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Caracteristicas dos filhos de Oxalufã, Oxaguiã e Oxalá

OXALÁ

OXALÁ

DIA: SEXTA-FEIRA

COR: BRANCO LEITOSO

SIMBOLO: OPÁXORÓ

ELEMENTOS: ATMOSFERA E CÉU

DOMINIOS: PODER PROCRIADOR MASCULINO, CRIAÇÃO, VIA E MORTE

SAUDAÇÃO: EPA BABÁ

CARACTERISTICAS DOS FILHOS DE OXALUFÃ

O tipo físico de OXALUFÃ é frágil, delicado, friorento, sujeito a resfriados. Compensa sua debilidade física com grande força moral, e seu alvo à realizar a condição humana no q tem de mais nobre. É fiel no amor e na amizade. Oxalufã é o poente.

CARACTERISTICAS DOS FILHOS DE OXAGUIÃ

O tipo OXAGUIÃ é um jovem guerreiro combativo. É habitualmente alto e robusto, mas não é agressivo nem brutal. Não despreza o sexo e cultiva o amor livre. É alegre, gosta profundamente da vida, é falador e brincalhão. Ao mesmo tempo é idealista, defendendo os injustiçados, os fracos e os oprimidos. Orgulhoso, sedento de feitos gloriosos, às vezes, uma espécie de D. Quixote. Os seus pensamentos originais geralmente antecipam os da sua época. Ele é o nascente.

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Ajebó ou Ajabó para Xangô

Ajebó ou Ajabó para Xangô

Ajebó para abertura de caminho profissional

Material:

44 quiabos com a ponta bem retinha

1 vasilha branca de ágata ou porcelana

1 copo de Mel de abelhas

1/2 copo de azeite de oliva

1 copo de água

12 tiras de papel com seu nome de batismo escrito a lápis com letra de forma.

1 papel com seus pedidos à Xangô

12 moedas correntes ( lavadas e secas )

1 vela de sete dias branca

Modo de preparo:

Lave bem os quiabos e seque-os, corte a pontinha e a cabeça de 32 quiabos, sendo que a cabeça do primeiro quiabo deve ser colocada entre as sombrancelhas ( no terceiro olho, o quiabo ficará grudado pela própria baba que sai, fique com ela colada até terminar o ebó)a seguir corte os 32 quiabos emrodelinhas bem finas e coloque dentro da vasilha, junto com as 12 tiras de papel, adicione o mel, a água e o azeite,com a mão direita você começará a bater o quiabo como se estivesse batendo ovos para omelete, bata até que fique cheio de bolhas.Coloque a carta em baixo da pasta formada, enfeite com os 12 quiabos, deixando a pontinha para fora, ponha as moedas próximas ao quiabo,acenda a vela saudando Xangô e fazendo seus pedidos, retie a cabeça do quiabo grudado no rosto e coloque no centro da vasilha, com a parte que gruda para cima. Deixe por três dias e despache a pasta num jardim, lave e vasilha e guarde, podendo usa-la para outros ebós para Xangô. Fazer este ebó em lua boa.

Ajabó para o amor

Material:

44 quiabos com a ponta retinha

1 copo de mel de abelhas

1 vidro de água de flor de laranjeira grande (comprado em casa de artigos religiosos)

12 papéis com seu nome escrito a lápis e com letra de forma ( no caso de fazer para união, coloque 12 papéis com seu nome e mais 12 com o nome da pessoa)

1 papel com seus pedidos a Xangô

12 moedas correntes ( lavadas e secas )

1 vela de sete dias branca

Modo de preparo:

Igual ao ajebó anterior, apenas deve ser batido com o mel e a água de flor de laranjeira.

Ajabó para Xangô Aganju ( para ajudar a superar as dificuldades da vida )

Material:

44 quiabos com a ponta retinha

1 copo de mel de abelhas

1/2 copo de azeite de oliva

1 copo de açúcar mascavo

5 balas de leite

5 cocadas branca

12 moedas corrente

1 copo pequeno de água

1 noz moscada ralada na hora

12 tiras de papel com seu nome de batismo escrito a lápis e com letra de forma.

1 carta com seus pedidos a Xangô

Modo de preparo:

Igual ao primeiro Ajebó, só que deve ser batido com a água, o açúcar mascavo, o mel e o azeite de oliva,e a noz moscada ralada, após terminar de bater coloque dentro as 5 balas e as 5 cocadas, faça todo o resto da mesma forma como descrito no primeiro ajebó.

Todos estes ajebós podem ser feitos em casa, mas querendo você pode fazer em mata, ou pedreira, cachoeira, no caso de fazer na natureza troque a vela de sete dias por 12 velas branca comuns, leve também uma lata de cerveja preta e derrame sobre a pedra e em volta do ebó, traga a lata de volta para casa e jogue no lixo, limpe bem o local para que não pegue fogo, para que o orixá não se revolte contra você.

Ajebó para limpeza energética

Material:

Sabão da costa ou de coco.

32 quiabos

1/2 copo de glicose

água de cachoeira

1 vasilha branca de ágata ou porcelana

Modo de preparo:

Você deverá ir a uma cachoeira, peça licença o Oxum e recolha um pouco de água na vasilha, retire as cabeças e pontas do quiabo e jogue na água,corte os quiabos em rodelas bem fininhas, adicione a glicose e bata bem como um ajebó comum, até que fique cheio de bolhas, reserve. Entre na cachoeira e tome um banho com o sabão, se enxágue, pegue o ajebó com as mãos e passe no corpo todo como se estivesse se limpando, pedindo a Xangô e Oxum que retirem de seu corpo toda energia negativa, afastando doenças físicas e espirituais, peça que seus caminhos se abram, que eles tragam a você sorte, prosperidade, saúde e alegria.Entre novamente na cachoeira e se enxágue retirando todo ajebó do corpo. Vista roupas claras por três dias.

Ebó de Xangô para passar em provas e concursos

Material:

12 bananas da terra maduras

1 vidro de mel de abelhas

1 vela de sete dias marrom

1 prato de porcela branca grande

12 folhas de louro verde

12 moedas corrente ( lavadas e secas )

12 tiras de papel com seu nome de batismo escrito a lápis e com letra de forma.

1 papel pequeno com seu nome escrito, nome do concurso, local, dia e hora do concurso.

Modo de preparo:

Abra as 12 bananas no sentido do comprimento, sem retirar a casca e sem dividilas ao meio, coloque um papel com seu nome dentro, regando com um pouco de mel, coloque as 12 bananas no prato. Passe um pouco de mel no papel onde você escreveu os dados do concurso e cole na vela marrom com a parte escrita para dentro, coloque a vela no centro do prato.

Coloque uma moeda e uma folha de louro sobre cada banana, acenda a vela chamando 12 vezes por Xangô,faça seus pedidos a Xangô e termine fazendo 12 orações.

Este ebó pode ser feito em casa e depois despachado em baixo de uma árvore sem espinhos ou na natureza em beira de rio, cachoeira , pedreira ou beira de mato, fazer 7 dias antes do concurso.

No dia do concurso acenda uma vela comum branca e peça a Xangô que lhe ajude a ter um bom raciocínio e muita sorte.

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Qualidades de Airá - Àyrá

Folhas

Qualidades

Em alguns terreiros de candomblé cultua-se um grupo de qualidades de àngó que recebe o nome de Ayrá. Também se acredita que Ayrá seja um orixá diferente de àngó e que participa de alguns de seus mitos. O mais comum é considerar-se Ayrá como um àngó branco. Vejamos algumas das subdivisões de Ayrá.

