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42 Anos da Liberdade do Candomblé da Bahia

No ano de 1976 o ex-presidente Getúlio Vargas já havia cometido suicídio, mas décadas antes tinha editado o Decreto-Lei 1.202, no qual ficava proibido o embargo sobre o exercício da religião do candomblé no Brasil. A partir da edição deste decreto-lei, cultuar os Òrìsà deixou, ou deveria ter deixado, de ser considerada atividade criminosa.
Mas, infelizmente no estado da Bahia a repressão e intolerância ao candomblé continuaram e para realizar as cerimônias religiosas os terreiros precisavam pedir autorização e requerer um alvará de funcionamento na Delegacia de Jogos e Costumes, pagando taxas impostas para expedição deste documento.
Foi somente em 15 de janeiro de 1976 que Roberto Santos, governador da Bahia a época, aboliu a necessidade de os terreiros pedirem autorização à polícia e pagarem uma taxa para tocar.
Pois até a segunda metade do século XX, o Candomblé ainda era caso de polícia na Bahia. Os anos de maior intensidade das batidas policiais aos terreiros foram entre 1920 e 1930. Sendo exigida, inclusive, uma licença para “bater” Candomblé. Licença essa que era emitida pela Delegacia Estadual de Crimes contra os Costumes, Jogos e Diversões Públicas, extinta em 2002.
À época o delegado Pedro de Azevedo Gordilho, mais conhecido como Pedrito, era o agente público que o povo de candomblé mais temia.
Pedrito costumava invadir os terreiros, interromper as atividades litúrgicas, prender pessoas e confiscar objetos sagrados dos terreiros. Importante relembrar que os filhos de Santo do terreiro autuado ainda eram obrigados a carregar os seus atabaques na cabeça e caminhar até a delegacia.
Ainda hoje ao se fazer breve pesquisa no Arquivo Público da Bahia, podem ser encontrados diversos processos criminais que comprovam tais violências e apreensão das peças sagradas, sendo que algumas delas estão no Museu Afro Brasileiro por luta e força do movimento negro e algumas outras foram devolvidas as Casas descendentes, como é o caso da cadeira de Jubiabá devolvida ao Terreiro de Táta Anselmo no ano passado.
Foi a Lei Estadual 25.095, de 15 de janeiro de 1976, decretada pelo então governador da Bahia, Roberto Santos, o marco regulatório que, de fato, liberou os terreiros de terem que pedir a licença policial para praticar a sua liturgia.
FONTE CEN Brasil
Editado por Portal Afroxé.
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Aumenta o número de casos de intolerância religiosa na Bahia, diz MPE

O Ministério Público Estadual da Bahia (MPE-BA) divulgou números preocupantes em relação à Bahia. O número de casos registrados de intolerância religiosa registrados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Discriminação (GEDHDIS) aumentou de 13 em 2015 para 56, até o momento, em 2016, ou seja, representando um aumento de cerca de 300%.

Ainda de acordo com informações Ministério Público Estadual da Bahia, as ocorrências que foram registradas no GEDHDIS, acabaram por resultar emem instauração de inquéritos policiais, denúncias, recomendações e acordos entre as partes envolvidas.

 

Redação VN

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Bloco Alvorada anuncia tema do Carnaval 2016

Bloco Alvorada anuncia tema do Carnaval 2016 neste sábado

Celebrando 41 anos de samba na avenida, o Bloco Alvorada lança neste sábado, 28, o tema oficial do Carnaval 2016. Desta vez, o bloco vai homenagear o centenário do Terreiro Bate Folha, referência maior do Candomblé de Nação Angola no Brasil, fundado em 1916.

O lançamento acontece na Casa de Angola, a partir das 14h, e contará com cantores e grupos tradicionais do samba. Além do tema, também serão divulgadas as atrações que se apresentarão durante o desfile. A entrada é gratuita.

Localizado no bairro da Mata Escura, o Terreiro do Bate Folha foi tombado pelo Iphan como patrimônio cultural brasileiro em 2003, e possui a maior área urbana remanescente da Mata Atlântica entre os templos religiosos de matriz africana. Sua história será contada por meio das músicas, vestimentas e reverência do bloco e de seus mais de três mil foliões na sexta-feira de Carnaval.

Programação

No domingo, 29, às 15h, o Alvorada participa da Caminhada do Samba, que reunirá nove entidades carnavalescas no Circuito Osmar (Campo Grande). O trio será animado pelo grupos Bambeia, Relicário e Partido Popular, Gal do Beco, Aloísio Menezes, Marco Poca Olho (Samba Tororó), Raimundo Sodré, Roberto Mendes e Valdélio França, além das cantoras Juliana Ribeiro, Savannah Lima e Claudya Costta.

"Estamos apostando na diversidade de gêneros de samba, trazendo representantes da chula, do samba de roda, do samba junino e do partido alto; além da diversidade geracional, com veteranos e jovens talentos e, claro, a diversidade de gênero, com quatro mulheres como convidadas especiais do desfile", pontua Vadinho França, fundador e presidente do Bloco Alvorada.

Os interessados em participar da Caminhada do Samba podem adquirir a camisa por uma lata de leite em pó, na sede do bloco (Ladeira da Independência - Centro).

Já na terça, 1º, às 19h, o Bloco Alvorada será homenageado na Câmara Municipal de Salvador pelos seus 40 anos de criação e pelo Dia do Samba, comemorado em 2 de dezembro

Fonte:

http://atarde.uol.com.br/cultura/noticias/1729656-bloco-alvorada-anuncia-tema-do-carnaval-2016-neste-sabado

Por: Da Redação

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