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Notícias (59)

Notícias e atualizades das Religiões Afro-Brasileiras

Pastor manda tirar boneca africana de creche e dispara: "É macumba"

O pastor João Brito, da Igreja Evangélica Batista de Vitória, pediu que um painel feito por crianças que contém bonecas negras fosse retirado de uma creche de Jardim da Penha. Segundo o religioso, a boneca é "símbolo de macumba por se originar de uma religião africana”.

A arte em questão foi feita no Centro Municipal de Ensino Infantil (Cmei) Professora Cida Barreto. O painel foi confeccionado por uma professora que dá aulas sobre a cultura do povo africano e também sobre a cultura afro-brasileira. O projeto chama Abayomi e faz parte do programa da institucional da escola: “Diversidade”, que trata da questão étnica-racial.

Abayomi era uma boneca criada por mães africanas que rasgavam retalhos de suas saias e confeccionavam através de tranças ou nós. As bonecas são símbolo de resistência e serviam para acalentar os filhos durante as viagens em navios de pequeno porte que realizavam o transporte de escravos entre África e Brasil.

O prédio em que a escola funciona pertence à igreja, mas é alugado pela Prefeitura Municipal de Vitória. O espaço onde são expostos os trabalhos dos alunos é de uso compartilhado entre o Cmei e a igreja. "Aquilo era um quadro com entidade de macumba. Se colocar qualquer símbolo religioso que confronte a Bíblia eu tiro, eu tirarei e, se repetir, eu tiro de novo", enfatiza o pastor.

E continuou: "Quando foi feito o convênio com a prefeitura, ficou acordado que não iríamos intervir em nada. A escola é laica. Em contrapartida a escola também não deveria fazer nada que contrariasse os princípios evangélicos. Pra quê essa boneca? Tanta coisa para ensinar. Por que ensinar isso?", questionou Brito.

O religioso disse que este foi um caso isolado. Mas, segundo uma pessoa que não quis se identificar, essa seria a segunda vez que um projeto de origem africana é retirado. O primeiro caso foi em maio.

A Secretaria de Educação de Vitória informou o projeto está em conformidade com as diretrizes curriculares nacionais da Educação Infantil. A secretária da pasta, Adriana Sperandio, afirmou que será marcada uma reunião com o pastor Brito. "Estamos agendando um diálogo junto ao pastor Brito na próxima semana para conversarmos sobre o ocorrido. A gente entende que, promovendo o diálogo, há perspectiva de avançarmos nesse sentido, sempre reconhecendo que a escola tem um projeto pedagógico cuja ação é voltada para a formação para a cidadania e isso, sem dúvida, deve ser assegurado".

Adriana Sperandio acredita que o diálogo é o melhor caminho para resolver a situação e garantir o cumprimento da proposta pedagógica da escola. "Acreditamos que, dialogando, podemos superar esse desafio registrado, respeitando a instituição, mas sabendo que a unidade escolar terá de cumprir seu papel na formação dos estudantes".

A professora responsável não quis falar sobre o assunto.

ORGANIZAÇÕES CRITICAM POSTURA

O Conselho Municipal do Negro (Conegro) afirma que já foi ao local e irá tomar providências, e acrescenta que as escolas públicas e privadas são, por lei, obrigadas a ensinar a história e a cultura afro-brasileiras. O conselheiro e integrante da Comissão Executiva do Conegro, Moacir Alves Rodrigues, afirma que não é a primeira vez que isso acontece. "Dessa forma, a igreja perpetua o racismo e a discriminação”. comenta.

INTOLERÂNCIA

Para a zeladora de umbanda e conselheira estadual de Igualdade Racial Yara Marina é perceptível a intolerância religiosa no caso. Ela afirma que é preciso conhecer para julgar. “Se outros segmentos religiosos se permitissem estudar e conhecer nosso povo, não cometeriam esse crime voltado contra nossas comunidades tradicionais de matriz africana. Mantemos nossa tradição e queremos ser respeitados. Para que isso aconteça estamos com a porta dos terreiros abertas”, afirma.

Ela acrescenta que o poder público tem uma parcela de culpa em relação ao desconhecimento de religiões de origem africana, pois o tema é pouco discutido. “O governo não capacita os professores para discutir essa temática e quando há boa vontade do professor de aplicar o tema, ele é obrigado a sofrer esse tipo de desrespeito dentro da própria escola”, finaliza.

