASAGBÁ nasce no Odú Osa Meji (9-9), ela é uma Orisá ARA ONU (que veio dos céus) e por isso se diz que foi o primeiro Avatar de Yemonjá. Devido uma peleja com Odara, ela teve a perna ferida e ficou manca. 
É a Yemonjá da liderança e comumente suas iniciadas recebem Oyê's significativos como Iya L'Asé, Iya Kekerê, Iya Basé, Iya Efun e Ajibonon.
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Iyami Oxorongá

Quando se pronuncia o nome de Iyami Oxorongá quem estiver sentado deve se levantar, quem estiver de pé fará uma reverência pois esse é um temível Orixá, a quem se deve respeito completo.

Pássaro africano, Oxorongá emite um som onomatopaico de onde provém seu nome. É o símbolo do Orixá Iyami, ai o vemos em suas mãos. Aos seus pés, a coruja dos augúrios e presságios. Iyami Oxorongá é a dona da barriga e não há quem resista aos seus ebós fatais, sobretudo quando ela executa o Ojiji, o feitiço mais terrível. Com Iyami todo cuidado é pouco, ela exige o máximo respeito. Iyami Oxorongá, bruxa é pássaro.

As ruas, os caminhos, as encruzilhadas pertencem a Esu. Nesses lugares se invoca a sua presença, fazem-se sacrifícios, arreiam-se oferendas e se lhe fazem pedidos para o bem e para o mal, sobretudo nas horas mais perigosas que são ao meio dia e à meia-noite, principalmente essa hora, porque a noite é governada pelo perigosíssimo odu Oyeku Meji.

À meia-noite ninguém deve estar na rua, principalmente em encruzilhada, mas se isso acontecer deve-se entrar em algum lugar e esperar passar os primeiros minutos. Também o vento (afefe) de que Oya ou Iansan é a dona, pode ser bom ou mau, através dele se enviam as coisas boas e ruins, sobretudo o vento ruim, que provoca a doença que o povo chama de "ar do vento".

Ofurufu, o firmamento, o ar também desempenha o seu papel importante, sobretudo á noite, quando todo seu espaço pertence a Eleiye, que são as Ajé, transformadas em pássaros do mal, como Agbibgó, Elùlú, Atioro, Osoronga, dentre outros, nos quais se transforma a Ajé-mãe, mais conhecida por Iyami Osoronga. Trazidas ao mundo pelo odu Osa Meji, as Ajé, juntamente com o odu Oyeku Meji, formam o grande perigo da noite. Eleiye voa espalmada de um lado para o outro da cidade, emitindo um eco que rasga o silêncio da noite e enche de pavor os que a ouvem ou vêem.

Todas as precauções são tomadas. Se não se sabe como aplacar sua fúria ou conduzí-la dentro do que se quer, a única coisa a se fazer é afugentá-la ou esconjurá-la, ao ouvir o seu eco, dizendo Oya obe l’ori (que a faca de Iansã corte seu pescoço), ou então Fo, fo, fo (voe, voe, voe).

Em caso contrário, tem-se que agradá-la, porque sua fúria é fatal. Se é num momento em que se está voando, totalmente espalmada, ou após o seu eco aterrorizador, dizemos respeitosamente A fo fagun wo’lu ( [saúdo] a que voa espalmada dentro da cidade), ou se após gritar resolver pousar em qualquer ponto alto ou numa de suas árvores prediletas, dizemos, para agradá-la Atioro bale sege sege ([saúdo] Atioro que pousa elegantemente) e assim uma série de procedimentos diante de um dos donos do firmamento à noite.

Mesmo agradando-a não se pode descuidar, porque ela é fatal, mesmo em se lhe felicitando temos que nos precaver. Se nos referimos a ela ou falamos em seu nome durante o dia, até antes do sol se pôr, fazemos um X no chão, com o dedo indicador, atitude tomada diante de tudo que representa perigo. Se durante à noite corremos a mão espalmada, à altura da cabeça, de um lado para o outro, afim de evitar que ela pouse, o que significará a morte. Enfim, há uma infinidade de maneiras de proceder em tais circunstâncias.

(Do livro "Mural dos Orixás" de Caribé e texto de Jorge Amado - Raízes Artes Gráficas)

Iyami Oshorongá é o termo que designa as terríveis ajés, feiticeiras africanas, uma vez que ninguém as conhece por seus nomes. As Iyami representam o aspecto sombrio das coisas: a inveja, o ciúme, o poder pelo poder, a ambição, a fome, o caos o descontrole. No entanto, elas são capazes de realizar grandes feitos quando devidamente agradadas. Pode-se usar os ciúmes e a ambição das Iyami em favor próprio, embora não seja recomendável lidar com elas.

