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Polícia identifica suspeitos de ataques contra terreiros na Baixada Fluminense

Polícia identifica suspeitos de ataques contra terreiros na Baixada Fluminense

A Polícia Civil identificou parte dos autores de sete ataques contra terreiros de umbanda e candomblé, ocorridos nas duas últimas semanas, em pontos diferentes de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Todos os identificados, que não tiveram nomes divulgados, são ligados ao tráfico de drogas. As investigações correm em sigilo e estão sendo feitas pela 58ª DP ( Posse).

Nesta quarta-feira, policiais civis chegaram trocar tiros com suspeitos, mas não houve feridos ou prisões. Também nesta quarta, o secretário estadual de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos ( SEDHMI), Átila Alexandre Nunes, confirmou a ocorrência de um oitavo ataque na mesma região.

Mãe de santo foi obrigada por bandidos a quebrar imagens religiosas
Mãe de santo foi obrigada por bandidos a quebrar imagens religiosas Foto: reprodução

O caso também será encaminhado para a 58ª DP. Segundo o secretário, um terreiro de candomblé, em Nova Iguaçu, foi atacado na terça-feira da semana passada por homens armados. Os bandidos renderam uma mãe de santo e outras quatro pessoas, uma delas uma idosa de 75 anos. A idosa teve um kelê ( colar usado por inciados na religião), arrancado do pescoço com um revólver.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a mãe de santo sendo ameaçada com um taco de beisebol e, ainda, sendo obrigada a quebrar imagens religiosas. Enquanto isso, um dos bandidos diz que todo mal tem de ser destruído.

Para o secretário Átila Alexandre Nunes a série de ataques contra terreiros em Nova Iguaçu revela que falsos religiosos estão influenciando traficantes para realizar atos de intolerância religiosa.

Átila Alexandre Nunes é secretário estadual de Direitos Humanos
Átila Alexandre Nunes é secretário estadual de Direitos Humanos Foto: Marcos Nunes/Extra/Agência O Globo

— Existe sim um fenômeno onde você tem falsos religiosos exercendo poder e influência sobre atividades criminosas, ou seja funcionando até como líderes religiosos de traficantes. O que chama atenção para um problema muito maior que uma intolerância religiosa convencional. Eles invadem os terreiros sem propósitos financeiros. Fazem isso apenas para impedir outra prática religiosa na região. Como dando um recado. Ou seja, nesta região não poderá haver outro tipo de manifestação religiosa— disse.

Nesta terça-feira, Atila se reuniu com o secretário estadual de Segurança. Roberto Sá, e com o chefe de Polícia Civil, Carlos Augusto Leba. Na pauta, foi discutida a criação da Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

Segundo o secretário, a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança acenaram com a possibilidade da criação da especializada, o que deverá se concretizar até o fim do ano.

Também está nos planos a criação de registros on line para denúncias de intolerância religiosa ou de homofobia LGBT.

Já o delegado Geraldo Assed, da 37ª DP (Ilha do Governador) investiga imagens exibidas em um outro vídeo que está circulando nas redes sociais. Elas mostram traficantes obrigando um homem a depredar um centro espírita. A polícia investiga se o fato ocorreu no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.

 

FONTE: EXTRA GLOBO

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