  • Ayrá Intile - É o filho rebelde de Ọbàtálá. Ayrá Intilé foi um filho muito difícil, causando dissabores a Ọbàtálá. Um dia, Ọbàtálá juntou-se a Odudua e ambos decidiram pregar uma reprimenda em Intilé. Estava Intilé na casa de uma de suas amantes, quando os dois velhos passaram à porta e levaram seu cavalo branco. Ayrá Intilé percebeu o roubo e sabedor que dois velhos o haviam levado seu cavalo predileto, saiu no encalço. Na perseguição encontrou Ọbàtálá e tentou enfrentá-lo. O velho não se fez de rogado, gritou com Intilé, exigindo que se prostrasse diante dele e pedisse sua benção. Pela primeira vez Ayrá Intilé havia se submetido a alguém. Ayrá tinha sempre ao pescoço colares de contas vermelhas. Foi então que Ọbàtálá desfez os colares de Ayrá Intilé e alternou as contas encarnadas com as contas brancas de seus próprios colares. Ọbàtálá entregou a Intilé seu novo colar, vermelho e branco. Daquele dia em diante, toda terra saberia que ele era seu filho. E para terminar o mito, Ọbàtálá fez com que Ayrá Intilé o levasse de volta a seu palácio pelo rio, carregando-o em suas costas. Nesta qualidade, Ayrá Intilé dá a seu devoto um ar altivo e de sabedoria, prepotente, equilibrado, intelectual, severo, moralista, decidido.
  • Ayrá Ibonã - É considerado o pai do fogo, tanto que na maioria dos terreiros, no mês de junho de cada ano, acontece a fogueira de Ayrá, rito em que Ibonã dança acompanhado de Iansã, pisando as brasas incandescentes. Conta o mito que Ibonã foi criado por Dadá, que o mimava em tudo o que podia. Não havia um só desejo de Ibonã que Dadá não realizasse. Um dia Dadá surpreendeu Ibonã brincando com as brasas do fogão, que não lhe causavam nenhum dano. Desde então, em todas as festas do povoado, lá estava Ayrá Ibonã, sempre acompanhado de Iansã, dançando e cantando sobre as brasas escaldantes das fogueiras. Nessa qualidade, os seguidores de Ayrá têm espírito jovem, perigoso, violento, intolerante, mas são brincalhões, alegres, gostam de dançar e cantar.
  • Ayrá Osi - É o eterno companheiro de Ooguian. Um dia, passando Ooguian pelas terras onde vivia Ayrá Osi, despertou no jovem grande entusiasmo por seu porte de guerreiro e vencedor de batalhas. Sem que Ooguian se desse conta, Ayrá trocou suas vestes vermelhas pelas brancas dos guerreiros de Ooguian, misturando-se aos soldados do rei de Ejibô. No caminho encontraram inimigos ao que Osi, medroso que era, escondeu-se atrás de uma grande pedra. Ooguian observava a disputa do alto de um monte, esperando o momento certo de entrar nela, mas, para sua surpresa, percebeu que um de seus soldados estava de cócoras, escondido atrás da pedra. Sorrateiramente Ooguian interpelou seu soldado e para sua surpresa deparou-se com Ayrá que chorava de medo, implorando seu perdão, por haver enganado o grande guerreiro branco. Ooguian, por sua bondade e sabedoria, compadeceu-se de Ayrá Osi. No entanto, como punição pela mentira de Ayrá, decidiu que naquele mesmo dia o jovem voltaria à sua terra natal vestindo-se de branco e nunca mais usaria o escarlate, devendo dedicar-se a arte da guerra para poder seguir com ele em suas eternas batalhas. Os filhos de Ayrá Osi são considerados jovens guerreiros, lutam pelo que querem, mas as vezes deixam-se enganar pela impetuosidade. São calmos, não tidos a trabalhos intelectuais, são amorosos, alegres e sentimentais. São muitas as invocações ou qualidades de àngó, que, como vimos, se juntam às outras tantas de Ayrá. Em diferentes países e regiões da diáspora africana em que a religião dos orixás sobreviveu e prosperou, há diferentes variantes das qualidades dos orixás, pois cada grupo, geograficamente isolado, ao longo do tempo, acabou por selecionar esta ou aquela passagem mítica do orixá. Muitas foram esquecidas, outras ganharam novos significados. Cada qualidade é representada por diferentes cores e outros atributos, de modo que, pelas vestes, contas e ferramentas, ritmos e danças, é possível identificar a qualidade que está sendo festejada, principalmente no barracão de festas dos terreiros. Não só por esses aspectos, mas também pelas oferendas votivas e pelos animais que são sacrificados em favor da divindade.
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Xangô do Nordeste

Xangô do Nordeste

Xangô do Nordeste também conhecido como Xangô do Recife, Xangô de Pernambuco ou Nagô Egbá.

Em todo o Nordeste da Paraíba à Bahia, a influência dos yorubas prevalece a do Daomé. Esta é a zona mais conhecida quanto às religiões tradicionais africanas, a que deu lugar a maior número de pesquisas e de trabalhos sobre os nagôs. As duas palavras para designá-las são, a de Xangô na Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, e de Candomblé da Bahia para o sul, esta dualidade de nomes, que não são nomes dados pelos negros, mas sim pelos brancos em virtude da popularidade e importância de Xangô nessa região, e Candomblé por designar toda dança dos negros, tanto profanas como religiosas.

Pureza Nagô

Mundicarmo Ferretti em "Pureza nagô e nações africanas no Tambor de Mina do Maranhão" escreve: "Os terreiros de religião de origem africana mais identificados com a África geralmente constroem sua identidade tomando como referência o conceito de “nação”, que os vincula ao continente africano, à África negra, através de uma casa de culto aberta no Brasil por africanos antes da abolição da escravidão (“de raiz africana”). No campo religioso afro-brasileiro, os terreiros Nagô mais antigos e tradicionais da Bahia foram considerados, tanto por pais-de-santo como por pesquisadores da área acadêmica, como mais puros ou autênticos e sua “nação” como mais preservada e/ou organizada. A partir do que foi convencionado na Bahia como “nagô puro”, têm sido avaliados terreiros nagô de outros estados das mais diversas denominações: Candomblé, Xangô, Mina, Batuque e outras. Analisando a questão da “pureza nagô”, Beatriz Góis Dantas (Dantas, 1988), apoiada em pesquisa realizada em Sergipe, mostra que, apesar da hegemonia do Candomblé nagô da Bahia na religião afro-brasileira, os indicadores de autenticidade africana ou “pureza nagô” adotados na Bahia nem sempre são os mesmos de outros estados e que traços muito valorizados no Candomblé da Bahia podem ser desvalorizados ou até rejeitados em terreiros de outras localidades."

A quase extinção

Fernandes, Gonçalves - autor do livro Xangôs no Nordeste, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1937, também é autor do livro O Sincretismo Religioso no Brasil, São Paulo, Guairá, 1941, que fala sobre a noite de 1 de fevereiro de 1912 nas ruas da cidade de Maceió onde houve cenas de muita violência, com a invasão e destruição dos mais importantes terreiros de Xangô de Alagoas.

O Sítio de Pai Adão foi tombamento pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – FUNDARPE, e todo o conhecimento foi transmitido sucessivamente a Obalonein, Fatemi e Oluandê, para que finalmente fossem passados em Belford Roxo a Osunaloji (Pai Milton), que zela pela conservação e manutenção dessa tradição recebida, no Ilê Axé Agawere Xapanan. Em seu ilê (casa), cujo orixá patrono é Iemanjá, as novas gerações de filhos de santo recebem dele todo esse rico arsenal de cultura afro-brasileira, com fundamento na nação Nagô-Egbá. Liderado hoje por Manuel Papai e Maria das Dores ja falecida, juntamente Pai Raminho de Oxossi que incentiva os desfiles de Maracatu no Carnaval do Recife.

Fatemi que antes do seu falecimento, procurou de todas as formas um sucessor(a), logrando êxito apenas em uma de suas Omorisa de nome Oluandê. Sem esquecer de Yá Ciça de Yemanjá, já falecida, de Yá Talamuzango, também falecida. Essas pessoas, foram as responsáveis diretas pela manutenção dos ritos Nago Egba no Rio de Janeiro.

No Maranhão, a Casa Fanti Ashanti, em São Luís, nação Jeje-Nagô, babalorixá Euclides Menezes Ferreira (Talabian), (de Oxaguian c/Oxum) e Mãe Isabel de Xangô com Oxum. A raiz é do Sitio de Pai Adão, Nagô do Recife.

Em São Paulo, a iyalorixá Maria das Dores Talabideiyn deixou a seu filho Pai José Alabiy (José Gomes Barbosa), babalorixá do Ilê Axé Ajagunã Obá Olá Fadaká, a tradição Egbá, passada à sua filha Oya Dolu (Lorena de Santiago) iyalorixá do Ilê Axé Oya Tundê, juntamente com Baba Alajemi (Nilso Jorge Júnior), onde também se preservam os mais antigos fundamentos do Nago-Egba. Entre outros, destaca-se a iyalorixá Valdecir de Obaluaye que, sendo filha-de-santo de Osunalogi, traz consigo a tradição e cultura dessa grande raíz.