O poder de Iyami é atribuído às mulheres velhas, mas pensa-se que, em certos casos, ele pode pertencer igualmente a moças muito jovens, que o recebem como herança de sua mãe ou uma de suas avós.

Uma mulher de qualquer idade poderia também adquiri-lo, voluntariamente ou sem que o saiba, depois de um trabalho feito por alguma Iyami empenhada em fazer proselitismo.

Existem também feiticeiros entre os homens, os oxô, porém seriam infinitamente menos virulentos e cruéis que as ajé (feiticeiras).

Ao que se diz, ambos são capazes de matar, mas os primeiros jamais atacam membros de sua família, enquanto as segundas não hesitam em matar seus próprios filhos. As Iyami são tenazes, vingativas e atacam em segredo. Dizer seu nome em voz alta é perigoso, pois elas ouvem e se aproximam pra ver quem fala delas, trazendo sua influência.

Iyami é freqüentemente denominada eleyé, dona do pássaro. O pássaro é o poder da feiticeira; é recebendo-o que ela se torna ajé. É ao mesmo tempo o espírito e o pássaro que vão fazer os trabalhos maléficos.

Durante as expedições do pássaro, o corpo da feiticeira permanece em casa, inerte na cama até o momento do retorno da ave. Para combater uma ajé, bastaria, ao que se diz, esfregar pimenta vermelha no corpo deitado e indefeso. Quando o espírito voltasse não poderia mais ocupar o corpo maculado por seu interdito.

Iyami possui uma cabaça e um pássaro. A coruja é um de seus pássaros. É este pássaro quem leva os feitiços até seus destinos. Ele é pássaro bonito e elegante, pousa suavemente nos tetos das casas, e é silencioso.

"Se ela diz que é pra matar, eles matam, se ela diz pra levar os intestinos de alguém, levarão".
Ela envia pesadelos, fraqueza nos corpos, doenças, dor de barriga, levam embora os olhos e os pulmões das pessoas, dá dores de cabeça e febre, não deixa que as mulheres engravidem e não deixa as grávidas darem à luz.;

As Iyami costumam se reunir e beber juntas o sangue de suas vítimas. Toda Iyami deve levar uma vítima ou o sangue de uma pessoa à reunião das feiticeiras. Mas elas têm seus protegidos, e uma Iyami não pode atacar os protegidos de outra Iyami.

Iyami Oshorongá está sempre encolerizada e sempre pronta a desencadear sua ira contra os seres humanos. Está sempre irritada, seja ou não maltratada, esteja em companhia numerosa ou solitária, quer se fale bem ou mal dela, ou até mesmo que não se fale, deixando-a assim num esquecimento desprovido de glória. Tudo é pretexto para que Iyami se sinta ofendida.

Iyami é muito astuciosa; para justificar sua cólera, ela institui proibições. Não as dá a conhecer voluntariamente, pois assim poderá alegar que os homens as transgridem e poderá punir com rigor, mesmo que as proibições não sejam violadas. Iyami fica ofendida se alguém leva uma vida muito virtuosa, se alguém é muito feliz nos negócios e junta uma fortuna honesta, se uma pessoa é por demais bela ou agradável, se goza de muito boa saúde, se tem muitos filhos, e se essa pessoa não pensa em acalmar os sentimentos de ciúme dela com oferendas em segredo. É preciso muito cuidado com elas. E só Orunmilá consegue acalmá-la .

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O verdadeiro nome de Oduduwa Destaque

Como explicou em outra ocasião, Oduduwa foi um personagem histórico do povo yoruba. Oduduwa foi um temível guerreiro invasor, vencedor dos ìgbós e fundador da cidade de Ifé. Segundo historiadores, Oduduwa teria vivido entre 2000 a 1800 anos antes de Cristo.

Oduduwa foi pai dos reis de diversas nações yorubás, tornando-se assim cultuado após sua morte, devido ao costume yoruba de cultuarem-se os ancestrais. Segundo o historiador Eduardo Fonseca Júnior, Oduduwa chamava-se Nimrod, que desceu do Egito até Yarba onde fixou residência. Ao longo do caminho até Yarba, Nimrod ou Oduduwa fundou diversos reinos. Diz ainda que Oduduwa tivesse ido para a África a mando de Olodumare para redimir os descendentes de Caim que à semelhança de seu ancestral, carregavam um sinal na testa.