ANÁLISE

"A questão da religião não está desvinculada de todo o processo que a humanidade criou dentro de um processo de supremacia rica, hétero, branca e cristã. O cristianismo é criado como um padrão dentro dessa supremacia. Tudo que for diferente será banido e, nesse caso, o diferente vem da África. A 'macumba' vem da cultura africana e foi associada a algo ruim para manter uma supremacia. Faz parte da discriminação racial não aceitar a religião africana. O racismo é tão forte que a religião dos negros também é associada a algo ruim. Ensinar a cultura negra é importante para saber sobre os antepassados e compreender uma outra cultura. Não respeitar a outra religião é intolerância". [ Nilda Pereira, filósofa e pós-doutoranda da UVV ]

ENTREVISTA COM O PASTOR BRITO

O que aconteceu?

Eu mandei retirar a boneca. Ela era feita em navios negreiros e passou a ser objeto de adoração e macumba. Qual é a origem da macumba? Vem do sincretismo religioso. Se colocar qualquer símbolo religioso eu tiro e tirarei e, se repetir, eu tiro de novo.

É uma forma de racismo?

A gente retirou por ser símbolo de uma religião de cunho afro-brasileira. Não é pela cor da boneca. Nós não temos preconceito com cor, na igreja, inclusive, há muitas pessoas negras.

É intolerância religiosa?

Com certeza. Eu não posso tolerar que dentro da igreja se implante símbolo de outra religião. Eu tolero a convivência, mas cada um no seu lugar. Eu não vou no centro de macumba e nem na igreja católica quebrar imagens, mas não aceito aqui. Em nenhuma hipótese vou tolerar símbolo religioso que confronte com os ensinamentos da Bíblia. É um desrespeito.

A escola não é livre?

Nós não dependemos do colégio aqui, nós abrimos as portas a pedido da comunidade e da secretaria e temos prazer de servir. Não vamos nos dobrar diante de uma professora que por onde passa tem criado problema.

Fonte: Gazeta On Line

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Nigerianos protestam contra o fim do Consulado em SP

São Paulo – A notícia de que o Consulado Geral da Nigéria irá encerrar suas atividades em São Paulo  mobilizou a comunidade nigeriana na última terça-feira, dia 1º.  Uma passeata coordenada pelo Centro Cultural Africano partiu do Largo do Anhangabaú, região central e seguiu até a avenida Brasil, onde funciona escritório consular. Hoje, mais de 10 mil cidadãos nigerianos vivem no Estado de São Paulo.

De acordo com o presidente do Centro Cultural Africano, Otunbá Adekunle Aderonmu (Jimi), a decisão é do governo da Nigéria, que alega problemas econômicos, mas provocará muitos transtornos para os que vivem na capital paulista, que representam 85% dos nigeriano no Brasil.  “Será um sofrimento, pois teremos que nos deslocar à Brasília, por cada pequena coisa que quisermos resolver”, disse Adekunle.

Outro problema, segundo ele, é que a notícia chega em um momento em que a NIGERIANS IN DIASPORA ORGANIZATION AMERICAS está trabalhando arduamente para criar mais consciência das oportunidades de negócios entre o Brasil e a Nigéria, especialmente no desenvolvimento agrícola. “O Consulado em São Paulo torna mais fácil para a NIDOA BRASIL organizar reuniões com os parceiros brasileiros”, explicou.

Até o momento, nem a Embaixada e nem mesmo o  Governo da Nigéria haviam respondido ao manifesto.  “Com o encerramento do Consulado uma boa parte do sonho de uma melhor relação comercial entre os dois países será destruído”. Concluiu Adekunle Aderonmu.

 

Agência Áfricas de Notícias – por Claudia Alexandre

 

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Umbandista denuncia perseguição e intolerância religiosa, em Outeiro

Uma moradora do distrito de Outeiro, em Belém, relatou ao DOL que vem sofrendo constantes ameaças de um vizinho por questões religiosas.

Patrícia Mendes alega que o vizinho ameaça processá-la, e que pretende fazer um abaixo assinado para que seja retirada de sua casa.

