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Religiosos denunciam diversos casos de intolerância em Nova Iguaçu, RJ

Religiosos denunciam diversos casos de intolerância em Nova Iguaçu, RJ

Em apenas uma semana, foram feitas seis denúncias de religiosos de cultos de matriz africana.

Município tem mais de 253 centros.

Religiosos de cultos de matriz africana vêm denunciando casos de intolerância em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Em apenas uma semana, foram feitas seis denúncias. “Invadiram meu sagrado. Subtraíram peças religiosas, quebraram coisas e é lamentável”, afirmou mãe Cíntia de Ayra. Os bandidos também levaram uma televisão e uma geladeira, mas a responsável pelo centro não acredita que tenha sido apenas um assalto.

“Roubam peças comuns como geladeiras utensílios, para desfocar. Aí quando você chega na delegacia não é uma intolerância religiosa. Mas se roubam meu sagrado, se levam as minhas coisas que impedem da minha prática do meu culto é uma intolerância religiosa”, afirmou Cíntia.

Em uma semana, a Secretaria Estadual de Direitos Humanos recebeu seis denúncias de intolerância religiosa, em Nova Iguaçu. O município tem mais de 253, o maior número de centros ligados a religiões de matriz africana da Baixada.

Outro caso aconteceu na segunda-feira (28) em um terreiro no mesmo bairro. As marcas da invasão ficaram, no portão e nas portas de dentro da casa.

Pelo menos quatro bandidos participaram da invasão ao terreiro. Eles utilizaram para arrebentar todas as portas este pé de cabra do próprio dono da casa de candomblé.

“O que fizeram aqui foi levar coisas sacras que não tem nenhuma utilidade para terceiros. Acho uma covardia, vandalismo e sim acho que é intolerância religiosa sim, também”, afirmou o zelador do terreiro William de Ogum.

A polícia investiga se a mesma quadrilha está envolvida nos dois crimes. “Nós aguardamos que as autoridades responsáveis possam pegar quem fez e colocar e colocar atrás das grades e dar a devida punição né”, afirmou a equedy Gabriela.

A Secretaria Estadual de Direitos Humanos está acompanhando os casos. “O maior problema hoje é que o registro está apenas como furto, mas na realidade está sendo registrado caracteriza um crime de preconceito e intolerância religiosa”, ressaltou o secretário Átila Nunes, destacando a importância de registrar e entrar em contato com o Disque Denúncia.

FONTE G1

Última modificação emDomingo, 10 Setembro 2017 20:47

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