Segundo o historiador, Nimrod trocou de nome e passou-se a se chamar Oduduwa, "aquele que tem existência própria"; onde Ile-Ifé é aquele que cresce e se expande. Segundo o Professor José Beniste, Oduduwa é assim chamado devido ao fato dele cultuar uma divindade chamada Oduá, que na verdade chama-se Odulobojé, que é a representação feminina, com o poder da gestação.

Era o ancestral cultuado pelo herói aqui em questão, gerador de toda cultura yoruba. Como podemos observar Oduduwa (o fundador de Ilé-Ifé), segundo grandes pesquisadores como Pierre Verger, José Beniste, Eduardo Fonseca Júnior é um personagem histórico.

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Candomblé é uma Religião Monoteísta ou Politeísta??

Ao contrário do que se pensa, o Candomblé é uma religião monoteísta, ou seja, seus fiéis acreditam em um único Deus Supremo, chamado por muitos nomes em virtude de contrações e adaptações das línguas africanas, principalmente o yorubá. Os dois nomes mais conhecidos do Ser Supremo são Olodumaré e Olorum. A palavra Olodumaré é contração das palavras Ol' (oni) odu mare (ou ma re ou mo are). A palavra Ol' (oni) significa senhor, parte principal, líder absoluto, chefe, autoridade. Odu traduz-se como algo muito grande, um recipiente profundo, algo muito extenso, pleno. A parte final do nome Olodumaré parece ser originada tanto de mare (aquele que é absolutamente perfeito, o supremo em qualidades), quanto das combinações ma re (aquele que permanece, aquele que sempre é) ou mo are, que é aquele que tem autoridade absoluta sobre tudo o que há no céu e na terra e é incomparável. Já o nome Olorum é resultado da contração de Ol' (oni) e Orum, que quer dizer céu, designando o Senhor do Céu.

Assim como nas demais religiões monoteístas, segundo o Candomblé, Olodumaré criou o mundo material e tudo que está nele, inclusive o homem. Para ajudá-lo nessa tarefa, Olodumaré criou também os Orixás, forças sobrenaturais que habitavam o Orum (Céu) e se concretizaram associados às forças da natureza e seus elementos, manifestando-se através desses.

Conta a lenda que no princípio dos tempos existiam dois mundos: o Orum, espaço sagrado dos orixás, e o Aiyê, espaço dos seres vivos. No Aiyê primitivo só existia água. Um dia Olodumaré resolveu recriar o espaço para a humanidade que também criaria. Incumbiu, então, seu filho primogênito, Orixanilá (o nome mais sagrado de Oxalá) da execução dessa tarefa. Entregou-lhe uma cabaça contendo ingredientes especiais: a terra escura inicial, a galinha de cinco dedos, uma pomba e um camaleão. A terra escura deveria ser lançada sobre a imensidão das águas. A galinha de cinco dedos deveria ir ciscando a terra para alargá-la o mais que pudesse. A pomba, ao voar, orientaria a extensão da terra expandida e criaria o ar. E o camaleão, atento a tudo, observaria a execução da tarefa atribuída a Orixanilá, para reportar os fatos a Olodumaré. Assim foi explicado e, com seu cajado (opaxorô) e a cabaça da criação, Orixanilá iniciou sua caminhada do Orum para o Aiyê. Passou por Bará (Exu) e não pagou as oferendas devidas, mesmo tendo consultado Ifá e sabendo que devia fazê-lo. Em conseqüência disso, no meio do caminho Orixanilá sentiu-se cansado e com sede. Parou para descansar, bebeu um pouco de emu (vinho da palmeira do dendezeiro) e, embriagado, adormeceu. Seu irmão caçula, Oduduà (mais um nome da família de Oxalá), tendo-o seguido, recolheu a cabaça da criação e levou a notícia do ocorrido a seu pai, Olodumaré, pedindo a ele que o deixasse cumprir pelo irmão aquela tarefa de grande importância. Olodumaré concordou e, enquanto Orixanilá dormia, Oduduà criou a terra dos seres vivos. Depois de a galinha ciscar a terra, a pomba orientar a expansão do ar e o camaleão, que deu origem ao elemento fogo, verificar se a tarefa fora cumprida, surgiu a terra firme ou Ilê Ifé (que no idioma yorubá significa "terra que foi sendo ciscada"). Orixanilá então, vendo o mundo pronto, mostrou-se arrependido do seu ato de irresponsabilidade perante o pai. E, para que não se sentisse tão humilhado, Olodumaré resolveu, em um supremo ato de inspiração, dar a Orixanilá uma tarefa de tanta importância quanto a primeira: a de criar o homem que habitaria o Aiyê. Orixanilá usou o barro e a água para esculpir bonecos inanimados de todas as formas e de todas as cores. Olodumaré, então, soprou a vida nas narinas dos bonecos de barro, criando os seres humanos. Esse sopro da vida é chamado pelos yorubás de emi. Estavam então criados o mundo e o homem.