"Isto é intolerância religiosa", denuncia Patrícia Mendes. "Ele não respeita e faz constantes ameaças. Já registrei Boletim de Ocorrência e espero que façam algo, pois tenho minha casa, meu terreiro e não perturbo ninguém.”

Patrícia também gravou um vídeo relatando a situação, onde afirma que este vizinho disse que ela representa um risco para a sociedade. “A Justiça agora vai escutar as duas partes e isso não pode ficar impune. Esse homem precisa aprender a respeitar ao próximo", finalizou.

Vizinho deve prestar esclarecimentos

O DOL entrou em contato com a Polícia Civil, que confirmou que o caso foi registrado e está sendo investigado pela Delegacia de Combate aos Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH).

A polícia disse ainda que o acusado já foi intimado e deverá comparaecer à delegacia nesta quinta-feira (13) para prestar os devidos esclarecimentos sobre o caso.

Intolerância aos 11 anos de idade

Em 2015, uma criança de apenas 11 anos de idade foi apedrejada, no Rio de Janeiro, por populares por andar na rua usando um turbante, acompanhada de um grupo de religiosos.

A menina perdeu muito sangue e chegou a desmaiar.

O caso chocou a opinião pública e, em especial, aos umbandistas e afrodescendentes, que iniciaram uma campanha pela paz nas redes sociais.

(Foto: reprodução)

Intolerância religiosa é crime

De acordo com a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, "serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional".

A pena para este tipo de crime é de reclusão de um a três anos e multa.

(DOL)

 

FONTE: DIÁRIO ON LINE DO PARÁ

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Angola: Centro histórico de Mbanza-Kongo é eleito Patrimônio da Humanidade

Neste sábado (8 de julho), o centro histórico de Mbanza-Kongo, em Angola, foi inscrito, pela UNESCO, na lista de Patrimônios da Humanidade. Capital política e espiritual do antigo Reino do Kongo (região onde hoje estão localizados Gabão, República do Congo, Angola e República Democrática do Congo), Mbanza-Kongo representa a troca profunda causada pela introdução do cristianismo e chegada dos portugueses (final do século XV), na África Central. Por dentro da África publicará uma série de reportagens sobre a região. Leia em “Saiba mais” nos links abaixo ou acompanhe a nossa página nas redes sociais.

Um reino que crescia e influenciava parte da África, no século XIII, representa uma civilização de riqueza cultural inestimável.  Formado inicialmente por 144 tribos, esse Império construiu a história e cultura de países como Angola, Congo, República Democrática do Congo e Gabão.

– O reconhecimento do Mbânz’a Kongo é positiva para o mundo, e não apenas para Angola. Milhares do Kongo foram escravizados e levados para as Américas e Europa, por exemplo. O patrimônio da humanidade é material (sítios arqueológicos, monumentos históricos, etc.) e imaterial (línguas, danças, religião, etc.). Por um lado, esse reconhecimento criará condições para rentabilizar o turismo e a pesquisa; por outro, auxiliará nas sobrevivências religiosas de países como Brasil, Cuba e EUA, que também se beneficiarão com essa classificação – conta em entrevista exclusiva ao Por dentro da África Patrício Batsikama, especialista no Reino do Kongo, que há quase duas décadas se debruça sobre essa parte da nossa História.

Leia mais aqui – Herança do Império do Kongo: reconhecimento de M’banza-Kongo beneficia a humanidade

Foi de lá que partiu a maioria dos africanos escravizados desembarcados nas Américas, foi de lá que saiu o primeiro embaixador africano enterrado no Vaticano, também foi lá onde a primeira igreja católica (Kulumbimbi) da África Subsaariana foi erguida.

Em Angola com destaque para Mbanza Kongo
Em Angola com destaque para Mbanza Kongo

– O Kôngo era um Estado muito influente quando os portugueses chegaram. Já havia democracia, como comprovavam  os relatórios de viagem em 1491 (durante a evangelização). Foram os próprios portugueses que, depois de se familiarizarem com os Kôngo, nos chamaram de gregos de África! A região recebeu a primeira Catedral na África Subsaariana, os cidadãos do Kôngo foram ensinar Humanidades em Portugal, já nos séculos XVI e XVII, já uma vez que existiam escolas de qualidade em Mbânz’a Kôngo – disse  Batsîkama.