No Rio de Janeiro, a sacerdotisa nigeriana Adioê Bamgballa (Liberata Martins Rubião; contemporâneo de João Alabá e Assumano), trouxe para o Brasil os fetiches necessários para o culto aos Orixás, em especial Iemanjá; que passou à ser considerada a divindade patrona da nação; quando ele utiliza alguns fetiches retirados do rio Ogun onde Iemanjá é cultuada em Abeokutá, para assentar os Orixás de sua casa, após se desligar do Sitio do Pai Adão, onde fora iniciada; fundando assim a Raiz Bamgballa, que atualmente tem o Baba Beto de Bara, como seu principal representante e atual guardião da Iemanjá da Nação e zelador dos axés.

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Ebó de Yemanjá

Ebó de Iemanjá

1 vasilha de porcela branca ou ágata

1 pacote de canjica branca cozida

1 vidro de mel de abelhas

4 rosas brancas

3 velas brancas ou azul clara

escreva uma carta com seus pedidos ( a lápis e com letra de forma)coloque no fundo da vasilha e regue com mel ,a seguir despeje a canjica por cima, regando com mais mel, enfeite com as rosas.Acenda as velas em volta.

Oferenda a Iemanjá

1 cesta de vime pequena

1 mamão maduro

7 rosas branca

7 palmas branca

7 sabonetes

7 espelhos

7 pentes de cabelo

1 vidro de perfume de alfazema

1 vasilha de porcelana branca

1 pacote de canjica cozida

1 vidro peq de mel de abelhas

folhagens

7 moedas corrente ( lavadas)

1 vidro de glitter prateado

Forre a cesta com as folhagens, coloque no meio a vasilha de porcelana, com uma carta contendo seus pedidos a Iemanjá, regue com mel e ponha a canjica por cima,corte o mamão em 7 pedaços retirando as sementes e enfeite a canjica.Coloque as flores, os espelhos, os pentes e os sabonetes em volta da vasilha dentro da cesta.Espete as moedas no mamão, perfume bem as flores com a alfazema e jogue todo o glitter por cima, pedindo que Iemanjá faça sua vida brilhar.

Entre no mar e conte 6 ondas, na sétima onda você coloca a cesta e pede a Iemanjá que a receba, fazendo seus pedidos, reze pedindo o que deseja, de 7 passos para trás, vire de costas e não olhe mais para o mar. Caso você more longe de praia, entregue em beira de rio, cachoeiras ou nascentes de água.

O vidro de mel e de alfazema não devem ser jogados no mar!

Oferenda a Iemanjá

Material:

1/2 litro de leite

açúcar

1 vidro de leite de coco

essência de baunilha ( para uso culinário )

amido de milho

7 moedas ( lavadas e secas )

4 rosas brancas

glitter prateado

1 papel com seus pedidos a Iemanjá

1 prato de papelão prateado

1 vela de sete dias branca ou 7 velas comuns

7 bastões de incenso de rosas brancas ou amarelas.

Modo de preparo;

Dissolva 5 colheres de amido em um pouco de leite, ponha em uma panela junto com o restante do leite normal e o de coco, va mexendo até que começe a engrossar, adicione o açúcar, junto com 3 colheres de baunilha, continue mexendo até que tome consistência, coloque numa forma redonda ( sem buraco no meio ), deixe esfriar e leve a geladeira. Após ficar duro retire o pudim da geladeira, coloque a carta no centro do prato de papelão e o pudim em cima, enfeite a lateral do prato com as pétalas de 3 rosas, coloque a outra rosa sem o cabo no meio do pudim, com as moedas em volta, polvilhe o glitter por cima de tudo.

Leve para beira da água acendendo as velas em volta, junto com os incensos, saude Iemanjá 4 vezes, faça seus pedidos e orações, fique um pouco próximo do ebó, pegue o prato com as mãos, entre na água, passe o prato simbolicamente pelo corpo de baixo para cima, pedindo a Iemanjá que leve para o fundo do mar toda negatividade presente em sua vida, e traga sorte, amor e saúde, conte 6 ondas na sétima coloque seu presente na água chamando por Iemanjá , pedindo que ela venha receber seu agrado, de 7 passos para trás, vire-se de costas sem olhar mais para trás. Deixe as velas queimarem normalmente na beira da água.

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Batuque

Batuque

Batuque é uma religião afro-brasileira de culto aos orixás encontrada principalmente no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, de onde se estendeu para países vizinhos como Uruguai e Argentina. É fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, como as nações Jeje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô.

Batuque

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Festa de Ibeji - Sociedade Beneficente Africana São Gerônimo - Porto Alegre RS

Etimologia

A palavra "batuque" se originou do verbo "bater", numa referência ao bater dos tambores típico das cerimônias da religião.

História

A estruturação do batuque no estado do Rio Grande do Sul deu-se no início do século XIX, entre os anos de 1833 e 1859 (Correa, 1988 a:69). Tudo indica que os primeiros terreiros foram fundados na região de Rio Grande e Pelotas. Tem-se notícias, em jornais desta região, matérias sobre cultos de origem africana datadas de abril de 1878, (Jornal do Comércio, Pelotas). Já em Porto Alegre, as notícias relativas ao batuque datam da segunda metade do século XIX, quando ocorreu a migração de escravos e ex-escravos da região de Pelotas e Rio Grande para a capital. Lembrando sempre que a língua usada é a iorubá. Cabe enfatizar e esclarecer que o batuque não é um segmento do candomblé baiano, muito ao contrário, tendo liturgia e fundamentos próprios, nada semelhantes ao candomblé.

Os rituais do batuque seguem fundamentos, principalmente, das raízes da nação Ijexá, proveniente da Nigéria e dá lastro a outras nações como os jejes do Daomé, hoje Benim, Cabinda (enclave Angolano), Oyó e Nagô, da região da Nigéria.

O batuque surgiu como diversas religiões afro-brasileiras praticadas no Brasil. Tem as suas raízes na África, tendo sido criado e adaptado pelos negros no tempo da escravidão. Um dos principais representantes do batuque foi o Príncipe Custódio de Xapanã. O nome batuque era dado pelos brancos, sendo que os negros o chamavam de Pará. É da junção de todas estas nações que se originou esta cultura conhecida como batuque. Os nomes mais expressivos da antiguidade e de tempos atuais que, de uma maneira ou de outra, contribuíram para a continuidade dos rituais, foram:

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Cantando para os Orixás

  • Nagô — Imbrain de Oyá (SERGS), Volni de Ogun, Enio Gonçalves de Ogun, Leda Feijó de Oxum, Norma Feijó de Xangô, João Pinho de Xangô, João Cunha de Xangô, Veleda de Bará Adague, Arminda de Xapanã, Vó Lúcia , Zé Coelho de Odé, Professor Lino Soares de Odé, Albertina de Bará, Vó Diva de Odé, Vô Lourenço de Odé, Gersom de Oxalá, Eurico de Olufonjàyé (I.A.N.O), entre outros.
  • Ijexá — Paulino de Oxalá Efan, Maria Antonia de Assis (Mãe Antonia de Bará), Manoel Matias (Pai Manoelzinho de Xapanã), Jovita de Xangô; Miguela do Bará, Pai Idalino de Ogum, Estela de Yemanjá, Ondina de Xapanã, Ormira de Xangô, Pedro de Yemanjá,Pai Tuia de Bará,Pai Tita de Xangô; Menicio Lemos da Yemanjá Zeca Pinheiro de Xapanã, Mãe Rita de Xangô Aganju,entre outros.
  • Oyó — Mãe Emília de Oyá Lajá, princesa Africana , Pai Donga da Yemanjá, Mãe Gratulina de xapanã, Mãe "Pequena" de Obá, Mãe Andrezza Ferreira da Silva, Pai Antoninho da Oxum, Nicola de Xangô, Mãe Moça de Oxum, Miguela de Xangô, Acimar de Xangô, Toninho de Xangô e Tim de Ogum, entre outros.
  • Jeje — Mãe Chininha de Xangô, Príncipe Custódio de Xapanã, João Correa de Lima (Joãozinho do Exú By) responsável pela expansão do Batuque no Uruguai e Argentina, Pai Betinho de Xapanã, Zé da Saia do Sobô, Loreno do Ogum, Nica do Bará, Alzira de Xangô, Pai Pirica de Xangô;Mãe Dada de Xangô; Leda de Xangô; Pai Tião de Bará; Pai Nelson de Xangô, Pai Vinícius de Oxalá entre outros.
  • Cabinda — Waldemar Antônio dos Santos de Xangô Kamuká(considerado Rei da nação de Cabinda); Maria Madalena Aurélio da Silva de Oxum, Palmira Torres de Oxum, Pai Henrique de Oxum, Pai Romário de Oxalá,Pai Didi de Xango Omi,Pai Enio da Oxum Miua,Pai Gabriel da Oxum,Mãe Marlene de Oxum, Pai Cleon de Oxalá, Paulo Tadeu do Xângo Toqui,Pai Jango de Xapanã, Pai Mário da Oxum, Pai Nazário do Bara,Mãe Magda de oxum, Pai Alberto de Xango,Pai Adão de Bará, Pai Vilmar de Oxalá, Pai Luiz Carlos de Oxum, Pai Nilton de Oxum, Pai Carlos de Aganjú, Pai Enrique de Oxala (Uruguay) entre outros.