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O ato de passar dinheiro e búzios no corpo, seu verdadeiro significado. Destaque

O Ato de passar dinheiro e Búzios no corpo e jogar na esquina, na encruzilhada ou na estrada não está ligado a Esu mas sim as Iya mi Ajes que significa "Minhas Mães Ancestrais" que controlam e trazem a sorte como também tiram a sorte de seres humanos e muitas vezes pela falta de conduta e ganância acabam atacando o Ori das pessoas e consequentemente gerando doenças no intestino e nos órgãos sexuais. Esse Ato também ao qual eu citei acima está ligado ao Ritual Okuri-meta Ipade Orun, os participantes são pintados com Efun para aplacar a ira de Esu, de Iya mi Osoronga, das Iya mi Ajes, de Ooduwa, dos Ajooguns e de Iku (Morte) para proteção do Bara (Corpo).
Em um Verso de Ifá Esu pede para Olokun distribuir a sua fortuna com o povo e Olokun enche as ruas e praças de Cawris (Búzios que era usado como moeda de troca na época).
Boa noite a todos.

Aboru Aboye Abosise
Ase o

Oso Iyami Onisegun Ifáfaridàn Fakolade Ogunsola

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Era de Saturno começa no dia 20; entenda mudanças que virão nos próximos 36 ANOS! Destaque

Neste dia 20 de março, saímos da Era Solar, em que o Universo foi regido pelo Sol por 36 anos, e entramos no ciclo de Saturno, onde estaremos pelos próximos 36 anos. Seremos obrigados a deixar cair as máscaras e isso pode não ser muito fácil, especialmente para os nascidos entre 20 de março de 1981 e 19 de março de 2017. Eles são filhos do Sol e devem aprender as qualidades desse luminar. A sociedade ensinou-os a viver nas sombras e agora devem encontrar a si mesmos, compreender quem realmente são em profundidade.

Até o dia 19 de março de 2017, vivemos o narcisismo da Era Solar, que nos trouxe alguns males.

Como indivíduos, tivemos um investimento excessivo na imagem. O narcisismo empurra as pessoas a preocupar-se mais com a imagem do que com os seus próprios sentimentos. Agindo “sem sentimentos”, tornamo-nos sedutores e manipuladores, para obtermos poder e controle. Nos tornamos egocêntricos, voltados para os próprios interesses, mas carentes de valores emocionais verdadeiros. Sem um sentido mais profundo de “si mesmo”, vivemos a vida de maneira vazia.

Na necessidade de sermos perfeitos, mas na aparência, vamos nos aperfeiçoando detalhadamente: no corpo, com as plásticas, silicones, preenchimentos, tratamentos a laser e no sexo perfeito, automatizado, distante das emoções. Robôs autômatos e guiados pelos desmandos sociais.

Sociedade dividida: homem x mulher, esquerda x direita e por aí vai...

Como sociedade, podemos entender o narcisismo como uma perda de valores humanos: ausência de interesse pelo meio ambiente, pela qualidade de vida, pelos semelhantes. Uma sociedade que sacrifica o meio ambiente em nome do lucro e do poder e mostra total isenção de sensibilidade humana.

Vivemos uma sociedade cindida: homem x mulher, esquerda x direita, negro x branco, homossexual x heterossexual, indivíduo X comunidade.

O mundo material ocupa lugar superior à sabedoria, à experiência humana. O sucesso é mais importante que o respeito a si mesmo e à dignidade. Vivemos na superficialidade e, nesse movimento, vamos nos dividindo entre o que somos realmente e nosso sucesso pessoal e social. Dessa maneira, nossa frustração, ansiedade e sentimento de vazio só crescem.

Propaganda machista do século 20. Hoje, mulheres avançam na luta por direitos iguais

Propaganda machista do século 20. Hoje, mulheres avançam na luta por direitos iguais

Temos que ser eficientes em tudo

Com uma vida cada vez mais vazia, nos distanciamos mais de nossa humanidade. O objetivo principal é a eficiência. É necessário e quase vital sermos eficientes em tudo. Ser humano incorre em erros, falhas, faltas. Mas caminhamos distantes da ternura, da compaixão, da verdadeira solidariedade.