Saiba mais: “O Kôngo vivia em democracia quando os portugueses chegaram no século XV”, diz Patrício Batsîkama

Com o compromisso de pesquisar e compartilhar a história e os símbolos da cidade, o arqueólogo Bruno Pastre Máximo, colaborador do Por dentro da África, lançou um site baseado em uma vasta pesquisa de campo.

-O site é resultado do interesse em tentar popularizar e divulgar narrativas históricas baseadas na tradição para o grande público, assim como expor como foram interpretadas as histórias dos participantes da pesquisa – disse ao Por dentro da África o brasileiro que contou com a ajuda do produtor local congolês Blaise Matondo.

As histórias de Mbanza-Kôngo: Arqueólogo lança site sobre a capital do antigo Reino do Kongo

 

Fonte: http://www.pordentrodaafrica.com/cultura/angola-mbanza-kongo-patrimonio-da-humanidade

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Falece Agba Egbome Tia Toninha de Omolu Iyamoro do Ase Gantois

Mais uma grande perda para o candomblé do Brasil, Falece Agba Egbome Tia Toninha de Omolu Iyamoro do Ase Gantois, uma grande mulher do Ase...

Descanse em paz minha Tia, grande Amiga, uma formidavel pessoa de um coração enorme, grande sacerdotisa do nosso Ase!

OLORUN ASE INDE

Que Edumare encaminhe ao Reino da Glória!

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Perseguição silenciosa de Crivella à cultura negra impede samba da Pedra do Sal

Foi informado através da página do facebook da roda de samba da Pedra do Sal que o evento dessa segunda feira (3) não aconteceria parcialmente por causa do mau tempo mas principalmente por causa da ação da Guarda Municipal do bispo-prefeito Marcelo Crivella. Tudo na suposta defesa do ordenamento público na região da Gamboa e do Largo da Prainha. Em vista da ofensiva da Guarda Municipal os organizadores da roda de samba cancelaram o evento da segunda feira e declararam no facebook que “Visando evitar problemas para o samba e moradores, prejuízos para o comércio local e, exposição de violência ao nosso público, decidimos, há pouco, cancelar nosso evento dessa segunda feira dia 03/07/2017”.

A realidade é que a operação da Guarda Municipal na região da tradicional roda de samba não é o único caso de ataque do prefeito evangélico. O corte de verbas por exemplo, na pasta da cultura, que forçou o fechamento do Cemitério dos Pretos Novos, um importante lugar arqueológico da brutal história dos escravos no Rio de Janeiro.

Também tem causado alvoroço entre os centros de religiões de matriz africana o recente decreto aprovado pelo Crivella que determina que uma comissão vinculada ao gabinete do prefeito deverá aprovar qualquer evento, shows, feiras e exposições de rua na cidade, sentando as bases para a repressão de expressões da cultura negra e popular da cidade baseada na suposta manutenção da ordem pública.

Alem disto tem o polêmico corte da verba destinada às escolas de samba que cortará pela metade os subsídios de R$ 24 milhões às escolas de samba do carnaval carioca. Crivella atual prefeito e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), é reconhecido por sempre ter condenado os festejos do carnaval. Mesmo assim teve o apoio dos dirigentes das agremiações da liga das escolas de samba, que temiam que a vitoria de Marcelo Freixo comprometeria o futuro do reconhecido evento. Uma medida demagógica do prefeito que alega a necessidade de cortar verbas do carnaval para favorecer creches que não são públicas mas sim privadas é que existem em primeiro lugar para favorecer o enriquecimento dos empresários.

A iniciativa de Crivella é uma medida populista de direita jogando um direito da população trabalhadora contra o outro, afirmando que a população tem que escolher entre o direito ao lazer e à cultura da população trabalhadora, o qual tem no carnaval um de suas mais tradicionais manifestações populares, ou o direitos de ter creches para as crianças.

É conhecido também que os interesses das direções das escolas de samba (que são verdadeiras máfias) não é de garantir acesso à cultura e ao lazer para a maioria da população. Os dirigentes das escolas também tem seus interesses próprios. Por isso apoiaram Crivella nas últimas eleições.

