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Notícias e atualizades das Religiões Afro-Brasileiras

Policial Civil Interpela Compras de Mãe de Santo na Feira de Caxias, mais um caso de Intolerância Religiosa na Baixada Fluminense

A Mametu Nkisi Kátia Funcibialá (Oxalufan), passou por  mais  uma  ação  constrangedora, agora  na feira de Duque de Caxias, tudo  aconteceu  quando  Mãe Kátia  foi fazer compras  de aves, na  feirinha de Caxias, uma  das mais conhecidas por comercializar animais e aves.
Acompanhada de sua neta, a menina da pedra, Kayllane D Teleku Mpensu (Logun Edé) depois de terem saído do aviário com as aves que tinham pago e acompanhadas de um rapaz (era um adolescente especial)  do carreto, quando distraidamente  foram abordados por policiais  civis  que  de  maneira  grotesca e  violenta faziam  operação na  feira ,   puxando o rapaz (carreteiro) pela camisa e já com a intenção de lhe dar um soco, quando sofreu a interpelação de Mãe Katia  querendo saber o que  havia  acontecido para tal  violência  e constrangimento, onde o policial questionou a procedência das aves e para onde estavam sendo levadas? Na mesma hora já com toda feira parada assistindo tal discussão, Mãe Katia não entendia porque só ela havia passado pela fiscalização, já que tinha um numero grande de japoneses e Chineses com os mesmo animais e não  tinham sido averiguados, mais na  mesma hora, alguns clientes da feira relataram a Mãe Kátia, que isto vem acontecendo mais vezes com pessoas que se trajam com vestimentas do candomblé e da umbanda .Confirmando assim o que um rapaz, que assistia tudo e chegou perto de Mãe Katia e disse:
- que aquilo seria por conta da minha roupa. “Daí ele me revelou que já aconteceu isso com ele por ele está vestido com roupa de ração e que  por isso que ele não vai mais à feira com esse tipo de roupa.” É realmente está ficando cada dia mais difícil um monte de japonês comprando milhares de Galinhas e nenhum deles foi abordado" disse Mãe Katia.  Mais uma intolerância por parte de quem deveria nos defender muito triste ter que conviver com esse tipo de gente, ainda mais sendo da Policia.
Mais um dado infelizmente para as  estatísticas de casos e  situações de intolerância religiosa no Rio de Janeiro.
O Agen Afro  irá passar o fato para a CCIR-RJ e para o CEPLIR –RJ, ligado a Secretária de Estado de Direitos Humanos  do RJ.
 
 
 

AGEN AFRO DIRETO DA REDAÇÃO 

BAIXADA FLUMINENSE – RJ
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Do terreiro para a internet: O canal de Mãe Stella de Oxóssi no YouTube

Aos 92 anos, a ialorixá começou a compartilhar conhecimentos por meio da vídeos na plataforma.

Aos 92 anos, Mãe Stella de Oxóssi é hoje uma das youtubers mais velhas do mundo.

No final de setembro, a ialorixá abriu um canal na plataforma para compartilhar depoimentos, memórias e ensinamentos do candomblé - religião brasileira de matriz africana que cultua os orixás.

A mãe de santo é referência no assunto. Tem 10 livros baseados na tradição oral da cultura Iorubá e é imortal da Academia de Letras da Bahia.

Se terreiro, Ilê Axé Opô Afonjá, também é célebre. Fica em Salvador, na Bahia e foi tombado em 2000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

"Eu quero fazer uma mistura onde junte a verdade com a consciência de sabedoria para que fique sempre fixo em nosso juízo (...) Com fé no divino esse canal vai ser sucesso", diz mãe Stella Oxóssi no vídeo de apresentação do canal. Veja abaixo:

Além do vídeo de apresentação, o canal já reúne outros quatro registros. Em um deles, a atriz Cassia Vale interpreta textos da mãe de santo. Assista no player abaixo:

O cardápio de vídeos promete ser variado.

Em breve, os assinantes do canal Da Cabeça de Mãe Stella acompanharão também testemunhos de artistas como Margareth Menezes sobre encontros com a ialorixá, curiosidades sobre ela e mitos da cultura Iorubá narrados por iniciados no candomblé.