Desesperados, buscamos cada vez mais por reconhecimento, que nunca chega, a não ser a partir da imagem que você reflete.

E quanto mais forte e eficiente for sua imagem, maior o reconhecimento. Quanto maior seu status social, mais intenso o aplauso. E o que determina esse reconhecimento? O poder que você conquista, seja pela sua beleza, capacidade de não envelhecer, ter uma boa colocação, trabalhar em uma empresa de porte e sucesso.

Ter sucesso, status, poder virou obrigação

Ter sucesso, status, poder virou obrigação

Dever de ser feliz e realizado

Não bastasse tudo isso, temos mais um dever: o de sermos felizes e realizados.

Esse é outro mal que a Era Solar nos trouxe, escondido em sua sombra: a felicidade como dever. E os laboratórios enriquecem cada vez mais exatamente por isso. Perdemos o fio, nos perdemos nas imagens adequadas para alcançarmos objetivos que, na maioria das vezes não são nossos.

Ser feliz também se tornou uma obrigação...

Ser feliz também se tornou uma obrigação...

Máscaras irreais

Criamos uma máscara social que se mistura à pessoal, até que começamos a sufocar. E quando isso acontece, pode ser tarde demais para retirá-la.

O vazio leva necessariamente, à depressão, à ansiedade desenfreada, à obsessão, às manias, ao pânico. Uma sociedade doente é o lado obscuro desta Era Solar.

A Era Solar foi construída sobre bases frágeis, pois há um grau enorme de irrealidade nela e em todos nós, que nos deixamos levar pelos seus enganos. As bases sociais narcisistas devem cair por terra e junto com ela, toda irrealidade individual, coletiva e social. A irrealidade é neurótica, mas também esbarra na psicose. Existe muito de loucura nesta sociedade que criamos e vivemos e, nós mesmos, não estamos dando conta dela.

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E agora? É hora de o Universo colocar ordem na casa

Neste final de ciclo que vivemos agora, precisamos refletir sobre o que nos levou a criar algo tão irreal em termos de sociedade e compreender as causas culturais e pessoais que nos levaram a isso. O que aconteceu conosco, para um distanciamento tão intenso de nossas emoções e sentimentos? Para um distanciamento tão severo de nós mesmos?

Chega o momento de o Universo “colocar ordem na casa” e obrigar-nos a olhar mais profundamente para essa mesma insatisfação, essa incapacidade de doar-se verdadeiramente, para a dificuldade de construir relacionamentos mais profundos e significativos, para a dificuldade de ter e colocar limites.

Saturno traz regras e é exigente

Saturno é um deus conservador, que preza pelo cumprimento das leis, normas e regras.

Um ciclo de 36 anos sob sua regência pode trazer, a princípio, valores antigos, como já estamos sentindo, com o retorno de políticos conservadores ao poder.

Creio que tudo o que for muito polar ao ciclo que passou, não resiste muito tempo, pois devemos todos ressignificarmos valores antigos e não ressuscitá-los, pois o processo evolutivo da humanidade caminha para a frente. Uma séria ressignificação de valores, inexistentes nas últimas décadas, será necessária. Mas nunca a retomada dos antigos, pois não fariam mais sentido, depois de tantas conquistas.

O símbolo de Saturno é uma caveira com uma foice nas mãos, o que significa que, assim que ele começa a derramar suas energias sobre nós, haverá uma tendência a ceifar tudo o que não serve mais para o nosso processo evolutivo. A maneira que isso vai acontecer, não tem como prever, pois pode ser através de pequenas ações pontuais ou algo que envolva uma grande parte da sociedade ou ela toda.

Por que Saturno é tão temido? Saiba lidar com o planeta 

Em um segundo momento, nos adaptamos à sua força e exigência e começamos a buscar por alguma ordem dentro de nós mesmos. Os processos emocionais se tornam mais profundos e todos os que evitaram o contato consigo mesmos podem sofrer mais nessa transição.

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Saturno não é só disciplina, mas também expansão da consciência

Saturno é conhecido como o Senhor do Carma, isso porque ele simboliza um processo psíquico mais profundo, que brota com algum tipo de experiência, interior e/ou exterior. Saturno não simboliza apenas os limites, a dor, as exigências, a disciplina, os obstáculos, mas como processo psíquico, está atrelado à ampliação ou expansão da consciência de todos nós como indivíduos e como humanidade.

A partir da dor, a expansão e o crescimento acontecem.