Confira embaixo a declaração dos organizadores da roda:

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Alaafin proibe a adivinhação de Ifa para o Festival 2017 de Egungun na cidade de Oyo

DIVINHAÇÃO DE IFA para O FESTIVAL DE EGUNGUN OYO 2017
O Alaafin de Oyo proibiu a adivinhação de Ifa para o Festival de Egungun na cidade de Oyo.
Sua Majestade Imperial, Oba Adeyemi III, O Alaafin de Oyo instruiu os Olojes em Oyo a preservar a tradição de Egungun como nos tempos antigos.

A adivinhação de Ifa foi banida porque OBI é o sistema de adivinhação, que pertence a Egungun, sendo usada por tempos imemoriais.
Sua Majestade também salientou que o culto a Egungun é mais antigo do que Ifa e, além disso, solicitou aos devotos de Orisa para manter a sua própria tradição.

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Fonte: https://www.facebook.com/asaorisaalaafinoyo/

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Universidade terá curso contra preconceito religioso coordenado por babalaô

Pós-graduação sobre intolerância contará docentes de vários credos


RIO — Em tempos de intolerância, a existência de um curso composto por professores de diferentes religiões, coordenado por um babalaô e sediado numa universidade católica parece estar mais próxima do sonho que da realidade. No último dia 7, no entanto, a pós-graduação lato sensu Pluralidades e Intolerância Religiosa foi aprovada por unanimidade no conselho da Universidade Católica de Petrópolis.

Com um corpo docente que inclui católicos, umbandistas, judeus, muçulmanos, protestantes e uma ex-testemunha de Jeová, o curso começará em agosto, com uma turma na universidade em Petrópolis e outra no centro de estudos Dom Vital, no Rio. Para se candidatar, é preciso ter diploma de graduação reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

— Fiz questão de ter uma equipe plural. Uma coisa é falar sobre intolerância, outra é saber lidar com ela. Não é um curso de teologia, embora abordemos diversas religiões. É uma mensagem contra intolerância. Há aqueles que não querem o diálogo, mas há um setor amplo que quer — analisa o babalaô Ivanir dos Santos, que coordenará o programa.

Embora qualquer pessoa com curso superior possa se candidatar, o programa pretende atingir, prioritariamente, professores das redes particular e pública de ensino, jornalistas e líderes religiosos. A ideia é também alcançar magistrados e outros agentes que possam trabalhar o tema de forma responsável, com habilidade para mediar conflitos e criar programas sobre o assunto.

— Queremos formar pessoas capazes de desenvolver políticas públicas relativas à intolerância — afirma Carlos Frederico da Silveira, presidente do Centro Dom Vital e diretor do Centro de Teologia da Universidade Católica de Petrópolis. — Precisamos potencializar nossa capacidade de entender o outro e promover a liberdade de culto e a não agressão. Juízes, advogados e professores estão frequentemente envolvidos em problemas relacionados à intolerância. As manifestações da umbanda e do candomblé muitas vezes são violentadas. As pessoas precisam entender e respeitar os diversos credos.

UTILIDADE NAS SALAS DE AULA

Professora da educação básica, Lucimar Santos, que também faz parte do corpo docente do novo curso, conta que frequentemente os professores são confrontados com questões delicadas em sala de aula, evidenciando a necessidade de uma formação específica.

— Trabalho em algumas prefeituras com crianças do 6º ao 9º ano, e a intolerância é uma questão enfrentada diariamente. Muitos docentes deixam de dar a aula completa de cultura brasileira pela resistência de alunos e pais a aspectos culturais africanos, por remetê-los a outra religião — diz Lucimar, que é ex-testemunha de Jeová. — A banca do novo curso é bastante plural e jovem. Há pessoas ligadas ao feminismo, ao antirracismo. Na verdade, considero este um programa sobre intolerâncias diversas, ele não está voltado apenas para o público religioso.

Os alunos passarão por três módulos. O primeiro será dedicado a fundamentação e contextualização; o segundo, a intolerância, história e cultura; e o terceiro terá discussões sobre religião e sociedade. Entre as disciplinas estão Cultura Europeia, Cultura Africana, Sociologia e Antropologia da Religião.