"Como hoje em dia, por causa da idade, não posso mais atender como antes, falo com meus filhos agora através da internet", disse a mãe de santo ao jornal O Globo.

E não é só no YouTube que Mãe Stella de Oxóssi compartilha seus conhecimentos a fim de aproximar o candomblé do grande público.

Em maio, ela lançou o aplicativo para Android Mãe Stella: Uma Vida em Movimento.

O app gratuito traz áudios com mensagens motivacionais da ialorixá, vídeos, galeria de fotos, além de seis dos 10 livros da ialorixá em formato e-book.

FONTE HUFFPOST

 

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Átila A. Nunes afirma que polícia acaba de identificar suspeitos dos ataques aos centros de candomblé!!!!

Átila A. Nunes afirma que polícia acaba de identificar suspeitos dos ataques aos centros de candomblé!!!!
 
A Polícia Civil identificou parte dos autores de sete ataques contra terreiros de umbanda e candomblé, ocorridos nas duas últimas semanas, em pontos diferentes de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Todos os identificados, que não tiveram nomes divulgados, são ligados ao tráfico de drogas. As investigações correm em sigilo e estão sendo feitas pela 58ª DP ( Posse).
Nesta quarta-feira, policiais civis chegaram trocar tiros com suspeitos , mas não houve feridos ou prisões. Também nesta quarta, o secretário estadual de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos ( SEDHMI), Átila Alexandre Nunes, confirmou a ocorrência de um oitavo ataque na mesma região.
Mãe de santo foi obrigada por bandidos a quebrar imagens religiosas Mãe de santo foi obrigada por bandidos a quebrar imagens religiosas Foto: reprodução
O caso também será encaminhado para a 58ª DP. Segundo o secretário, um terreiro de candomblé, em Nova Iguaçu, foi atacado na terça-feira da semana passada por homens armados. Os bandidos renderam uma mãe de santo e outras quatro pessoas, uma delas uma idosa de 75 anos. A idosa teve um kelê ( colar usado por inciados na religião), arrancado do pescoço com um revólver.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a mãe de santo sendo ameaçada com um taco de beisebol e, ainda, sendo obrigada a quebrar imagens religiosas. Enquanto isso, um dos bandidos diz que todo mal tem de ser destruído.
Para o secretário Átila Alexandre Nunes a série de ataques contra terreiros em Nova Iguaçu revela que falsos religiosos estão influenciando traficantes para realizar atos de intolerância religiosa.
Átila Alexandre Nunes é secretário estadual de Direitos Humanos Átila Alexandre Nunes é secretário estadual de Direitos Humanos Foto: Marcos Nunes/Extra/Agência O Globo
— Existe sim um fenômeno onde você tem falsos religiosos exercendo poder e influência sobre atividades criminosas, ou seja funcionando até como líderes religiosos de traficantes. O que chama atenção para um problema muito maior que uma intolerância religiosa convencional. Eles invadem os terreiros sem propósitos financeiros. Fazem isso apenas para impedir outra prática religiosa na região. Como dando um recado. Ou seja, nesta região não poderá haver outro tipo de manifestação religiosa— disse.
Nesta terça-feira, Atila se reuniu com o secretário estadual de Segurança. Roberto Sá, e com o chefe de Polícia Civil, Carlos Augusto Leba. Na pauta, foi discutida a criação da Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
Segundo o secretário, a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança acenaram com a possibilidade da criação da especializada, o que deverá se concretizar até o fim do ano.
Também está nos planos a criação de registros on line para denúncias de intolerância religiosa ou de homofobia LGBT.
Já o delegado Geraldo Assed, da 37ª DP (Ilha do Governador) investiga imagens exibidas em um outro vídeo que está circulando nas redes sociais. Elas mostram traficantes obrigando um homem a depredar um centro espírita. A polícia investiga se o fato ocorreu no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.
 
