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Notícias e atualizades das Religiões Afro-Brasileiras

Médium que previu acidente do Chapecoense revela que o pior está por vir; veja o vídeo

As previsões do médium são catastróficas para o cenário artístico e político, entre outros.

 

O mundo está consternado com o #Acidente aéreo da última terça-feira (29), que dizimou o time de futebol #Chapecoense, incluindo técnico, jornalistas e tripulantes, num total de 71 mortos e 6 feridos que encontram-se em estado grave. Muito tem sido falado em toda a mídia sobre as possíveis causas desta tragédia e sobre a empresa responsável pelo avião, entre outros detalhes, mas apenas alguns se recordam de uma polêmica entrevista envolvendo um vidente em março deste ano. No programa de Olga Bongiovanni, o médium Carlinhos revelou muitas coisas que vieram uma a uma acontecendo nos meses seguintes, e surpreendeu a apresentadora quando afirmou que um avião cairia este ano e mataria todo um time de futebol. Infelizmente a previsão se concretizou.

Olga relembrou na manhã de ontem estes momentos, quando ele previu coisas mais graves ainda, confira no vídeo abaixo:

Na entrevista do início do ano o rapaz afirma que 2016 e 2017 serão anos de grandes dificuldades para todo cenário nacional, com escândalos políticos, prisões e perdas de grandes nomes do meio artístico. Na ocasião ainda não havia acontecido a "queda" da presidente Dilma Roussef, e o vidente foi taxativo quando ao impeachment. Ela foi deposta do cargo meses depois.

Ele ousou ainda falar sobre as próximas eleições para presidente da República, e disse que seria uma batalha travada pelos candidatos Aécio Neves, Marina, Ciro Gomes e Álvaro Dias. Este último seria o eleito.

Carlinhos abordou também acidentes naturais e previu uma tempestade no balneário de Camboriú-SC, que teria um avanço do mar em até 3 quadras a partir da orla marítima e causaria grandes estragos. Ele falou sobre o crescimento do país, que apenas começará a ter melhores momentos a partir de 2018.

Um assunto que tem sido muito comentado este ano são os barracos de Zezé Di Camargo e sua vida pessoal exposta com as polêmicas que envolvem sua ex-mulher, filhos e atual noiva, e muitos se questionam sobre o fim da dupla, que já sofre as consequências de todos estes escândalos. Para a tristeza de muitos, a previsão do médium é que o músico deixe de cantar ainda este ano, mas não por problemas de cunho pessoal e sim por conta das cordas vocais danificadas.

 

Fonte: Blastingnews

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Lista terreiros de candomblé na BA e dicas para frequentar templos Destaque

Asogbá do Terreiro Ile Axé Oyá Tolá indica como visitar espaços sagrados.
Existem 1.165 terreiros cadastrados em Salvador por centro de estudos.

 

O mistério e a curiosidade que envolvem o candomblé, religião brasileira de matriz africana que resiste no país, torna os espaços sagrados pontos culturais em Salvador e região metropolitana. De acordo com o Centro de Estudos Afro-Orientais, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), são 1.165 terreiros cadastrados na capital, que podem ser consultados por meio do portal do CEAO na internet. Em entrevista ao G1, Maurício Reis, Asogbá do Terreiro Ile Axé Oyá Tolá, que fica em Candeias, na região metropolitana de Salvador, destaca algumas dicas para frequentar um terreiro de candomblé.

"A orientação necessária para conhecer um espaço sagrado de terreiro de candomblé é a utilização de roupas adequadas a um espaço religioso, evitar roupas na cor preta", orienta. Ele diz também que não há um dia específico para a visitação.

"As portas estão sempre abertas aos visitantes que queiram conhecer a sua histórica, cultura, o pertencimento de um povo que contribuiu para a formação da sociedade brasileira. No entanto, é importante que comunique com antecedência à liderança religiosa a data da visita para que possa ser bem acolhido", alerta. O frequentador também deve evitar uso de bebida alcoólica e roupas curtas.

Ainda segundo Maurício Reis, o que o visitante irá encontrar em um terreiro de candomblé é a manutenção do que é mais sagrado, a preservação da natureza, o respeito ao próximo e o compromisso com a religião. "Todas as pessoas são bem-vindas em um terreiro, independentemente da religião, raça, etnia, orientação sexual, partido político, desde que respeitem esse espaço como sagrado.