Nações

  • Nação Oyo — se caracterizava principalmente pela ordem das rezas: primeiro, tocava-se para todos os orixás masculinos, depois para os femininos e finalizava-se com Oyá, Xangô e Oxalá (Oyá e Xangô no final, representando o rei e a rainha de Oyó) e dizem também que, ao final da cerimônia, os orixás carregavam a cabeça dos animais a eles sacrificados, já em estado de decomposição, na boca.
  • Cabinda — Embora por muitos anos consideraram haver uma ligação com a cultura banto, ela não cultua nkisis (divindades banto), mas sim Orixás Yorùbá, os mesmos de todas as três raízes do Batuque Afrosul, com acréscimo de algumas divindades como o Bará (Bará Legba), Zina e a Oyá (Oyá Dirã, Oyá Timboá). O culto da Cabinda está ligada ao ritual do culto ao grande Aláàfìn Òyó, que por sua vez está ligada diretamente ao culto dos Eguns, sabendo que o ritual de Egun teve inicio em Oyo. É comum encontrar do lado de fora da maioria dos templos da raiz Cabinda o assentamento do Baru Aláàfìn, conhecido por Kamuká, que está ligado diretamente ao Igbalé (casa dos mortos). Desta forma é a única vertente do Batuque Afrosul que conseguem manter os rituais de Ìbòrì e feitura quando ocorre o procedimento de um Arissum (ritual fúnebre), ou, quando é necessário dar procedência à preparação de um Lailẹ̀mí (morto), criando assim uma forte ligação com os antepassados e os rituais à Oríxá, sem que misturem os dois, pois esta é uma religião voltada exclusivamente à Orixá.

A Cabinda é considerada uma Raíz da Nação Batuque Afrosul, pois contém fatores que determinam uma ramificação, porem faltam elementos que caracterize uma nova nação dentro da própria nação Afrosul.

  • Nação Jeje — assim como a Cabinda, adotou o panteão iorubá dos orixás, que são os mesmos de Ijexá, sendo muito comum as casas de Jeje-Ijexá. Muitos sacerdotes da Nação Jeje do batuque desconhecem a palavra Vodun, embora se tenham relatos de culto a algumas destas divindades antigamente. Os descendentes de Pai Joãozinho do Bará (Esú By) são os que mantém firme as tradições desta nação, como o uso de agdavís em seus rituais (chamado "Jeje de pauzinhos"), o assentamento de Ogum semelhante ao do Vodun Gun no Daomé, e existência de pessoas iniciadas para Dan e Sogbo. As cerimônias se iniciam com a parte Jeje (com cânticos no dialeto fongbe) e a dança em pares (simbolizando o par da criação Mawu-Lisa) e o toque com as "varinhas" e, depois, a parte iorubá, com as rezas tradicionais do batuque.
  • Nação Nagô — tem uma certa semelhança com o candomblé tanto nas cerimônias como nas características dos Orixás. Seu panteão é mais numeroso e sua liturgia e dogmas se diferencia das demais nações. Seus adeptos costumam se vestir de branco e colocar pano de cabeça nas obrigações. Não cultuam o Igbalé ( casa dos mortos ), as obrigações de Arissum (ritual fúbebre ) são feitas dentro de um pote de barro grande, dentro de um buraco, o qual é fechado no final do ritual e o pote é despachado num rio junto com o material que foi utilizado durante a obrigação. A feitura ( bori ) é diretamente na cabeça do filho de santo ( montagem dos buzios e moedas ) e não na mantegueira, como ocorre em outros lados. Os Orixás são os mesmos das outras raízes, com excessão de alguns como Kamuca, Legba,Zina e Timboá. Seu maior representante foi Pai Jorge Oxalá Obokum, cuja origem se da seguinte sequencia:

Pai Jorge de Oxalá Bokun era filho de Mãe Adalice de Oxum Demun, que era Filha de Salvaíne de Oxum Pandá Mí, que era filho de Mãe Titina de Oyá Ladiá, que se dizia filha do Príncipe Manoel Custódio de Sakpatá Erupê.

Crenças

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Filhos de santo

O batuque é uma religião baseada no culto às divindades Africanas, principalmente as Yorùbá, chamados de Orixá em sua maioria ligadas a natureza: rios, lagos, matas, mar, pedreiras, cachoeiras etc. Seus rituais que envolvem paramentos que estão em parte dentro dos terreiros, onde permanecem seus assentamentos [Igbá], onde são invocadas as vibrações de nossos orixás.

Todo ser humano nasce sob a influência de um orixá e, em sua vida, terá as vibrações e a proteção desse orixá ao qual está naturalmente vinculado e que rege seu destino. O orixá exige a dedicação de seu influenciado, sendo que este poderá ser um simples colaborador nos cultos, ou até mesmo se tornar um babalorixá ou ialorixá.

Há uma questão de ordem etimológica no termo "Pará": afirma-se ser este o outro nome pelo qual é conhecido o batuque. Sabe-se que todo frequentador de terreiros chama, na verdade, o peji ou quarto-de-santo de "Pará" e não o ritual sagrado dos orixás, este sim o batuque. Essa questão já está dimensionada desde os anos 1950, nas pesquisas etnográficas de Roger Bastide sobre a religião africana no Rio Grande do Sul. São consideradas Religiões afro-brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas Religiões tradicionais africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos escravos.

As religiões afro-brasileiras são relacionadas com a religião iorubá e outras religiões africanas e diferentes das religiões afro-caribenhas como a santeria e o vodu.

Orixás

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Roupas da cor dos orixás e fios de contas

O culto, no batuque, é feito exclusivamente aos orixás, sendo Bará (Exu) o primeiro a ser homenageado antes de qualquer outro, encontrando-se seu assentamento em todos os terreiros.

Os principais orixás cultuados no batuque são: Bará, Ogum, Oiá-Iansã, Xangô, Ibeji, Odé, Otim, Oba, Osanha, Xapanã, Oxum, Iemanjá, Oxalá e Orunmilá (ligado ao culto de Oxalá). O panteão de Orixás varia de acordo com a nação.

No batuque, os espíritos de sacerdotes são chamados de egungun e constituem uma categoria à parte, pois são espíritos de seres humanos e, portanto, estão ligados à estrutura da sociedade.

Templos

No Rio Grande do Sul, a área de conservação das religiões africanas vai do litoral à fronteira com o Uruguai, com os dois grandes centros em Pelotas e Porto Alegre.

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Festa batuque

No batuque, os templos terreiros são quase que em sua totalidade vinculados as casas de moradia. É destinado um cômodo, geralmente na parte da frente da construção onde são colocados os assentamentos dos orixás. Neste local, são feitos todos os fundamentos de imolações e trabalhos determinados e oferendas para os Orixás. O local é considerado sagrado, pessoas se vestem de preto, mulheres em dias de menstruação não entram. Junto a esta parte da casa, chamada de peji, há também o salão onde são realizadas as festas para os orixás.

O estado do Rio Grande do Sul foi o maior responsável pela exportação dos rituais africanos para outros países da América do Sul, entre eles Uruguai e Argentina, que também procuram seguir a maneira de cultuar os orixás. A construção dos templos segue a orientação de seus sacerdotes.

Todos os orixás são montados com ferramentas, Otás (pedras) etc. e permanecem dentro da mesma casa, com exceção dos Orixás de Rua, que tem seus assentamentos numa casa separada, ficando à frente do templo onde recebem suas oferendas e sacrifícios. A casa dos Eguns também tem lugar definido, é uma construção separada da casa principal, na parte dos fundos do terreiro, onde são feitos diversos rituais.