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Condenado por incendiar terreiro de Umbanda cumpre pena em liberdade

Em Setembro do ano passado o terreiro de Umbanda Pai João da Caridade, Zé Pilintra e Caboclo Sete Flechas foi incendiado tendo sua estrutura totalmente comprometida e mais de 60 imagens destruídas. 

Em entrevista ao G1 a delegada Meirelene Rodrigues responsável pelo caso, afirmou que a culminância do ato em crime de intolerância religiosa foi uma consequência e que o agente do incêndio pretendia atingir uma moça que teria negado suas investidas “achamos que ele quis atingir a jovem, por conta dela não querer ter nada com ele.”

Segundo a reportagem a referida moça seria médium do terreiro e desenvolvia o trabalho de caridade voltado ao atendimento ao público e foi assim que o homem a conheceu.

O templo que tinha mais de 60 anos de funcionamento permanece fechado até hoje, segundo matéria divulgada nessa semana (também pelo portal G1) a advogada do terreiro, Carla Missurino afirma que até hoje a comunidade deixa flores no local onde a casa se estabelecia. “As pessoas perderam o local em que praticavam sua crença, ficaram sem referência” intera.

O fato foi considerado pela justiça crime de ameaça e incêndio configurando ao autor do delito quatro anos de reclusão. A pena será cumprida em liberdade, em razão da condição de réu primário do responsável pela ação.

Veja fotos do local em: Terreiro no interior de São Paulo é incendiado neste sábado

SAIBA MAIS SOBRE A CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA:

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Texto do Código Penal Brasileiro

Dentro das penas que condenam quem pratica atos intolerantes são usados os seguintes regimentos: Art. 20 Lei nº 9.459 que discorre sobre o crime de racismo religioso e o Art. 140 § 3º que tipifica como crime a injúria, sendo elas de raça, cor, etnia, religião ou origem.

Cada uma dessas penalidades são executadas de uma maneira, sendo a principal diferença entre elas o caráter imprescritível/prescritível e inafiançável/afiançável.

Vamos as diferenças >>

Art. 20 Lei nº 9.459 – Racismo e Discriminação

Nessa modalidade reconhece-se como crime de racismo a ofensa discriminatória dirigida a um determinado grupo ou coletividade, um exemplo disso é a negação de emprego à negros, a proibição ao acesso de judeus em estabelecimentos, a negação de direitos a índios e etc. Portanto, reconhece-se como racismo quando há segregação e a vítima tem seus direitos restringidos por conta de sua raça ou etnia.

Nesse caso a pena se aplica com mais punibilidade. Sendo considerada mais grave pelo legislador o crime de racismo é imprescritível e inafiançável e se procede mediante ação penal pública incondicionada.

  • Imprescritível: prescrição seria a causa extintiva de punibilidade em que o Estado abre mão do seu direito de punir; a imprescritibilidade seria o oposto – o crime mesmo depois de 50 anos continuaria sendo crime, não acontecendo nenhuma causa de extinção de punibilidade – e a exceção à regra.
  • Inafiançável: “Aqueles que não admitem pagamento de fiança para soltura do preso”
  • Ação penal pública incondicionada: quando o Ministério Público (MP) NÃO exige qualquer condição para iniciá-la ou para instaurar inquérito policial. Por não ter nada que impossibilite a sua abertura, a ação penal pública mediante denúncia viabiliza que qualquer pessoa do povo provoque a iniciativa do Ministério Público, independente de a vítima querer ou não.

Art. 140 § 3º – Injúria Racial (Qualificada)

Como injúria classificamos o ato de ofender a honra de alguém proferindo mensagens referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem.

Neste caso a ação penal é pública e condicionada à representação do ofendido, sendo que o MP não tem obrigação de dar início à ação penal, pois tem total liberdade para pugnar pelo arquivamento do inquérito policial ou das peças de informação.

Portanto nossas leis entendem como racismo somente as ofensas ditas à um grupo e sendo assim, que ferem a dignidade da pessoa humana, enquanto a injúria racial tem a incumbência de proteger o indivíduo contra ofensas de cunho racistas direcionadas à vítima.