Para encerrar a série de matérias do Novembro Negro, o G1 listou alguns terreiros em Salvador e região metropolitana. Confira abaixo:

Terreiro do Gantois fica no bairro da Federação, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro do Gantois fica no bairro da Federação, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)

Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê (Terreiro do Gantois)
Endereço: Alto do Gantois, 33, Federação
Telefone: (71) 3331-9231

Terreiro de Pai Balbino fica em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador (Foto: Alex Ferreira/Arquivo pessoal)
 
Terreiro de Pai Balbino fica em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador (Foto: Alex Ferreira/Arquivo pessoal)

Ilê Axé Opô Aganjú
Endereço: Rua Sakete 32 (nome dado em homenagem a uma cidade em Benin), Alto da Vila Praiana, Lauro de Freitas
Telefone: (71) 3378-2972

Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá fica no bairro do Cabula (Foto: Reprodução/TV Bahia)
 
Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá fica no bairro do Cabula (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Ilê Axé Opó Afonjá (Terreiro de Mãe Stella)
Endereço: Rua Direta de São Gonçalo do Retiro, 557, Cabula
Telefone: (71) 3384-5229

Terreiro da Casa Branca é o mais antigo de Salvador (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro da Casa Branca é o mais antigo de Salvador (Foto: Egi Santana/G1)

Ilê Axé Iyá Nassô Oká (Terreiro da Casa Branca)
Endereço: Avenida Vasco da Gama, 463, Engenho Velho da Federação
Telefone: (71) 3335-3100

Terreiro em Candeias  (Foto: Andréa Montenegro/Arquivo pessoal)
 
Terreiro Ilê Axé Oyá Tolá, em Candeias (Foto: Andréa Montenegro/Arquivo pessoal)

Terreiro Ilê Axé Oyá Tolá
Endereço: Rua da Escola, Alto do Candomblé, 125, Passagem dos Teixeiras – Candeias-BA CEP. 43.800-994 (Referencia: Entrada, após o pedágio de Simões Filho, sentido Feira de Santana)
Telefone: (71) 3607-1087
Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Terreiro fica no bairro do Curuzu, em Salvador (Foto: Thamires Tavares/ Divulgação)
 
Terreiro fica no bairro do Curuzu, em Salvador (Foto: Thamires Tavares/ Divulgação)

Terreiro Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe
Endereço: Rua do Curuzu, 222, Bairro da Liberdade
Site: http://terreirovodunzo.wixsite.com/savalu

Terreiro de Alaketu fica no bairro de Brotas, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro de Alaketu fica no bairro de Brotas, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)

Ilê Maroiá Lájié (Terreiro de Alaketu ou Olga de Alaketu)
Endereço: Rua Luis Anselmo 67 – Matatu de Brotas
Telefone: ( 71) 3244-2285

Terreiro Casa de Oxumaré fica na Avenida Vasco da Gama, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro Casa de Oxumaré fica na Avenida Vasco da Gama, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)

Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó (Casa de Oxumaré)
Endereço: Avenida Vasco da Gama, 343, Federação
Telefone: (71) 3237-2859
Site: www.casadeoxumare.com.br

Terreiro do Bate Folha fica no bairro da Mata Escura, em Salvador (Foto: Vanessa Avelar/AECC UFBA)
 
Terreiro do Bate Folha fica no bairro da Mata Escura, em Salvador (Foto: Vanessa Avelar/AECC UFBA)

Mansu Bandu Kenkê (Terreiro do Bate Folha)
Endereço: Travessa de São Jorge 65, Mata Escura
Telefone: (71) 3261-2354

Terreiro no bairro do Curuzu (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro no bairro do Curuzu (Foto: Egi Santana/G1)

Ilê Axé Jitolú (Ilê Aiyê)
Endereço: Rua do Curuzu, 231, Liberdade
Telefone: (71) 3386-2148
Site: http://www.ileaiyeoficial.com/

  •  
Terreiro do Pilão de Prata (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro do Pilão de Prata (Foto: Egi Santana/G1)

Ilê Odô Ogê (Terreiro do Pilão de Prata)
Endereço: Estrada do Curralinho – Boca do Rio CEP: 41720-390 – Salvador – BA
Telefone: (71) 3341-9055
Site: http://www.pilaodeprata.com.br/
*Tombado pelo Ipac

 

FONTE G1

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Pastora que quebrou imagem de santa em SP sofre parada cardíaca Destaque

Após a repercussão negativa de um vídeo publicado nas redes sociais em que uma pastora de uma igreja evangélica de Botucatu, no interior de São Paulo, aparece quebrando imagens de Nossa Senhora Aparecida com um martelo, a responsável pelo ato, identificada como pastora Zélia.