Em caso de falecimento do babalorixá ou ialorixá, o dono do terreiro, fica a critério da família o destino do templo. Geralmente, não havendo um familiar que possa suceder o morto, o templo é fechado. Na maioria dos casos, na morte de um sacerdote, todas as obrigações são despachadas num ritual específico chamado Sirrun, semelhante ao axexê do candomblé. Por este motivo, é muito difícil encontrar ilês (casas) com mais de 60 anos. São muito poucos os sacerdotes que destinam seus axés a um sucessor para dar prosseguimento à raiz.

Rituais

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Oferendas para os Orixás

Os rituais são próprios e originais e, embora tenham alguma semelhança com o "Xangô de Pernambuco", são muito diferentes dos do candomblé da Bahia.

Os rituais de jeje têm suas rezas próprias (fon). Ainda se vê este belo ritual em dois grandes terreiros na cidade de Porto Alegre. As danças são executadas de par, um de frente para o outro. Há, também, muitas casas que seguem os fundamentos da nação Oyó, que se aproxima muito do ijexá, já que estas duas provém de regiões próximas na Nigéria.

A principal característica do ritual do batuque é o fato de o iniciado não poder saber, em hipótese alguma, que foi possuído pelo seu orixá, sob pena de ficar louco. Na realidade o questionamento não está no problema da loucura, como consequencia e sim no fato de que ao saber que se ocupa ( o Orixá incorpora no filho de santo )a pessoa pode ceder a vaidade extrema e desta forma banalizar um princípio básico dos Orixás, que está na humildade e desapego material.

Cada babalorixá ou ialorixá tem autonomia na prática de seus rituais. Não existem nomenclaturas de cargos como há no candomblé. Os babalorixás exercem plenos poderes em seus ilês. Os filhos de santo se revezam nos cumprimentos das obrigações.

No mínimo uma vez por ano, são feitas homenagens com toques para os orixás, mas as festas grandes são de quatro em quatro anos. Chamamos de festa grande a obrigação que tem ebó, ou seja quando há sacrifícios de animais de quatro patas aos orixás: cabritos, cabras, carneiros, porcos, ovelhas, acompanhados de aves como galos, galinhas e pombos.

Esta obrigação serve para homenagear o orixá "dono da casa" e dos filhos que ainda não possuem seu próprio templo. A data é, geralmente, a mesma que aquele sacerdote teve assentado seu Orixá, a data de sua feitura. As festas têm um ciclo ritual longo, que, antigamente, duravam 32 dias de obrigações. Hoje, diante das dificuldades, duram no máximo 16. O começo de tudo são as limpezas de corpo e da casa, para descarregar totalmente o ambiente e as pessoas, de toda e qualquer negatividade; em seguida, são preparados as oferendas e sacrifícios ao Bará. A partir deste momento, os iniciados já ficam confinados ao templo, esquecendo então o cotidiano e passam a viver para os Orixás por inteiro até o final dos rituais. No dia do serão (dia da obrigação de matança), todos os orixás recebem sacrifícios de animais. Os cabritos e aves são preparados com diversos temperos e servidos a todos que participarem dos rituais, tudo é aproveitado, inclusive o couro dos animais, que sevem para fazer os tambores usados nos dias de toques.

No dia da festa, o salão é enfeitado com as cores dos orixás homenageados. A abertura se dá com a chamada invocação aos orixás, feita pelo sacerdote em frente ao peji (quarto de santo), usando a sineta (adjá), saudando todos os orixás. Ao som dos tambores, as pessoas formam uma roda de dança em louvor aos orixás, a cada um com coreografias especiais de acordo com suas características.

No final das cerimônias, são distribuídos os mercados (bandejas contendo todo tipo de culinária dos orixás, como: acarajé, axoxó (milho cozido e fatias de coco), farofa de aves, carnes de cabritos (cozidas ou assadas), frutas, fatias de bolos etc.). Alguns comem ali mesmo, outros levam para comer em casa.

Durante a semana, são feitos outros rituais de fundamentos para os orixás, inclusive a matança de peixe, que, para os batuqueiros, significa fartura e prosperidade. Os peixes oferecidos são da qualidade jundiá e pintado; estes são trazidos vivos do cais do porto ou do mercado público, onde o comércio de artigos religiosos é intenso.

No sábado seguinte, é feito o encerramento das obrigações, com mesa de Ibejes e toque novamente em homenagem aos orixás. Neste dia, são distribuídos mercados com iguarias e o peixe frito, significando a divisão da fartura e prosperidade com os participantes das homenagens aos orixás. Após o encerramento, o sacerdote leva os filhos que estavam de obrigações ao rio, à igreja, ao mercado público e à casa de alguns sacerdotes que fazem parte da família religiosa, para baterem cabeça em sinal de respeito e agradecimento; este passeio faz parte do cumprimento dos rituais. Após o passeio, todos estão liberados para seguirem normalmente o cotidiano de suas vidas.

Egun

No batuque, também temos a parte dos rituais destinados ao culto dos Eguns. Este é um ritual cheio de magia e segredos onde poucos sacerdotes têm o completo domínio.

A casa dos Eguns (espíritos dos mortos) fica numa construção separada da casa principal, nos fundos do terreno, onde são feitos diversas obrigações em determinadas datas e quando morre alguém ligado ao terreiro; este local é denominado Igbalé.

Aos Eguns, também são oferecidos sacrifícios de animais e comidas diversas que fazem parte somente deste ritual, não podendo ser usados em outras ocasiões.

Os Eguns, assim como os Orixás, tem suas rezas (cânticos) próprias, feitos na linguagem yorubá, e em dias de obrigações recebem toques ao som de tambores frouxos e com o acompanhamento de agê (instrumento feito com uma cabaça inteira trançada com cordão e contas diversas).

Cada nação tem rituais diferentes para este tipo de obrigação.

Sacerdócio

O babalorixá ou Iyalorixá tem a responsabilidade de formar novos sacerdotes, que darão continuidade aos rituais. Para isto é preciso preparar novos filhos de santo, que durante um certo período de tempo aprenderão todos os rituais para preservação dos cultos.

O sacerdote chefe deve passar aos futuros pais ou mães de santo, todos os segredos referente aos rituais, tais como: uso das folhas (folhas sagradas), execução de trabalhos e oferendas, interpretação do jogo de búzios, e até mesmo como preparar um novo sacerdote.

Geralmente o futuro sacerdote já nasce no meio religioso, onde conviverá acompanhando todos os diversos rituais que darão suporte a seus afazeres dentro do culto, e terá pleno conhecimento de todos os tipos de situações que enfrentará em seu futuro templo.

O tempo de aprendizado é longo, não se forma um verdadeiro sacerdote de orixás com menos de sete anos de feitura. Os ensinamentos são passados de acordo com a evolução da capacidade de aprendizado que o noviço tem. Os ensinamentos são feitos oralmente, não há livros para ensinar os rituais. A melhor maneira de aprender tudo é conviver desde cedo dentro dos terreiros.

A partir do momento que um noviço se torna um sacerdote de orixá, terá as mesmas responsabilidades daquele que lhe passou os ensinamentos.

Lembrando que, dentro da religião afro-brasileira, existem vários segmentos.

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Iyami, Ajé, Iyami, Oxorongá, Osòrongá Destaque

Iyami-Ajé – Iyami-Oxorongá - Orongá

Iyami-Ajé - (Iyá Mi Ajé = Minha Mãe Feiticeira) também conhecida por Iyami Oxorongá - é a sacralização da figura materna, por isso seu culto é envolvido por tantos tabus. Seu grande poder se deve ao fato de guardar o segredo da criação. Identificada no jogo do merindilogun pelo odu Ôxê

Tudo que é redondo remete ao ventre e, por consequência, as Iyá Mi. O poder das grandes mães é expresso entre os orixás por Oxum, Iemanjá e Nanã Buruku, mas o poder de Iyá Mi é manifesto em toda mulher, que, não por acaso, em quase todas as culturas, é considerada tabu.

Iyami Ajé na forma de pássaro (Coruja Rasga-Mortalha ou coruja rasgadeira) pousa nas árvores favoritas durante a noite principalmente na jaqueira (Artocarpus heterophyllus). Contam os antigos africanos que quando a coruja rasgadeira sobrevoa fazendo seu ruído característico ou aproxima-se de uma casa é porque vai morrer alguém.

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Iyami Agbá

Aulo Barretti Filho, escreve em O Culto dos Eguns no Candomblé: "Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Ìyámi Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Ìyámi Oxorongá chamada também de Ìyá NIa, a grande mãe. Esta imensa massa energética que representa o poder da ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas "Sociedades Gëlèdé", compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder. O medo da ira de Ìyámi nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino."