Por exemplo quando o goleiro do santos foi chamado de macaco por uma torcedora, podemos entender como um caso de injúria racial, pois a ofensa foi dirigida em particular a ele utilizando-se de elementos atribuídos a sua cor.

Fontes de Pesquisa:

JUS BRASIL link 1

JUS BRASIL link 2

planalto.gov.br

G1

Texto: Júlia Pereira

 

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10ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa:

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Retorno a São Paulo com um misto de sensações, alegrias e frustrações. Os recorrentes ataques aos terreiros no Rio de Janeiro são uma pequena amostra do Racismo e intolerância que sofremos em todo o país, muitas dessas ações são feitas inclusive pelo poder público que desrespeita nossa cultura , nos renega Direitos e nos impossibilitam de avançar.

Foram 50 mil pessoas em Copacabana trajadas com suas vestimentas sagradas clamando por respeito e paz, marcha essa organizada sem nenhum apoio do governo, totalmente financiado pelas comunidades  religiosas que visam a mudança do cenário que vivemos no país.
A marcha foi criada e é administrada por um coletivo Inter Religioso sólido e comprometido com a comunidade e tem como interlocutor o Babá Ivanir que promove a união e o diálogo entre os povos agregando toda a diversidade religiosa e cultural.
Me pergunto se precisamos mesmo esperar que invadam nossos terreiros para termos mobilizações como essa?
Aos meus coletivos Mestres X Maestros , Movimento Nacional O Brasil Contra à Intolerância , Águas de São Paulo , Foesp Brasil , Armac, Feucem, Candum , Compasp , Fomaf , Fórum Inter Religioso do Estado de SP, Afoxé Filhos de Ijexá e Comissão Organizadora da Procissão de Iemanja de Santos e todo o povo de São Paulo , meu muito obrigado por serem agentes transformadores da nossa comunidade, me orgulho de todos vocês.
Apoiem o Movimento Nacional Brasil Contra a Intolerância Religiosa.
 
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Maracanaú-RMF: Pai de Santo é Executado a Bala Dentro da Sua Casa o Crime Ainda é um Mistério

IMG 20170918 WA0045Mais um crime de morte foi registrado na tarde de hoje 16/09/17 por volta das 16:horas no município de Maracanaú, no bairro alto da mangueira na rua 11 da quele bairro.

A vitima dessa vez foi um pai de santo que era conhecido por Álisson, segundo informações da policia Álisson, foi assassinado com diversos disparos de pistola todos os tiros foram concentrados na cabeça da vitima que teve morte imediata.

A policia Civil ira investiga quem teria interesse na morte do pai de santo ou se ele teria algum tipo de envolvimento com o sub mundo do crime o caso ficara a cargo da Delegacia de Maracanaú.
Fonte: http://www.190ce.com/2017/09/maracanau-rmf-pai-de-santo-e-executado.html?m=1
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Polícia identifica suspeitos de ataques contra terreiros na Baixada Fluminense

A Polícia Civil identificou parte dos autores de sete ataques contra terreiros de umbanda e candomblé, ocorridos nas duas últimas semanas, em pontos diferentes de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Todos os identificados, que não tiveram nomes divulgados, são ligados ao tráfico de drogas. As investigações correm em sigilo e estão sendo feitas pela 58ª DP ( Posse).

Nesta quarta-feira, policiais civis chegaram trocar tiros com suspeitos, mas não houve feridos ou prisões. Também nesta quarta, o secretário estadual de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos ( SEDHMI), Átila Alexandre Nunes, confirmou a ocorrência de um oitavo ataque na mesma região.

Mãe de santo foi obrigada por bandidos a quebrar imagens religiosas
Mãe de santo foi obrigada por bandidos a quebrar imagens religiosas Foto: reprodução

O caso também será encaminhado para a 58ª DP. Segundo o secretário, um terreiro de candomblé, em Nova Iguaçu, foi atacado na terça-feira da semana passada por homens armados. Os bandidos renderam uma mãe de santo e outras quatro pessoas, uma delas uma idosa de 75 anos. A idosa teve um kelê ( colar usado por inciados na religião), arrancado do pescoço com um revólver.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a mãe de santo sendo ameaçada com um taco de beisebol e, ainda, sendo obrigada a quebrar imagens religiosas. Enquanto isso, um dos bandidos diz que todo mal tem de ser destruído.

