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Yansã Destaque

Yansã Yansã P.A

IANSÃ OU OYÁ

Oiyá

DIA: QUARTA-FEIRA

CORES: MARROM, VERMELHO E ROSA

SIMBOLOS: ESPADA E ERUESIN

ELEMENTOS: AR EM MOVIMENTO, FOGO

DOMINIOS: TEMPESTADES, VENTANIAS, RAIOS, MORTE

SAUDAÇÃO: EPAHEI !!!

África

Na Mitologia Yoruba, o nome correto é Oiyá provém do rio de mesmo nome na Nigéria, onde seu culto é realizado, atualmente chamado de rio Níger. É relacionada ao elemento ar, sendo a divindades que controla os ventos. Costuma ser reverenciada antes de Sangô, como o vento personificado que precede a tempestade que é uma das representações do Orixá do Fogo. Oiyá está relacionada ao culto dos mortos, onde recebeu de Obaluaiye (Omolu) a incumbência de guiá-los a um dos nove céus de acordo com suas ações, para assumir tal cargo recebeu do caçador Oxóssi uma espécie de erukerê especial chamado de Eruesim com o qual estaria protegida dos Eguns. Oyá é a segunda Deusa de temperamento mais agressivo, sendo que a primeira Oba e á terceira Opará, uma qualidade de Osun.

Os nove céus são:

Orun Alàáfià. Espaço de muita paz e tranquilidade, reservado para pessoas de gênio brando, ou índole pacífica, bondosa, pacata.

Orun Funfun. Reservado para os inocentes, sinceros, que tenha pureza de sentimento, pureza de intenções.

Orun Bàbá Eni. Reservado para os grandes sacerdotes e sacerdotisas, Babalorixás, yalorixás, Ogans, Ekedes, etc.

Orun Aféfé. Local de oportunidades e correção para os espíritos, possibilidades de reencarnação, volta ao Aiye.

Orun Ìsòlú ou Àsàlú. Local de julgamento por Olodumare para decidir qual dos respectivos oruns o espírito será dirigido.

Orun Àpáàdì. Reservado para os espíritos impossíveis de ser reparados.

Orun Rere. Espaço reservado para aqueles que foram bons durante a vida.

Orun Burúkú. Espaço ruim, ibonan "quente como pimenta", reservado para as pessoas más.

Orun Mare. Espaço para aqueles que permanecem, tem autoridade absoluta sobre tudo o que há no céu e na terra e são incomparáveis e absolutamente perfeitos, os supremos em qualidades e feitos, reservado à Olodumare, olorun e todos os orixás e divinizados.

Antes de se mulher de Xangô, Oiyá tinha vivido com Ogum. A aparência do deus do ferro e dos ferreiros causou-lhe menos efeito que a elegância, o garbo e o brilhodo deus do travão. Ela fugiu com Sangô, e Ogum, enfurecido, resolveu enfrentar o seu rival; mas esteúltimo foi à procura de Olodumaré, o deus supremo, para lhe confessar que perdoasse a afronta. E explicou-lhe: “Você, Ogum, é mais velho do que Sangô! Se, como mais velho, deseja preservar sua dignidade aos olhos de Xangô e aos outros orixás, você não deve se aborrecer nem brigar; deverenunciar a Oiá sem recriminações”. Mas Ogun não foi sensível a esse apelo, dirigido aos sentimentos de indulgência. Não se resignou tão calmamente assim, lançou-se à perseguição dos fugitivos e trocou golpes de varas mágicas com a mulher infiel. Que foi então, dividida em nove partes. Este números 9, ligado a Oiyá, está na origem de seu nome Iansã e encontramos esta referência no ex-Daomé, onde o culto de Oiá é feito em Porto Novo sob o nome de Avșan, no bairro Akron ( Lokoro dos Iorubás) e sob o de Abșan, mais ao norte em Baningbê. Esses nomes teriam por origem a expressão Aborimșan (“com nove cabeça”), alusão aos supostos nove braços do delta do Níger

Uma outra indicação da origem desse nome nos é dada pela lenda da criação da roupa de Egúngún por Oiá. Roupas sob as quais, em certas circunstâncias, os mortos de uma família voltam a terra a fim de saudar seus descentes. Oiá é o único orixá capaz de enfrentar e de dominar os Egúngún

Os africanos costumam saudá-la antes das tempestades pedindo a ela que apazigue Sangô o Orixá dos trovões pedindo clemência.

Oferendas: àkàrà ou acarajé, ekuru e abará.

Brasil

Os devotos costumam lhe oferecer sua comida favorita, o àkàrà (acarajé), ekuru e abará.

No candomblé a cor utilizada para representá-la é o marrom, ainda que seja mais identificada com a cor Rosa. No Brasil houve uma grande distorção com relação as suas regências e origens.

Inhansã ou Oiá, como é também chamada no Brasil, é uma divindade da Mitologia Yoruba associada aos vento e as águas, sendo mulher de Xangô, o senhor dos raios e tempestades.

É saudada como "Iya mesan lorun" (Mãe dos Nove Céus) título referente a incumbência recebida como guia dos mortos. Iansã é associada a sensualidade, dos Orixás femininos é uma das mais guerreiras e imponentes.

Última modificação emSexta, 14 Outubro 2016 23:36

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