Nossa psique caminha na direção à unidade, ao verdadeiro ser. E tudo o que tem impedido essa expansão de consciência acontecer será ceifado, dentro e fora de nós. Enquanto ignoramos nossos processos psíquicos, nossas necessidades mais profundas na direção de nós mesmos, o carma acontece. Saturno é o nó que precisamos desatar, para dar o passo à frente, para compreendermos de maneira aprofundada quem somos, verdadeiramente.

As experiências, que costumamos chamar de negativas e que envolvem Saturno, são absolutamente necessárias para o nosso crescimento e para que a humanidade, que somos nós, dê um passo adiante, na direção de Aquário.

Temos à nossa frente, 36 anos, que devem ser vivenciados com a maior consciência possível, com responsabilidade por nossos pensamentos, palavras e ações e, dessa maneira, crescermos todos juntos, como humanidade.

É muito importante lembrarmos que as circunstâncias exteriores de nossas vidas são, na verdade, mudanças psíquicas interiores por que passamos e sofremos. A psique, como um todo, é uma energia dinâmica, que está por trás de todo acontecimento para o nosso desenvolvimento e crescimento.

Quando passamos por nossos processos psíquicos, de alguma maneira, seja através de uma psicoterapia profunda, da meditação disciplinada ou alguma outra forma que nos empurre para nós mesmos, precisamos estar plenamente conscientes deles. Caso contrário, nos tornamos marionetes nas mãos do destino, Carma, ou seja qual for o nome que você queira dar para esse processo.

A consciência é nosso melhor caminho. Mas não uma consciência superficial. É necessário o aprofundamento emocional, para chegarmos no que existe de mais profundo em nós. Somente através da descortinação do véu que encobre nossa identidade poderemos viver a transformação necessária, que este próximo ciclo de Saturno exigirá de todos nós.

É hora de arregaçarmos nossas mangas e trabalharmos duro na direção do crescimento e evolução de todos nós, com indivíduos e como humanidade.

 

Por Eunice Ferrari, astróloga e psicoterapeuta

Fonte: HOROSCOPODIA UOL

 

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Toda iniciação em orixá é um renascimento Destaque

Toda iniciação em orixá é um renascimento, mas não adianta renascer se mantivermos todos os nossos hábitos antigos. O devoto dos orixás sempre é convidado a refletir sobre os seus caminhos, sobre o que serve para ele e sobre o que já não serve mais, sobre o que pode ser mantido e melhorado. Muitos recém-iniciados descobrem a importância de reestruturar o caráter, as ações, os pensamentos e os sentimentos para viver de um modo mais nobre, mais condizente com o novo estado de portadores do axé.

 

FONTE FANPAG ODUDUWA

 

Este é um assunto que Baba Lauro sempre analisei em nossa religião, um portador do asé (iniciado) primeiramente deve mudar sua postura, seu carácter, suas atitudes e pensamentos aprender evoluir a se unir. Mas hoje em dia vejo que muitos que se iniciar e continuar sendo aquela velha pessoa sem axé.

 

Muito Triste,

 

Baba Lauro

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A origem do nome Candomblé Destaque

Em 1830, algumas mulheres negras originárias de Ketu, na Nigéria, e pertencentes a irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reuniram-se para estabelecer uma forma de culto que preservasse as tradições africanas aqui, no Brasil.Segundo documentos históricos da época, esta reunião aconteceu na antiga Ladeira do Bercô; hoje, Rua Visconde de Itaparica, próximo a Igreja da Barroquinha na cidade de São Salvador – Estado da Bahia.

Desta reunião, que era formada por várias mulheres, como foi relatado anteriormente, uma mulher ajudada por Baba-Asiká, um ilustre africano da época, se destacou:

– Íyànàssó Kalá ou Oká, cujo o òrúnkó no orixá era Íyàmagbó-Olódùmarè.

Mas, o motivo principal desta reunião era estabelecer um culto africanista no Brasil, pois viram essas mulheres, que se alguma coisa não fosse feita aos seus irmãos negros e descendentes, nada teriam para preservar o “culto de orixá”, já que os negros que aqui chegavam eram batizados na Igreja Católica e obrigados a praticarem assim a religião católica.

Porém, como praticar um culto de origem tribal, numa terra distante de sua ìyá ìlú àiyé èmí, ou a mãe pátria terra da vida, como era chamada a África, pelos antigos africanos?