Para o secretário Átila Alexandre Nunes a série de ataques contra terreiros em Nova Iguaçu revela que falsos religiosos estão influenciando traficantes para realizar atos de intolerância religiosa.

Átila Alexandre Nunes é secretário estadual de Direitos Humanos
Átila Alexandre Nunes é secretário estadual de Direitos Humanos Foto: Marcos Nunes/Extra/Agência O Globo

— Existe sim um fenômeno onde você tem falsos religiosos exercendo poder e influência sobre atividades criminosas, ou seja funcionando até como líderes religiosos de traficantes. O que chama atenção para um problema muito maior que uma intolerância religiosa convencional. Eles invadem os terreiros sem propósitos financeiros. Fazem isso apenas para impedir outra prática religiosa na região. Como dando um recado. Ou seja, nesta região não poderá haver outro tipo de manifestação religiosa— disse.

Nesta terça-feira, Atila se reuniu com o secretário estadual de Segurança. Roberto Sá, e com o chefe de Polícia Civil, Carlos Augusto Leba. Na pauta, foi discutida a criação da Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

Segundo o secretário, a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança acenaram com a possibilidade da criação da especializada, o que deverá se concretizar até o fim do ano.

Também está nos planos a criação de registros on line para denúncias de intolerância religiosa ou de homofobia LGBT.

Já o delegado Geraldo Assed, da 37ª DP (Ilha do Governador) investiga imagens exibidas em um outro vídeo que está circulando nas redes sociais. Elas mostram traficantes obrigando um homem a depredar um centro espírita. A polícia investiga se o fato ocorreu no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.

 

FONTE: EXTRA GLOBO

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Religiosos denunciam diversos casos de intolerância em Nova Iguaçu, RJ

Em apenas uma semana, foram feitas seis denúncias de religiosos de cultos de matriz africana.

Município tem mais de 253 centros.

Religiosos de cultos de matriz africana vêm denunciando casos de intolerância em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Em apenas uma semana, foram feitas seis denúncias. “Invadiram meu sagrado. Subtraíram peças religiosas, quebraram coisas e é lamentável”, afirmou mãe Cíntia de Ayra. Os bandidos também levaram uma televisão e uma geladeira, mas a responsável pelo centro não acredita que tenha sido apenas um assalto.

“Roubam peças comuns como geladeiras utensílios, para desfocar. Aí quando você chega na delegacia não é uma intolerância religiosa. Mas se roubam meu sagrado, se levam as minhas coisas que impedem da minha prática do meu culto é uma intolerância religiosa”, afirmou Cíntia.

Em uma semana, a Secretaria Estadual de Direitos Humanos recebeu seis denúncias de intolerância religiosa, em Nova Iguaçu. O município tem mais de 253, o maior número de centros ligados a religiões de matriz africana da Baixada.

Outro caso aconteceu na segunda-feira (28) em um terreiro no mesmo bairro. As marcas da invasão ficaram, no portão e nas portas de dentro da casa.

Pelo menos quatro bandidos participaram da invasão ao terreiro. Eles utilizaram para arrebentar todas as portas este pé de cabra do próprio dono da casa de candomblé.

“O que fizeram aqui foi levar coisas sacras que não tem nenhuma utilidade para terceiros. Acho uma covardia, vandalismo e sim acho que é intolerância religiosa sim, também”, afirmou o zelador do terreiro William de Ogum.

A polícia investiga se a mesma quadrilha está envolvida nos dois crimes. “Nós aguardamos que as autoridades responsáveis possam pegar quem fez e colocar e colocar atrás das grades e dar a devida punição né”, afirmou a equedy Gabriela.

A Secretaria Estadual de Direitos Humanos está acompanhando os casos. “O maior problema hoje é que o registro está apenas como furto, mas na realidade está sendo registrado caracteriza um crime de preconceito e intolerância religiosa”, ressaltou o secretário Átila Nunes, destacando a importância de registrar e entrar em contato com o Disque Denúncia.

