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Religiões Afro-brasileiras

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São consideradas religiões afro-brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas Religiões tradicionais africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos negros africanos, na condição de escravos. Ou religiões que absorveram ou adotaram costumes e rituais africanos.

  • Babaçuê- Maranhão, Pará
  • Batuque - Rio Grande do Sul
  • Cabula - Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
  • Candomblé - Em todos estados do Brasil
  • Culto aos Egungun - Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
  • Culto de Ifá - Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
  • Encantaria - Maranhão, Piauí, Pará, Amazonas
  • Omoloko- Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo
  • Pajelança - Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas
  • Quimbanda- Em todos estados do Brasil
  • Tambor-de-Mina - Maranhão
  • Terecô - Maranhão
  • Umbanda- Em todos estados do Brasil
  • Xambá - Alagoas, Pernambuco
  • Xangô do Nordeste – Pernambuco
  • Toré – Chapada da Diamantina - Bahia
  • Jarê – Piaçabuçu – Alagoas
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As religiões afro-brasileiras na maioria são relacionadas com a religião yorùbá e outras religiões tradicionais africanas, é uma parte das religiões afro-americanas e diferentes das religiões afro-cubanas como a Santeria de Cuba e o Vodou do Haiti pouco conhecidas no Brasil.

Crenças

De todas as religiões afro-brasileiras, a mais próxima da Doutrina Espírita é um segmento (linha) da Umbanda denominado de "Umbanda branca", e que não tem nenhuma ligação com o Candomblé, o Xambá, o Xangô do Recife ou o Batuque. Embora popularmente se acredite que estas últimas sejam um tipo de "espiritismo", na realidade trata-se de religiões iniciáticas animistas, que não partilham nenhum dos ensinamentos relacionados com a Doutrina Espírita. Entretanto, outros segmentos da Umbanda podem ter algumas semelhanças com a Doutrina Espírita, mas também com o Candomblé por causa da figura dos Orixás.

No tocante especificamente ao Candomblé, crê-se na sobrevivência da alma após a morte física (os Eguns), e na existência de espíritos ancestrais que, caso divinizados (os Orixás, cultuados coletivamente), não materializam; caso não divinizados (os Egungun), materializam em vestes próprias para estarem em contacto com os seus descendentes (os vivos), cantando, falando, dando conselhos e auxiliando espiritualmente a sua comunidade. Observa-se que o conceito de "materialização" no Candomblé, é diferente do de "incorporação" na Umbanda ou na Doutrina Espírita.

Em princípio os Orixás só se apresentam nas festas e obrigações para dançar e serem homenageados. Não dão consulta ao público assistente, mas podem eventualmente falar com membros da família ou da casa para deixar algum recado para o filho. O normal é os Orixás se expressarem através do jogo de Ifá, (oráculo) e merindilogun.

Dependendo da nação ou linha de candomblé, os candomblés tradicionais não fazem a princípio contato com espíritos através da incorporação para consultas, é possível mas não é aceito.

Já o candomblé de caboclo tem uma ligação muito forte com caboclos e exus que incorporam para dar consultas, os caboclos são diferentes da Umbanda.

E existem os candomblés cujos pais de santo eram da Umbanda e passaram para o candomblé que cultuam paralelamente os Orixás e os guias de Umbanda.

No Candomblé, todo e qualquer espírito deve ser afastado principalmente na hora da iniciação, para não correr o risco de um deles incorporar na pessoa e se passar por orixá, o Iyawo recolhido é monitorado dia e noite, recorrendo-se ao Ifá ou jogo de búzios para detectar a sua presença. A cerimónia só ocorre quando este confirma a ausência de Eguns no ambiente de recolhimento.

Afastam todo e qualquer espírito (egun), ou almas penadas, forças negativas, influências negativas trazidas por pessoas de fora da comunidade. Acredita-se que pessoas trazem consigo boas e más influências, bons e maus acompanhantes (espíritos), através do jogo de Ifá poderá se determinar se essas influências são de nascimento Odu, de destino ou adquiridas de alguma forma.

Os espíritos são cultuados, nas casas de Candomblé, em uma casa em separado, sendo homenageados diariamente uma vez que, como Exú, são considerados protetores da comunidade.

Existem Orixás que já viveram na terra, como Xangô, Oyá, Ogun, Oxossi, viveram e morreram, os que fizeram parte da criação do mundo esses só vieram para criar o mundo e retiraram-se para o Orun, o caso de Obatalá, e outros chamados Orixá funfun (branco).

Existem as árvores sagradas que são as mesmas das religiões tradicionais africanas onde Orixás são cultuados pela comunidade como é o caso de Iroko, Apaoká, Akoko, e também os orixás individuais de cada pessoa que é uma parte do Orixá em si e são a ligação da pessoa, iniciada com o Orixá divinizado.

Ou seja uma pessoa que é de Xangô, seu orixá individual é uma parte daquele Xangô divinizado com todas as características, ou como chamam arquétipo.

Existe muita discussão sobre o assunto: uns dizem que o Orixá pessoal é uma manifestação de dentro para fora, do Eu de cada um ligado ao orixá divinizado, outros dizem ser uma incorporação mas é rejeitada por muitos membros do candomblé, justificam que nem o culto aos Egungun é de incorporação e sim de materialização. Espíritos (Eguns) são despachados (afastados) antes de toda cerimônia ou iniciação do candomblé.