Primeiro, tentaram fazer uma fusão de várias mitologias, dogmas e liturgias africanas. Este culto, no Brasil, teria que ser similar ao culto praticado na África, em que o principal quesito para se ingressar em seus mistérios seria a iniciação. Enquanto na África a iniciação é feita muitas vezes em plena floresta, no Brasil foi estabelecida uma mini-África, ou seja, a casa de culto teria todos os orixás africanos juntos. Ao contrário da África, onde cada orixá está ligado a uma aldeia, ou cidade; por exemplo: Xangô em Oyó, Oxum em Ijexá e Ijebu e assim por diante.

Mas, por que esse culto foi denominado de Candomblé?

Este culto da forma como é aqui praticado e chamado de Candomblé, não existe na África. O que existe lá é o que se chama de culto ao orixá, ou seja, cada região africana cultua um orixá e só inicia elegun ou pessoa daquele orixá. Portanto, a palavra Candomblé foi uma forma de denominar as reuniões feitas pelos escravos, para cultuar seus deuses, porque também era comum chamar de Candomblé toda festa ou reunião de negros no Brasil. Por esse motivo, antigos Babalorixás e Yalorixás evitavam chamar o “culto dos orixás” de Candomblé. Eles não queriam com isso serem confundidos com estas festas. Mas, com o passar do tempo a palavra Candomblé foi aceita e passou a definir um conjunto de cultos vindo de diversas regiões africanas.

A palavra Candomblé possui 2 (dois) significados entre os pesquisadores: Candomblé seria uma modificação fonética de “Candonbé”, um tipo de atabaque usado pelos negros de Angola; ou ainda, viria de “Candonbidé”, que quer dizer “ato de louvar, pedir por alguém ou por alguma coisa”.

Como forma complementar de culto, a palavra Candomblé passou a definir o modelo de cada tribo ou região africana, conforme a seguir:

Candomblé da Nação Ketu

Candomblé da Nação Jeje

Candomblé da Nação Angola

Candomblé da Nação Congo

Candomblé da Nação Muxicongo

A palavra “Nação” entra aí não para definir uma nação política, pois Nação Jeje não existia em termos políticos. O que é chamado de Nação Jeje é o Candomblé formado pelos povos vindos da região do Dahomé e formado pelos povos Mahin.

Os grupos que falavam a língua yorubá entre eles os de Oyó, Abeokutá, Ijexá, Ebá e Benin vieram constituir uma forma de culto denominada de Candomblé da Nação Ketu.

Ketu era uma cidade igual as demais, mas no Brasil passou a designar o culto de Candomblé da Nação Ketu ou Alaketu.

Esses yorubás, quando guerrearam com os povos Jejes e perderam a batalha, se tornaram escravos desses povos, sendo posteriormente vendidos ao Brasil.

Quando os yorubás chegaram naquela região sofridos e maltratados, foram chamados pelos fons de ànagô, que quer dizer na língua fon, “piolhentos, sujos” entre outras coisas. A palavra com o tempo se modificou e ficou nàgó e passou a ser aceita pelos povos yorubás no Brasil, para definir as suas origens e uma forma de culto. Na verdade, não existe nenhuma nação política denominada nagô.

No Brasil, a palavra nàgó passou a denominar os Candomblés também de Xamba da região norte, mais conhecido como Xangô do Nordeste.

Os Candomblés da Bahia e do Rio de Janeiro passaram a ser chamados de Nação Ketu com raízes yorubás.

Porém, existem variações de Nações, por exemplo, Candomblé da Nação Efan e Candomblé da Nação Ijexá. Efan é uma cidade da região de Ijexá próxima a Osobô e ao rio Oxum. Ijexá não é uma nação política. Ijexá é o nome dado às pessoas que nascem ou vivem na região de Ilexá.

O que caracteriza a Nação Ijexá no Brasil é a posição que desfruta Oxum como a rainha dessa nação.

Da mesma forma como existe uma variação no Ketu, há também no Jeje, como por exemplo, Jeje Mahin. Mahin era uma tribo que existia próximo à cidade de Ketu.

Os Candomblés da Nação Angola e Congo foram desenvolvidos no Brasil com a chegada desses africanos vindos de Angola e Congo.

A partir de Maria Neném e depois os Candomblés de Mansu Bunduquemqué do falecido Bernardino Bate-folha e Bam Dan Guaíne muitas formas surgiram seguindo tradições de cidades como Casanje, Munjolo, Cabinda, Muxicongo e outras.

Nesse estudo sobre Nações de Candomblé, poderia relatar sobre outras formas de Candomblé, como por exemplo, Nagô-vodun que é uma fusão de costumes yorubás e Jeje, e o Alaketu de sua atual dirigente Olga de Alaketu.