FONTE G1

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Pastor manda tirar boneca africana de creche e dispara: "É macumba"

O pastor João Brito, da Igreja Evangélica Batista de Vitória, pediu que um painel feito por crianças que contém bonecas negras fosse retirado de uma creche de Jardim da Penha. Segundo o religioso, a boneca é "símbolo de macumba por se originar de uma religião africana”.

A arte em questão foi feita no Centro Municipal de Ensino Infantil (Cmei) Professora Cida Barreto. O painel foi confeccionado por uma professora que dá aulas sobre a cultura do povo africano e também sobre a cultura afro-brasileira. O projeto chama Abayomi e faz parte do programa da institucional da escola: “Diversidade”, que trata da questão étnica-racial.

Abayomi era uma boneca criada por mães africanas que rasgavam retalhos de suas saias e confeccionavam através de tranças ou nós. As bonecas são símbolo de resistência e serviam para acalentar os filhos durante as viagens em navios de pequeno porte que realizavam o transporte de escravos entre África e Brasil.

O prédio em que a escola funciona pertence à igreja, mas é alugado pela Prefeitura Municipal de Vitória. O espaço onde são expostos os trabalhos dos alunos é de uso compartilhado entre o Cmei e a igreja. "Aquilo era um quadro com entidade de macumba. Se colocar qualquer símbolo religioso que confronte a Bíblia eu tiro, eu tirarei e, se repetir, eu tiro de novo", enfatiza o pastor.

E continuou: "Quando foi feito o convênio com a prefeitura, ficou acordado que não iríamos intervir em nada. A escola é laica. Em contrapartida a escola também não deveria fazer nada que contrariasse os princípios evangélicos. Pra quê essa boneca? Tanta coisa para ensinar. Por que ensinar isso?", questionou Brito.

O religioso disse que este foi um caso isolado. Mas, segundo uma pessoa que não quis se identificar, essa seria a segunda vez que um projeto de origem africana é retirado. O primeiro caso foi em maio.

A Secretaria de Educação de Vitória informou o projeto está em conformidade com as diretrizes curriculares nacionais da Educação Infantil. A secretária da pasta, Adriana Sperandio, afirmou que será marcada uma reunião com o pastor Brito. "Estamos agendando um diálogo junto ao pastor Brito na próxima semana para conversarmos sobre o ocorrido. A gente entende que, promovendo o diálogo, há perspectiva de avançarmos nesse sentido, sempre reconhecendo que a escola tem um projeto pedagógico cuja ação é voltada para a formação para a cidadania e isso, sem dúvida, deve ser assegurado".

Adriana Sperandio acredita que o diálogo é o melhor caminho para resolver a situação e garantir o cumprimento da proposta pedagógica da escola. "Acreditamos que, dialogando, podemos superar esse desafio registrado, respeitando a instituição, mas sabendo que a unidade escolar terá de cumprir seu papel na formação dos estudantes".

A professora responsável não quis falar sobre o assunto.

ORGANIZAÇÕES CRITICAM POSTURA

O Conselho Municipal do Negro (Conegro) afirma que já foi ao local e irá tomar providências, e acrescenta que as escolas públicas e privadas são, por lei, obrigadas a ensinar a história e a cultura afro-brasileiras. O conselheiro e integrante da Comissão Executiva do Conegro, Moacir Alves Rodrigues, afirma que não é a primeira vez que isso acontece. "Dessa forma, a igreja perpetua o racismo e a discriminação”. comenta.

INTOLERÂNCIA

Para a zeladora de umbanda e conselheira estadual de Igualdade Racial Yara Marina é perceptível a intolerância religiosa no caso. Ela afirma que é preciso conhecer para julgar. “Se outros segmentos religiosos se permitissem estudar e conhecer nosso povo, não cometeriam esse crime voltado contra nossas comunidades tradicionais de matriz africana. Mantemos nossa tradição e queremos ser respeitados. Para que isso aconteça estamos com a porta dos terreiros abertas”, afirma.

