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Umbandistas comemoram decreto que torna a religião patrimônio cultural do Rio

Às vésperas do Dia Nacional da Umbanda, celebrado dia 15 de novembro, religiosos de matriz africana comemoram nesta terça-feira o decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes, que reconhece a religião como patrimônio cultural do Rio. Além de valorizar a herança de matriz africana na cidade, a prefeitura, através do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, também vai realizar um mapeamento dos templos religiosos da religião.

Presidente da Muda, Marco Xavier faz campanha nas redes sociais para terreiros se unirem contra intolerância

Presidente da Muda, Marco Xavier faz campanha nas redes sociais para terreiros se unirem contra intolerância / Foto: Darlei Marinho - Extra - Cidade

O intuito é estimular políticas públicas de valorização da diversidade religiosa na cidade. O primeiro terreiro cadastrado foi a Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda, no Estácio. Em comunicado, uma das lideranças da religião no estado, o presidente Movimento Umbanda do Amanhã, Marco Xavier, enfatiza a importância de reconhecer e valorizar a importância cultural da matriz afro para a cidade.

Uma das heranças da religião afro para a cidade é o uso do branco e as oferendas na festa de réveillon

Uma das heranças da religião afro para a cidade é o uso do branco e as oferendas na festa de réveillon / Foto: Márcia Foletto

— Este decreto do prefeito Eduardo Paes é muito significativo para a Umbanda. Vemos com muita preocupação a eleição do bispo licenciado da Igreja Universal, Marcelo Crivela. A nossa maior luta contra intolerância religiosa tem a ver com a igreja dele. O MUDA será incansável, como sempre foi, na luta contra a intolerância religiosa — afirma Marco.

Através de sua assessoria, Marcelo Crivella afirmou que seu governo vai respeitar a diversidade "de credos e de raça":

— O meu governo, como foi dito durante a nossa campanha, será de tolerância à diversidade de credo e de raça. Repito que serei o prefeito de todos.

A umbanda está entre os 54 bens imateriais tombados pela cidade

A umbanda está entre os 54 bens imateriais tombados pela cidade / Foto: Thiago Lontra - Agência O Globo

Sacerdote da Tenda Espírita Caboclo Flecheiro (TECAF), em Santíssimo, Zona Oeste, onde já enfrentou ataques de seitas intolerantes, Marco está realizando uma campanha nas redes sociais para incentivar religiosos a se cadastrar. Para ele, os umbandistas precisam se unir e mostrar a força da religião. A comemoração do Dia Nacional da Umbanda no estado do Rio será realizada na sede do MUDA (Rua Maria Emília 136, Centro de São João de Meriti).

O Cais do Valongo, na Zona Portuária, é um dos mais importantes pontos do Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana

O Cais do Valongo, na Zona Portuária, é um dos mais importantes pontos do Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana / Foto: Antonio Scorza - Agência O Globo

— Precisamos mostrar quanto somos, que temos força. Faremos uma campanha na rede para o cadastro de todos os terreiros do Rio. Queremos garantia que esta será uma política pública que não será engolida por interesses políticos ou religiosos — ressaltou, em nota divulgada para a imprensa.

 

Fonte: Extra

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Tia de menina apedrejada no Rio diz que agressores 'acham que são Deus'

Iara Jandeiro é candomblecista. Ela é tia de uma menina de 11 anos e testemunha da agressão sofrida pela criança, atingida por uma pedrada no domingo (14), quando saía de um culto religioso. Os autores, segundo ela, seriam dois jovens que aparentam ter 20 anos. Apesar de adepta da religião afro-brasileira, Iara faz alusão a uma frase comum aos católicos para pregar a paz entre os crentes de várias matizes.

"'Amai-vos uns aos outros, como vos amei', está escrito na Bíblia. Eles (os agressores) acham que são Deus, que o Deus deles é melhor que o nosso. Cada um tem sua religião, independente de ser budista, cristão, católico, candomblecista, judeu. Cada um tem que respeitar a religião do próximo. Não somos deus para julgar", diz a autônoma.

O caso foi registrado como lesão corporal e no artigo 20, da Lei 7716 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional) na 38º DP (Irajá).

De acordo com a unidade policial, parentes prestaram depoimento. A menor de 11 anos foi ouvida e encaminhada a exame de corpo de delito. Os agentes realizam diligências para localizar imagens e testemunhas que possam auxiliar na identificação da autoria do crime.

Fonte:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/06/acham-que-sao-deus-diz-tia-de-menina-apedrejada-apos-culto-no-rio.html

Gabriel BarreiraDo G1 Rio

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