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Quimbanda

Quimbanda

Quimbanda é uma ramificação da Umbanda desde a sua fundação pelo médium brasileiro Zélio Fernandino de Morais, já que o mesmo admitiu ter um exu como guia por ordens de seus guias. Assim como qualquer religião, dentro da Quimbanda, existem várias linhas de desenvolvimento, mas o princípio de trabalhar respeitando as leis da Umbanda é fundamental, uma vez que essas entidades são comandadas pelas entidades da Umbanda, que é a sua matriz.

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História

A Quimbanda é a ramificação na qual atuam os exus e pombagiras, também chamados de "povos de rua". Eles fazem uso de forças negativas, o que não significa que sejam malignos. Na maioria das vezes estão presentes em lugares onde possa haver kiumbas, obsessores também conhecidos como Eguns. Os exus e pombagiras trabalham basicamente para o seu desenvolvimento espiritual, com o intuito de evolução espiritual. Trabalham para cumprir alguma pendência deixada quando estavam encarnados. Por isso, têm muita semelhança com os humanos, usando linguagens por vezes atuais.

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A entrega de oferendas é comum na Quimbanda, assim como na Umbanda, mas variam de acordo com cada entidade. Algumas linhas também consideram algumas contendo animais. Também podem ser oferecidas bebidas alcoólicas, tais quais, cachaça, uísque ou conhaque, entre outras.

Não se deve confundir a Quimbanda com a Kiumbanda, popularmente conhecida como magia negra, que não respeita os princípios fundamentais da Umbanda. Uma vez sem doutrina e uma linha de comando, muitas vezes realizam trabalhos que não trazem crescimento espiritual, inclusive prejudicando a vida de outras pessoas.

Consultas

Numa consulta um exu costuma proferir, por vezes, palavrões e gargalhadas já que esse é o modo comum de trabalho, embora alguns sejam sérios e de poucas palavras. Contudo, é fácil a percepção de uma incorporação de um exu num terreiro.

Há, no entanto, terreiros menos evoluídos, nos quais os médiuns não possuem muita evolução espiritual, já em um local sério em que há o firme trabalho de guardiões, existe a proteção contra espíritos malfeitores, obsessores e zombeteiros.

Os exus executam sua função de forma competente e objetiva sem muitos rodeios, pois estão em busca também de sua evolução. Daí, quanto maior a ajuda aos consulentes, mais eles evoluem também.

Cuidam geralmente de casos relacionados a situações financeiras, saúde, emprego, e o afastamento de obsessores do passado que teimam em obsediar suas vitímas encarnadas, fazendo com que aceitem as realidades da vida espiritual. Os trabalhos feitos contra esses desafortunados são analisados e geralmente resolvidos.

Buscam em comum a sua evolução espiritual, melhorando seu carma e pagando suas dívidas pretéritas.

Os exus, portanto, são soldados prontos a nos proteger e nos assegurar que espíritos malfeitores não nos façam mal. Para eles não existe o bem ou o mal, mas somente a execução das leis divinas.

Alguns exus

   Exu 7 Catacumbas

   Exu 7 Cruzeiros

   Exu 7 Cruzeiros do Rosário

   Exu 7 Cruzes

   Exu 7 da Lira

   Exu 7 encruzilhadas

   Exu 7 Porteiras

   Exu Arranca Toco

   Exu Caveira

   Exu Capa Preta

   Exu Caverinha

   Exu Catacumbas

   Exu Corcunda

   Exu das Almas

   Exu do Lodo

   Exu da Morte

   Exu Gira-Mundo

   Exu Gepeto

   Exu João Caveira

   Exu Lúcifer

   Exu Barabô

   Exu Maioral

   Exu Meia-Noite

   Exu Mirim

   Exu Morcego

   Exu Pimentinha

   Exu Tata Caveira

   Exu Tiriri

   Exu Tranca Rua das Almas

   Exu Tranca Rua de Imbaré

   Exu Tranca-Tudo

   Exu Toquinho

   Exu Veludo

   Exu do Cemitério

   Exu Vira-Mundo

   Exu Poeira

   Exu Gargalhada

 

Algumas Pombagiras

   Pombagira Dama da Noite

   Pombagira Maria Padilha Das Almas

 Pombagira Maria Quitéria

   Pombagira Maria Mulambo

   Pombagira Maria Mulambo das Sete Catacumbas

   Pombagira 7 Saias

   Pombagira Cigana

   Pombagira Cigana das almas

   Pombagira Mirongueira

   Pombagira Mocinha

   Pombagira Rainha

   Pombagira Sete Calungas

   Pombagira da Calunga

   Pombagira das Almas

   Pombagira das Sete Encruzilhadas

   Pombagira do Cruzeiro

   Pombagira Gira-Mundo

   Pombagira Rainha das Rainhas

   Pombagira Rainha Sete Encruzilhadas

   Pombagira Rainha do Cemitério

   Pombagira Maria Padilha

   Pombagira Maria Rosa

   Pombagira Tata Mulambo do Cais

   Pompagira do Coqueiro

   Pombagira Rosa Caveira

   Pombagira Maria Caveira

   Pombagira Tata Caveira

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