Ela acrescenta que o poder público tem uma parcela de culpa em relação ao desconhecimento de religiões de origem africana, pois o tema é pouco discutido. “O governo não capacita os professores para discutir essa temática e quando há boa vontade do professor de aplicar o tema, ele é obrigado a sofrer esse tipo de desrespeito dentro da própria escola”, finaliza.

ANÁLISE

"A questão da religião não está desvinculada de todo o processo que a humanidade criou dentro de um processo de supremacia rica, hétero, branca e cristã. O cristianismo é criado como um padrão dentro dessa supremacia. Tudo que for diferente será banido e, nesse caso, o diferente vem da África. A 'macumba' vem da cultura africana e foi associada a algo ruim para manter uma supremacia. Faz parte da discriminação racial não aceitar a religião africana. O racismo é tão forte que a religião dos negros também é associada a algo ruim. Ensinar a cultura negra é importante para saber sobre os antepassados e compreender uma outra cultura. Não respeitar a outra religião é intolerância". [ Nilda Pereira, filósofa e pós-doutoranda da UVV ]

ENTREVISTA COM O PASTOR BRITO

O que aconteceu?

Eu mandei retirar a boneca. Ela era feita em navios negreiros e passou a ser objeto de adoração e macumba. Qual é a origem da macumba? Vem do sincretismo religioso. Se colocar qualquer símbolo religioso eu tiro e tirarei e, se repetir, eu tiro de novo.

É uma forma de racismo?

A gente retirou por ser símbolo de uma religião de cunho afro-brasileira. Não é pela cor da boneca. Nós não temos preconceito com cor, na igreja, inclusive, há muitas pessoas negras.

É intolerância religiosa?

Com certeza. Eu não posso tolerar que dentro da igreja se implante símbolo de outra religião. Eu tolero a convivência, mas cada um no seu lugar. Eu não vou no centro de macumba e nem na igreja católica quebrar imagens, mas não aceito aqui. Em nenhuma hipótese vou tolerar símbolo religioso que confronte com os ensinamentos da Bíblia. É um desrespeito.

A escola não é livre?

Nós não dependemos do colégio aqui, nós abrimos as portas a pedido da comunidade e da secretaria e temos prazer de servir. Não vamos nos dobrar diante de uma professora que por onde passa tem criado problema.

Fonte: Gazeta On Line

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Nigerianos protestam contra o fim do Consulado em SP

São Paulo – A notícia de que o Consulado Geral da Nigéria irá encerrar suas atividades em São Paulo  mobilizou a comunidade nigeriana na última terça-feira, dia 1º.  Uma passeata coordenada pelo Centro Cultural Africano partiu do Largo do Anhangabaú, região central e seguiu até a avenida Brasil, onde funciona escritório consular. Hoje, mais de 10 mil cidadãos nigerianos vivem no Estado de São Paulo.

De acordo com o presidente do Centro Cultural Africano, Otunbá Adekunle Aderonmu (Jimi), a decisão é do governo da Nigéria, que alega problemas econômicos, mas provocará muitos transtornos para os que vivem na capital paulista, que representam 85% dos nigeriano no Brasil.  “Será um sofrimento, pois teremos que nos deslocar à Brasília, por cada pequena coisa que quisermos resolver”, disse Adekunle.

Outro problema, segundo ele, é que a notícia chega em um momento em que a NIGERIANS IN DIASPORA ORGANIZATION AMERICAS está trabalhando arduamente para criar mais consciência das oportunidades de negócios entre o Brasil e a Nigéria, especialmente no desenvolvimento agrícola. “O Consulado em São Paulo torna mais fácil para a NIDOA BRASIL organizar reuniões com os parceiros brasileiros”, explicou.

Até o momento, nem a Embaixada e nem mesmo o  Governo da Nigéria haviam respondido ao manifesto.  “Com o encerramento do Consulado uma boa parte do sonho de uma melhor relação comercial entre os dois países será destruído”. Concluiu Adekunle Aderonmu.

 

Agência Áfricas de Notícias – por Claudia Alexandre

 

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