Embora tenha nascido com o objetivo de promover a pluralidade e o respeito às diferentes religiões, o próprio curso foi alvo de preconceito em sua gênese. Ivanir dos Santos conta que foi procurado inicialmente por membros de uma universidade protestante para que construísse o curso. No entanto, o projeto precisou ser submetido a um líder religioso e, desde então, há mais de um ano, está engavetado na instituição. Diante disso, o babalaô optou por sugerir o projeto para uma universidade católica.

— Felizmente, vamos conseguir realizá-lo em outra instituição. O curso é um marco, sobretudo por acontecer neste momento de tanta intolerância e desrespeito, e ser sediado numa universidade com aspectos confessionais — acredita.

O diretor do Centro de Teologia da Universidade Católica de Petrópolis conta que, embora a proposta tenha gerado surpresa, ela foi muito bem aceita pela instituição desde o início:

— Já estávamos fazendo um diálogo inter-religioso há algum tempo. É cada vez mais importante que as religiões se unam para testemunhar que a fé também ajuda a promover a convivência social e a paz. As pessoas veem a religião como algo agressivo, mas é o contrário.

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3 Sacerdotes de Ifá foram Presos por Vendas de Falso Títulos à Extrangeiros.

Este artigo foi coletado do site Naijagists.com, ele demonstra como as vitimas são selecionadas pela internet, envolvidas pela ganância e desejo de poder, e acabam caindo em ciladas, sem checar se os mesmo são pessoas honestas e possuem autorização para o que são fazendo. 
 
Assim compram títulos e cargos ilegais, porem desta vez os criminosos não se deram bem, e foi através da própria internet foram localizados e presos, confira.
 
 
Preso um sacerdote de Oyo, em Iyaganku, Ibadan, juntamente com seus cúmplices, na última sexta feira, dia 08 de Junho de 2017, acusado de fraude ao representar o Alaafin de Oyo, Oba Lamidi Adeyemi, e por conceder títulos ilegais aos estrangeiros.
 
 
Os réus, Ikusanu Faleye, Fasola Olaniyan e Olaniyan Awoyemi, foram acusados de quatro acusações de conspiração para cometer delito, representação, falsificação e conduta susceptíveis de causar violação da paz pública, por representar o Alaafin de Oyo, Oba Lamidi Adeyemi e por conferir ilegalmente títulos de cúmplices a alguns estrangeiros.
 
Os acusados ​​foram acusados ​​de dar o título de chefe de "Oba Ifa Adimula da América do Sul" a alguns estrangeiros.
 
Eles também foram acusados ​​de forjar certificados de título de chefe e apresentá-lo a Franciva Leoa Nobres, a quem eles batizaram 'Ifatowo Adebayo', Dasiel Guerra, batizado como 'Awotunde Ajisola', e José Lara, batizado com o nome 'Ifakayode Falade' sem o consentimento Do monarca.
 
As infracções foram punidas nos termos das secções 517, 484, 467 e 249 (d) Código Penal Cap 38, Vol II, leis do Oyo State of Nigeria, 2000.
 
Quando apresentado antes do Magistrado A.A. Adebisi, os acusados ​​disseram que não eram culpados das ofensas.
 
Uma fonte do palácio disse ao nosso correspondente que as pessoas acusadas pertenciam ao Templo Ijo Ifa Adimula, Bara, Oyo.
 
 
Ele disse: "Eles atraíram suas vítimas através da Internet e colecionaram uma quantidade não especificada de dinheiro em moeda estrangeira com a promessa de que o Alaafin lhe confira títulos de chefe. Sua sorte (acusada) acabou depois que algumas das vítimas publicaram as fotos da coroação on-line, pensando que obtiveram títulos autênticos do Alaafin “.

Imagem da prova-

fonte - http://naijagists.com/photos-3-ifa-priests-turned-yahoo-boys-arrested-selling-fake-yoruba-chieftaincy-americans/
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Alaafin de Oyo Declara Guerra aos Fraudadores de Ifá

Os nossos correspondentes de Oyo, Nigeria, nos enviaram informações sobre a grande ação do Alaafin, que luta contra a corrupção e o crime organizado em Oyo.
 
Informam que o próprio Alaafin não irá admitir que criminosos continuem a usar a fé das pessoas e continuem impunes.
 