   Para Sergio Ferretti (1989:186) o culto a Naê no Maranhão pode ser comparado ao das Iyamí Oxorongá da Nigéria, Benin e outras regiões da África - mães ancestrais respeitadas e temidas, que não incorporam e que têm o poder de se transformar em pássaro.

   É um orixá apenas assentado para ser cultuado pela comunidade, não é um orixá de iniciação, por ser uma energia ancestral aglutinada de forma coletiva. Representa todas as mães mortas e ninguém pode incorporá-las ou manifestá-las.

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Religiões Afro-brasileiras Destaque

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São consideradas religiões afro-brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas Religiões tradicionais africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos negros africanos, na condição de escravos. Ou religiões que absorveram ou adotaram costumes e rituais africanos.

  • Babaçuê- Maranhão, Pará
  • Batuque - Rio Grande do Sul
  • Cabula - Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
  • Candomblé - Em todos estados do Brasil
  • Culto aos Egungun - Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
  • Culto de Ifá - Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
  • Encantaria - Maranhão, Piauí, Pará, Amazonas
  • Omoloko- Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo
  • Pajelança - Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas
  • Quimbanda- Em todos estados do Brasil
  • Tambor-de-Mina - Maranhão
  • Terecô - Maranhão
  • Umbanda- Em todos estados do Brasil
  • Xambá - Alagoas, Pernambuco
  • Xangô do Nordeste – Pernambuco
  • Toré – Chapada da Diamantina - Bahia
  • Jarê – Piaçabuçu – Alagoas
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As religiões afro-brasileiras na maioria são relacionadas com a religião yorùbá e outras religiões tradicionais africanas, é uma parte das religiões afro-americanas e diferentes das religiões afro-cubanas como a Santeria de Cuba e o Vodou do Haiti pouco conhecidas no Brasil.

Crenças

De todas as religiões afro-brasileiras, a mais próxima da Doutrina Espírita é um segmento (linha) da Umbanda denominado de "Umbanda branca", e que não tem nenhuma ligação com o Candomblé, o Xambá, o Xangô do Recife ou o Batuque. Embora popularmente se acredite que estas últimas sejam um tipo de "espiritismo", na realidade trata-se de religiões iniciáticas animistas, que não partilham nenhum dos ensinamentos relacionados com a Doutrina Espírita. Entretanto, outros segmentos da Umbanda podem ter algumas semelhanças com a Doutrina Espírita, mas também com o Candomblé por causa da figura dos Orixás.

No tocante especificamente ao Candomblé, crê-se na sobrevivência da alma após a morte física (os Eguns), e na existência de espíritos ancestrais que, caso divinizados (os Orixás, cultuados coletivamente), não materializam; caso não divinizados (os Egungun), materializam em vestes próprias para estarem em contacto com os seus descendentes (os vivos), cantando, falando, dando conselhos e auxiliando espiritualmente a sua comunidade. Observa-se que o conceito de "materialização" no Candomblé, é diferente do de "incorporação" na Umbanda ou na Doutrina Espírita.

Em princípio os Orixás só se apresentam nas festas e obrigações para dançar e serem homenageados. Não dão consulta ao público assistente, mas podem eventualmente falar com membros da família ou da casa para deixar algum recado para o filho. O normal é os Orixás se expressarem através do jogo de Ifá, (oráculo) e merindilogun.

Dependendo da nação ou linha de candomblé, os candomblés tradicionais não fazem a princípio contato com espíritos através da incorporação para consultas, é possível mas não é aceito.

Já o candomblé de caboclo tem uma ligação muito forte com caboclos e exus que incorporam para dar consultas, os caboclos são diferentes da Umbanda.

E existem os candomblés cujos pais de santo eram da Umbanda e passaram para o candomblé que cultuam paralelamente os Orixás e os guias de Umbanda.

No Candomblé, todo e qualquer espírito deve ser afastado principalmente na hora da iniciação, para não correr o risco de um deles incorporar na pessoa e se passar por orixá, o Iyawo recolhido é monitorado dia e noite, recorrendo-se ao Ifá ou jogo de búzios para detectar a sua presença. A cerimónia só ocorre quando este confirma a ausência de Eguns no ambiente de recolhimento.

Afastam todo e qualquer espírito (egun), ou almas penadas, forças negativas, influências negativas trazidas por pessoas de fora da comunidade. Acredita-se que pessoas trazem consigo boas e más influências, bons e maus acompanhantes (espíritos), através do jogo de Ifá poderá se determinar se essas influências são de nascimento Odu, de destino ou adquiridas de alguma forma.

Os espíritos são cultuados, nas casas de Candomblé, em uma casa em separado, sendo homenageados diariamente uma vez que, como Exú, são considerados protetores da comunidade.

Existem Orixás que já viveram na terra, como Xangô, Oyá, Ogun, Oxossi, viveram e morreram, os que fizeram parte da criação do mundo esses só vieram para criar o mundo e retiraram-se para o Orun, o caso de Obatalá, e outros chamados Orixá funfun (branco).

Existem as árvores sagradas que são as mesmas das religiões tradicionais africanas onde Orixás são cultuados pela comunidade como é o caso de Iroko, Apaoká, Akoko, e também os orixás individuais de cada pessoa que é uma parte do Orixá em si e são a ligação da pessoa, iniciada com o Orixá divinizado.

Ou seja uma pessoa que é de Xangô, seu orixá individual é uma parte daquele Xangô divinizado com todas as características, ou como chamam arquétipo.

Existe muita discussão sobre o assunto: uns dizem que o Orixá pessoal é uma manifestação de dentro para fora, do Eu de cada um ligado ao orixá divinizado, outros dizem ser uma incorporação mas é rejeitada por muitos membros do candomblé, justificam que nem o culto aos Egungun é de incorporação e sim de materialização. Espíritos (Eguns) são despachados (afastados) antes de toda cerimônia ou iniciação do candomblé.

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Caracteristicas dos filhos de Ossain

Características dos filhos de Ossain

Os filhos de Ossaim são pessoas extremamente equilibradas e cautelosas, que não permitem que as suas simpatias ou antipatias interfiram nas suas opiniões sobre os outros. Controlam perfeitamente os seus sentimentos e emoções. Possuem grande capacidade de discernimento e são frios e racionais nas suas decisões.

São pessoas extremamente reservadas, não se metem em questões que não lhe dizem respeito. Participam em poucas actividades sociais, preferindo o isolamento. Elas evitam falar sobre a sua vida, sobre o seu passado, preferem manter certa aura de mistério. Geralmente, não têm nada de mais a esconder, mas desejam manter reserva.

Pressa e ansiedade não fazem parte das suas características, pois são pessoas dadas aos detalhes e caprichosas no cumprimento das suas tarefas. Possuem gosto por actividades artesanais que exigem isolamento e paciência; não gostam de ter chefe nem subalternos, não se prendem a horários, apreciam a independência para fazer o que gostam na hora que querem. São pessoas fascinadas com as regras e tradições, adoram questioná-las. Possuem um gosto exacerbado pela religiosidade.

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Exú Destaque

Exu é um orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú. Algumas cidades onde se cultua o Exu são: Ondo, Ilesa, Ijebu, Abeokuta, Ekiti, Lagos.

DIA: SEGUNDA-FEIRA.

CORES: PRETO (OU SEJA, A FUSÃO DAS CORES PRIMÁRIAS) E VERMELHO.

SÍMBOLOS: OGÓ DE FORMA FÁLICA, FALO ERECTO.

ELEMENTOS: TERRA E FOGO.

DOMÍNIOS SEXO, MAGIA, UNIÃO, PODER E TRANSFORMAÇÃO.

SAUDAÇÃOLAROYÉ!

Exu na África

Exu (Èsù) é a figura mais controversa do panteão africano, o mais humano dos orixás, senhor do princípio e da transformação. Deus da terra e do universo; na verdade, Exu é a ordem, aquele que se multiplica e se transforma na unidade elementar da existência humana. Exu é o ego de cada ser, o grande companheiro do homem no seu dia-a-dia.

Muitas são as confusões e equívocos relacionados com Exu, o pior deles associa-o à figura do diabo cristão; pintam-no como um deus voltado para a maldade, para a perversidade, que se ocuparia em semear a discórdia entre os seres humanos. Na realidade, Exu contém em si todas as contradições e conflitos inerentes ao ser humano. Exu não é totalmente bom nem totalmente mau, assim como o homem: um ser capaz de amar e odiar, unir e separar, promover a paz e a guerra.

Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual, é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo na construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do mal. Mesmo porque nesta religião não existem diabos ou entidades encarregadas única e exclusivamente de coisas ruins como fazem as religiões cristãs. Estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso; pelo contrário, na mitologia yoruba, bem como no candomblé, cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.

Exu é o orixá que entende como ninguém o princípio da reciprocidade, e, se agradado como se deve, saberá retribuir; quando agradecido pela sua retribuição, torna-se amigo e fiel escudeiro. No entanto, quando esquecido é o pior dos inimigos e volta-se contra o negligente, tirando-lhe a sorte, fechando-lhe os caminhos e trazendo catástrofes e dissabores.

Exu é a figura mais importante da cultura iorubá. Sem ele o mundo não faria sentido, pois só através de Exu é que se chega aos demais orixás e ao Deus Supremo Olodumaré. Exu fala toda as línguas e permite a comunicação entre o orum e o aiê, entre os orixás e os homens.

Exu é o dono do mercado, o seu guardião, por isso todo o comerciante e aqueles que lidam com venda devem agradar a Exu. As vendedoras de acarajé, por exemplo, oferecem sempre o primeiro bolinho a Exu, atirando-o à rua, não só para vender bem, mas também par afastar as perturbações, evitar assaltos etc., ou seja, para que Exu seja de facto um guardião e proteja o seu negócio.

É importante ressaltar que Exu não tem amigos nem inimigos. Exu protege sempre aqueles que o agradam e sabem retribuir os seus favores.

Exu foi a primeira forma dotada de existência individual. Não se sabe ao certo a sua região de origem em África, pois em todos os reinos se presta culto a Exu. Sabe-se, no entanto, que chegou a ser rei de Kêtu. Exu renasceu várias vezes e a sua história revela que é filho de Orunmilá ou de Oxum, dependendo do momento em que renasce.

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Exu no Brasil

No Brasil, no candomblé, Exu é um dos mais importantes Orixás e sempre é o primeiro a receber as oferendas, as cantigas, as rezas, é saudado antes de todos os Orixás, antes de qualquer cerimônia ou evento. O Exu Orixá não incorpora em ninguém para dar consultas como fazem os Exus de Umbanda, eles são assentados na entrada das casas de candomblé como guardiões, e em toda casa de candomblé tem um quarto para Exu, sempre separado dos outros Orixás, onde ficam todos os assentamentos dos exus da casa e dos filhos de santo que tenham exu assentado.

É astucioso, vaidoso, culto e dono de grande sabedoria, grande conhecedor da natureza humana e dos assuntos mundanos daí a assimilação com o diabo pelos primeiros missionários que, assustados, dele fizeram o símbolo da maldade e do ódio. Porém " … nem completamente mau, nem completamente bom … ", na visão de Pierre Verger no texto de sua autoria "Iniciação" - contido no documentário "Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia", Exu reage favoravelmente quando tratado convenientemente, identificado no jogo do merindilogun pelo odu okaran.

Qualidades de Exu.

Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Iná (reverenciado na cerimônia do padê).

A segunda-feira é o dia da semana consagrado a Exu. Suas cores são o vermelho e o preto; seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças que representa o falo); suas contas e cores são o preto e o vermelho; as oferendas são bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê. Aconselha-se nunca lhe oferecer certo tipo de azeite, o Adí, por ser extraído do caroço e não da polpa do dendê e portar a violência e a cólera. Sua saudação é "Larôye!" que significa o bem falante e comunicador.

Consiste o padê em um prato de farofa amarela, acaçá, azeite-de-dendê e um copo de água ou cachaça, que são “arriados” para Exu.

Na nação de angola ou candomblé de Angola Exu recebe o nome de Aluvaiá, Pambu Njila, e Legbá, no Candomblé Jeje.

Não deve ser confundido com a entidade Exu de Umbanda ou da Quimbanda Os exus de umbanda sao entidades de pessoas desencarnadas que, por motivos de evoluçao espiritual, retornaram à terra para cumprir essa missão junto ao seus seguidores. Essas entidades são confundidas com esu ou exu do Candomblé devido à proximidade que Exu tem com os homens. Entretanto, não são considerados orixás como o Exu, e sim quiumbas - conhecedores das vontades de homens e mulheres no plano terrestre, tendo vivido em épocas diferentes, porém com os mesmos problemas, desejos e sonhos.

  

  


Exu de umbanda

Exus de umbanda, de acordo com a crença religiosa, são espíritos de diversos níveis de luz que incorporam nos médiuns de umbanda, omolokô e candomblé de caboclo.

Nos candomblés de Ketu e Jeje não há incorporação de espíritos oficialmente, já nos candomblés de Angola podem-se encontrar casas que adotem a incorporação de exus, pomba-giras, boiadeiros e marinheiros, mas não são os mesmos exus africanos.

Porém, o exu, cultuado somente no candomblé, não incorpora para dar consultas, diferentemente do exu de umbanda, considerado uma entidade.

Exu na umbanda

Na umbanda não se manifesta o próprio Orixá Exu, o que se manifesta por meio da incorporação chama-se Ekurun, que seria o falangeiro do Orixá Exu. Quando incorporam, se caracterizam alguns com capas, cartolas, bengalas (masculinos), e saias rodadas, brincos, pulseiras, perfumes, rosas (femininos, também chamados de Pombo-giras). Mas não necessariamente os médiuns se utilizam destas vestimentas para a incorporação. Cada terreiro trabalha de uma forma diferente, alguns centros uniformizam a roupa dos médiuns, onde todos vestem branco.

Natureza e incorporação de exus

Há quem creia que os exus são entidades (espíritos) que só fazem o bem, e outros que creem que os Exus podem também ser neutros ou maus. Observa-se que, muitas vezes, os médiuns dos terreiros de umbanda - e mesmo de candomblé - não têm uma idéia muito clara da natureza da(s) entidade(s), quase sempre, por falta de estudo da religião. Na verdade, essa entidade não deve ser confundida com os (obsessores), apesar de transitar na mesma Linha das Almas, sendo o seu dia a segunda-feira, ficam sob o seu controle os espíritos mais atrasados na evolução, que são orientados pelos exus para que consigam evoluir através de trabalhos espirituais feitos para o bem.

                                                                                                                                        

O poder de comunicar e ligar confere a ele também o oposto, a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Se possibilita a construção, também permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exu habitar as encruzilhadas, cemitérios, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, e ser o senhor das porteiras, portas de entradas e saídas.

Há algumas diferenças na maneira de ver exu no candomblé e na umbanda. No primeiro, exu é como os demais orixás, uma personalização de fenômenos e energias naturais. O candomblé considera que as divindades, ou seja os orixás, entram em transe nos médiuns (cavalos ou aparelhos). Na umbanda, quem incorpora nos médiuns, além dos caboclos, pretos-velhos e crianças, são os Falangeiros de Orixás, representantes deles, e não os próprios.

A umbanda considera os exus não como deuses, mas como entidades em evolução que buscam, através da caridade, a evolução. Em síntese, o grande agente mágico do equilíbrio universal. Também é o guardião dos trabalhos de magia, onde opera com forças do astral. E também são considerados como "policiais", "sentinelas", "seguranças" que agem pela Lei, no submundo do "crime" organizado e principalmente policiando o Médium no seu dia-a-dia. As "equipes" de Exus sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela.

Obedecem a severa hierarquia nos comandos do astral, se classificando também como Exus cruzados, espadados e coroados.

Esses espíritos utilizam-se de energias mais "densas" (materiais). Nota-se que essas entidades podem realizar trabalhos benignos, como curas, orientação em todos os setores da vida pessoal dos consulentes e praticar a caridade em geral. A condição de exu para um espírito é transitória, podendo este, uma vez redimidas suas dívidas perante a Lei Divina, seguir no mundo dos espíritos em escalas mais elevadas de evolução. Essas falanges, e outras, são a divisão ou escala à qual pertencem os espíritos, mais ou menos equivalentes à escala espírita definida por Kardec.

Os trabalhos malignos (os tão famosos "pactos com o diabo"), como matar por exemplo, não são acordos feitos com os exus, mas com os Kiumbas que agem na surdina e não estão sob a orientação de nenhum exu, fazendo-se passar por um deles, atuando em terreiros que não praticam os fundamentos básicos da Umbanda que são: existência de um Deus único, crença de entidades espirituais em evolução, crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual, crença em guias mensageiros, na existência da alma, na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médium, e o uso de ervas e frutos. O objetivo é sempre proporcionar vibrações positivas que beneficiem e auxilie em dificuldades, através da fé e respeito ao próximo.