O Alaketu não é uma nação específica, mas sim uma Nação yorubá com a origem na mesma região de Ketu, cuja história no Brasil soma-se mais de 350 (trezentos e cinqüenta) anos ao tempo dos ancestrais da casa: Otampé, Ojaró e Odé Akobí.

A verdade é que o culto nigeriano de orixá, chamado de Candomblé no Brasil, foi organizado por mulheres para mulheres. Antigamente, nas primeiras casas de Candomblé, os homens não entravam na roda de dança para os orixás. Mesmo os que tornavam-se Babalorixás tinham uma conduta diferente quanto a roda de dança. Desta forma, a participação dos homens era puramente circunstancial. Daí ter-se que se inserir no culto vários cargos para homens, como por exemplo, os cargos de ogans.

Hoje, a palavra Candomblé define no Brasil o que chamamos de culto afro-brasileiro, ou seja: “Uma Cultura Africana em Solo Brasileiro”.

 

Fonte: Portal Áfricas

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Falando um Pouco sobre a Kimbanda - Magia Corporal Destaque

Muitos dizem que a Kimbanda e Magia Negra mas a Magia pode ser direcionada para varios fins, sejam eles, problemas de saude, amoroso, financeiro, familiar e entre outros conforme a necessidade de cada individuo. A nossa Kimbanda e direcionada tambem a Magia Corporal, ou seja, para alinhar a energia da vida Amorosa de uma pessoa atraves de Rituais especificos conforme orientaçoes Espirituais.
A Magia pode ser usada para diversos fins, seja para o bem ou para mal, fazendo o mal uso e nao sabendo direcionar tal energia sofrera as consequencias cabiveis do Universo em si.
A Magia Corporal e o segredo mais importante que um Ser Humano deve conhecer, assimilar, trabalhar e praticar para viver bem consigo mesmo e buscar o equilibrio.
Bom dia.

Salve salve.

Tata Nganga Bruxo Eros.

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Diversidade Religiosa e Direitos Humanos Destaque

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.

(Nelson Mandela)

O Estado Brasileiro é laico. Isso significa que ele não deve ter, e não tem religião. Tem, sim, o dever de garantir a liberdade religiosa. Diz o artigo 5º, inciso VI, da Constituição: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.” A liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais da humanidade, como afirma a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual somos signatários.

A pluralidade, construída por várias raças, culturas, religiões, permite que todos sejam iguais, cada um com suas diferenças. É o que faz do Brasil, Brasil. Certamente, deveríamos, pela diversidade de nossa origem, pela convivência entre os diferentes, servir de exemplo para o mundo. No Brasil de hoje, a intolerância religiosa não produz guerras, nem matanças.

Entretanto, muitas vezes, o preconceito existe e se manifesta pela humilhação imposta àquele que é “diferente”. Outras vezes o preconceito se manifesta pela violência. No momento em que alguém é humilhado, discriminado, agredido devido à sua cor ou à sua crença, ele tem seus direitos constitucionais, seus direitos humanos violados; este alguém é vítima de um crime – e o Código Penal Brasileiro prevê punição para os criminosos.

Invadir terreiros de umbanda e candomblé, que, além de locais sagrados de culto, são também guardiães da memória de povos arrancados da África e escravizados no Brasil; desrespeitar a espiritualidade dos povos indígenas, ou tentar impor a eles a visão de que sua religião é falsa; agredir os ciganos devido à sua etnia ou crença, mesmo motivo que os levou ao quase extermínio na Europa, durante a Segunda Guerra Mundial: tudo isto é intolerância, é discriminação contra religiões. É o contrário do que pretende o Programa Nacional dos Direitos Humanos.

O programa Nacional dos Direitos Humanos pretende incentivar o diálogo entre os movimentos religiosos, para a construção de uma sociedade verdadeiramente pluralista, com base no reconhecimento e no respeito às diferenças.

A presente cartilha, Diversidade Religiosa e Direitos Humanos, é resultado de quase um ano e meio de um trabalho que contou com a participação de várias religiões, e que não se esgota aqui (outras colaborações podem ser conferidas no site www.presidencia.gov.br/sedh). Esta cartilha é a continuidade das muitas ações de homens e mulheres de boa vontade e diferentes crenças, que, com suas palavras e seu atos, pretendem construir um país, um mundo melhor. Um país e um mundo em que ninguém sofra ou pratique injustiça contra seu semelhante. Um mundo e um país de todos.

Ministro Nilmário Miranda

(Secretaria Especial dos Direitos Humanos)

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