Nesta terça feira  o Jornal Daily Update, noticiou a declaração de guerra do Alaafin contra criminosos de Ifá, confira;
 
O Alaafin de Oyo, Oba Lamidi Adeyemi deu ordem para investigar e prender uma quadrilha de sacerdotes de Ifá, que usaram o nome do seu Palácio para envolver turistas e vender falsos títulos e relíquias, para estrangeiros desavisados.
 
O jornal Daily Update, noticiou ainda que a quadrilha de sacerdotes de Ifá, pertencentes ao Templo Ijo Ifá Adimula, estavam envolvidos em vários crimes, interceptando turistas pela internet e lhe conferindo títulos sem o conhecimento do Alaafin.
 
Garantido pela Lei Oba Adeyemi, lei esta que garante  que criminosos não sujarão o nome da cultura Yoruba perante a comunidade internacional, por isso o monarca informou a policia de Dubar, contando ainda com uma petição do advogado do palácio, o chefe Wale Adeoye e o Obaloluwa Chambers, Oyo.
 
A petição com duas  páginas,  foi solicitada pelo palácio e enviada aos centros religiosos tradicionais da cidade que se filiem ao Asa Orisa (https://www.facebook.com/asaorisa), organização reconhecida pelo Alaafin, para garantir que não hajam mais fraudes ou e suas pratica sigam os os costumes tradicionais.
 
Listados na petição, datada de 23 de maio de 2017, os nomes dos suspeitos: Faniyi Awoniran Omoyemi, Ojelabi Okewole, Faleye Ikusaanu, Kehinde Ifaloseyi, Fasola Olaniyan, Famuwwagun Oloyede, Ifayemi Olaniyan, Ifakorede Ifaloseyi, Ifadoyin Ifatoki, Oyasogo Ifakorede, Ifasooto Ifawumi Adeyemo, Awoniran Awotunde, Awoniran Ifamuyiwa e outros.
 
Sabemos que alguns suspeitos estão sendo investigados e alguns compareceram perante o tribunal de Ibadan na última sexta-feira, Pesam sobre estes quatro acusações, sendo as de organização criminosa , premeditação dos crimes de  representação, falsificação e tentativa de causar a violação da paz pública.
 
Apenas Ikusanu Faleye, Fasola Olaniyan e Olaniyan Awoyemi compareceram perante a  corte de Iyaganku, Ibadan, enquanto outros ainda estão sendo procurados pela policia local.
 
Em sessão, o promotor, o Fatola Sunday, explicou que os réus e outros personificaram o Alaafin e atribuíram o falso título de chefe de Oba Ifa Adimula da América do Sul a alguns estrangeiros.
 
As infracções, segundo o promotor, foram puníveis nos termos das secções 517, 484, 467 e 249 (d) Código Penal Cap 38, Vol II leis do Oyo State of Nigeria, 2000.
 
No entanto, os acusados não se declararam culpados das infrações, após a qual o magistrado A.A. Adebisi, concedeu fiança em soma de N100,000 com garantia e comprovante de emprego e suspendeu o processo até 17 de julho.
 
O Oluwo de Oyo Alaafin, Ifatoki Ojo esclareceu que nenhum sacerdote de Ifá tinha a autoridade para conferir o título académico,  premissa de que é exclusiva do Alaafin vez que é a autoridade suprema.
 
Falando em nome do sacerdote centenário, seu filho, Ifakayode Ifatoki negou as acusações, e o uso da internet e outras redes sociais para perpetuar os crimes, dizendo que seu pai não sabe nada sobre a fraude.
 
"Meu pai não estava ciente das atividades dessas pessoas, porque, se ele estivesse ciente, teria advertido contra a profanação de nosso costume e tradição. Nenhum praticante de Ifa deve ter o prazer de saber que um grupo está usando a internet para atrair vítimas e coletar dinheiro delas, com a promessa de que o Alaafin lhes confira títulos de chefe ", disse o acusado de 40 anos.
 
Aparentemente, percebendo a determinação do Alaafin de seguir processo , os membros da família do acusado, foram preso. Estão fazendo movimentos frenéticos para implorar ao monarca,  tendo inclusive um sacerdote antigo insultado ao Alaafin no último sábado à noite.
 


 Fonte - http://dailyupdateng.com/2017/06/13/alaafin-declares-war-on-ifa-priests-in-oyo/

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