Exu do Lodo

Os exus são confundidos com os Kiumbas, que são espíritos trevosos ou obsessores, são espíritos que se encontram desajustados perante a Lei, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. Exu é neutro, não é bom nem mau, pode fazer o bem ou o mal, desde que a ele isso seja pedido e lhe seja dada em troca uma oferenda estabelecida (oferenda pode ser desde uma vela até a mais elaboradas quando as entidades considerem que haverá muito esforço por parte deles). Quando faz o mal, a responsabilidade recai sobre ele, exu, e sobre quem lhe solicitou o mal. Como a prática do mal sempre lhe atrasa a evolução, acaba se voltando contra a pessoa que lhe solicitou a empreitada maléfica. Os Kiumbas, assim como o Diabo dos Católicos, são espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vingança, calcada no ódio doentio. Aguardando, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente). Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas. Esse baixo astral é uma enorme egrégora formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam essa faixa vibracional e os Kiumbas se comprazem nisso, já que se sentem mais fortalecidos.

O verdadeiro exu não faz mal a ninguém, seu objetivo é auxiliar as pessoas com fé e respeito. Alguns exus foram pessoas como políticos, médicos, advogados, trabalhadores, pessoas comuns, padres etc., que cometeram alguma falha e escolheram - ou foram escolhidos para - vir nessa forma a fim de redimir seus erros passados. Outros são espíritos evoluídos que escolheram ajudar e continuar sua evolução atendendo e orientando as pessoas, e combatendo o mal. Em seus trabalhos de magia, Exu corta demandas, desfaz trabalhos malignos, feitiços e magia negra, feitos por espíritos obscuros, sem luz (Kiumbas). Ajudam a limpar, retirando os espíritos obsessores e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.

Exu Tranca-Ruas

Exu na Doutrina Espírita

A Doutrina Espírita os trata como espíritos imperfeitos, almas dos homens que, por terem cometido crimes perante a Lei Divina, são submetidos a difíceis provas, cujo único objetivo é o de que possam compreender a extensão do mal que praticaram em outras vidas.

Uma verdadeira casa de caridade é sempre reconhecida pela gratuidade dos serviços prestados a quem procura ajuda em um centro espírita ou centro de umbanda.

Alguns espíritos, que usam o nome de Exu para ganharem "estatus", procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, então é que entram em ação o verdadeiros "exu"(espiritos de classe mediana), atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando à própria evolução.

O chamado "exu pagão" é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.

Já há exus batizados,são almas humanas que já sensibilizadas pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, dentro do reino da Quimbanda, por ser força que ainda se ajusta ao meio, nele podendo intervir, como um policial que penetra nos reinos da marginalidade.

Deve-se, entretanto classificar os exus como, espíritos medianos a zombeteiros, mistificadores, obsessores ou perturbadores, que recebem a denominação de Kiumbas e que, às vezes, tentam mistificar, iludindo os presentes, usando nomes de "Guias". Então podemos considerar,os chamados "exus pagãos"ou "exu", classificando-os apenas como Kiumbas(Na umbanda).

Existem 7 hierarquias de exusna umbanda: exus, denominados como exu coroados; São eles: Exu Sete Encruzilhada, Exu Veludo, Exu Tranca Rua, Exu Caveira, Exu Tiriri, Exu Marabô e Pomba Gira ou Pombo Gira (exu feminino).

São exus "evoluídos" e chamados de exus coroados, porque eles podem trabalhar nas linhas de espíritos evoluídos, como na linha de Caboclos.
Exu na Quimbanda

Exus de Quimbanda, de acordo com a crença religiosa, são espíritos de diversos níveis de luz que incorporam nos médiuns de Quimbanda. Os Exus de Quimbanda são antigos espíritos de bruxos e sacerdotes de todas as partes do mundo como Brasil, Egito, Europa, África, até mesmo da cultura indígena. São espíritos de pessoas que fizeram parte do culto em algum momento no passado. E também existem os Exus que nasceram no sistema de formação do universo. Não confundir os Exu de Quimbanda com o Exu de Umbanda e o Orixá Exu, na Quimbanda não existe culto à Orixás, e Exu, na Quimbanda, não é um Mensageiro dos Orixás ou um Orixá.

Bará no Batuque

Bará é nome do Orixá Exu, uma divindade cultuada no Batuque, religião afro-brasileira do Rio Grande do Sul.

Por várias características pertencentes aos homens, Bará se apresenta como o Orixá mais humano de todos os Deuses africanos, sendo sempre o primeiro Orixá a ser servido em qualquer obrigação, nele encontraremos um Orixá prestativo e presente, segurando todas nossas futuras necessidades, caso contrário devemos nos preparar, sem exagero, para alguma coisa desagradável.

Como dono das chaves, dos portais, encruzilhadas, caminhos e comércio, deve sempre ter suas saudações, obrigações e cortes quando necessário, feitos em primeiro lugar caso contrário caminhos trancados, mas não devemos tachar o Orixá Exu de egoísta, para a segurança de nosso ritual é só serví-lo primeiro e assim nosso ritual estará bem encaminhado. É o Orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, esta para nossos negócios e vidas, destrancando caminhos e abrindo portas ou trancando e fechando, dependendo de nossos merecimentos e cumprimento de tarefas.

   Saudação: Alúpo ou Lalúpo

   Dia da Semana: Segunda-feira

   Número: 07 e seus múltiplos

   Cor: Vermelho

   Guia: Corrente de aço (para alguns), vermelho escuro (Elegbara), vermelha (Lanâ, Lodê, Adague e Agelú)

   Oferenda: Pipoca, Milho torrado, 07 batatas inglesas assadas e azeite de dendê

   Ferramentas: Corrente, chave, foice, moeda, búzios, entre outros

   Ave: Galo Vermelho

   Lugares na Natureza: Encruzilhadas.

Qualidades

   Bará Lodê (Olodê): Exu da porteira

   Bará Lanã (Onã): Exu representante de vários orixás

   Bará Adagbe: Exu das serpentes

   Bará Agelú (Jelú): Exu de orixás funfun e das águas

   Bará Elegbará: Exu guardião

Exu no Xambá

Exu no Xambá - É um orixá ou um ebora de múltiplos e contraditórios aspectos, ficando difícil compreende-lo coerentemente. É astucioso, e às vezes malévolo, mas possui qualidades boas, é jovial e dinâmico.

É um orixá protetor, Èsùstósìsn (Exu merece ser adorado). Exu é o guardião dos templos, casas e pessoas e os caminhos, porteiras e encruzilhadas. Serve de intermediário entre os homens e os demais orixás.

Na Nação Xambá no mês de Agosto não se dá obrigações a outro orixá a não ser Exu, não se faz Yaô de Exu na Nação Xambá.

   Celebogum é uma qualidade de Exu cultuado na Nação Xambá.

   dia da semana é segunda-feira, sua guia é preta e branca, sua cor vermelha.

   Saudação: Exu bê ou Bará ô Exu.

   Ferramenta: amuleto (bastão de madeira).

Exu é o orixá da comunicação, erroneamente é comparado ao demônio.

Exú em Cuba

Em Cuba é chamado de Elegua ou Elegguá ou Eleggua.

É uma das deidades da religião yorùbá. Na Santeria é sincretizado com o Santo Niño de Atocha ou com Santo Antônio de Pádua. É o porteiro de todos os caminhos, da montanha e da savana, é o primeiro dos quatro guerreiros junto a Oggun, Osun e Oshosi.

Tem 201 caminhos e suas cores são o vermelho e o preto e seus números são 3 e 7. É o comunicador e Ifá lhe deu três búzios para falar com ele. Ele está presente no inicio da vida, e na hora da morte.

Exu no Haiti

Veve de Papa Legba.

No Vodou haitiano é chamado de Papa Legba e Legbá Petró, Maitre Carrefour (dono da encruzilhada).

É o intermediário entre o loa e à humanidade. Ele está em uma encruzilhada espiritual e dá (ou nega) permissão para falar com os espíritos de Guinee, e acredita-se que fale todos os idiomas humanos. Ele é sempre o primeiro e o último espírito invocado em qualquer cerimônia.

Na República Dominicana é cultuado como Vodun Legba, e em Trinidad e Tobago como Eshu.

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