A pastora sofreu uma parada cardíaca na noite de quinta-feira(12), em sua casa. Zélia foi levada as pressas para hospital municipal de Botucatu e está fora de perigo. A equipe de reportagem do Portal Atualizado conversou com a pastora por telefone.

 Segundo a própria pastora, ela conversou com anjos antes de ''voltar a terra'. ''Eu conversei com anjos, me arrependo do que fiz, tenho que respeitar e espalhar amor, essa é minha missão na terra.'' publicamente, Zélia também pediu desculpas aos católicos pelo episódio.

 

Fonte: Com informações do Portal Atualizado

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Universidade terá curso contra preconceito religioso coordenado por babalaô

Pós-graduação sobre intolerância contará docentes de vários credos


RIO — Em tempos de intolerância, a existência de um curso composto por professores de diferentes religiões, coordenado por um babalaô e sediado numa universidade católica parece estar mais próxima do sonho que da realidade. No último dia 7, no entanto, a pós-graduação lato sensu Pluralidades e Intolerância Religiosa foi aprovada por unanimidade no conselho da Universidade Católica de Petrópolis.

Com um corpo docente que inclui católicos, umbandistas, judeus, muçulmanos, protestantes e uma ex-testemunha de Jeová, o curso começará em agosto, com uma turma na universidade em Petrópolis e outra no centro de estudos Dom Vital, no Rio. Para se candidatar, é preciso ter diploma de graduação reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

— Fiz questão de ter uma equipe plural. Uma coisa é falar sobre intolerância, outra é saber lidar com ela. Não é um curso de teologia, embora abordemos diversas religiões. É uma mensagem contra intolerância. Há aqueles que não querem o diálogo, mas há um setor amplo que quer — analisa o babalaô Ivanir dos Santos, que coordenará o programa.

Embora qualquer pessoa com curso superior possa se candidatar, o programa pretende atingir, prioritariamente, professores das redes particular e pública de ensino, jornalistas e líderes religiosos. A ideia é também alcançar magistrados e outros agentes que possam trabalhar o tema de forma responsável, com habilidade para mediar conflitos e criar programas sobre o assunto.

— Queremos formar pessoas capazes de desenvolver políticas públicas relativas à intolerância — afirma Carlos Frederico da Silveira, presidente do Centro Dom Vital e diretor do Centro de Teologia da Universidade Católica de Petrópolis. — Precisamos potencializar nossa capacidade de entender o outro e promover a liberdade de culto e a não agressão. Juízes, advogados e professores estão frequentemente envolvidos em problemas relacionados à intolerância. As manifestações da umbanda e do candomblé muitas vezes são violentadas. As pessoas precisam entender e respeitar os diversos credos.

UTILIDADE NAS SALAS DE AULA

Professora da educação básica, Lucimar Santos, que também faz parte do corpo docente do novo curso, conta que frequentemente os professores são confrontados com questões delicadas em sala de aula, evidenciando a necessidade de uma formação específica.

— Trabalho em algumas prefeituras com crianças do 6º ao 9º ano, e a intolerância é uma questão enfrentada diariamente. Muitos docentes deixam de dar a aula completa de cultura brasileira pela resistência de alunos e pais a aspectos culturais africanos, por remetê-los a outra religião — diz Lucimar, que é ex-testemunha de Jeová. — A banca do novo curso é bastante plural e jovem. Há pessoas ligadas ao feminismo, ao antirracismo. Na verdade, considero este um programa sobre intolerâncias diversas, ele não está voltado apenas para o público religioso.

Os alunos passarão por três módulos. O primeiro será dedicado a fundamentação e contextualização; o segundo, a intolerância, história e cultura; e o terceiro terá discussões sobre religião e sociedade. Entre as disciplinas estão Cultura Europeia, Cultura Africana, Sociologia e Antropologia da Religião.

Embora tenha nascido com o objetivo de promover a pluralidade e o respeito às diferentes religiões, o próprio curso foi alvo de preconceito em sua gênese. Ivanir dos Santos conta que foi procurado inicialmente por membros de uma universidade protestante para que construísse o curso. No entanto, o projeto precisou ser submetido a um líder religioso e, desde então, há mais de um ano, está engavetado na instituição. Diante disso, o babalaô optou por sugerir o projeto para uma universidade católica.

— Felizmente, vamos conseguir realizá-lo em outra instituição. O curso é um marco, sobretudo por acontecer neste momento de tanta intolerância e desrespeito, e ser sediado numa universidade com aspectos confessionais — acredita.

O diretor do Centro de Teologia da Universidade Católica de Petrópolis conta que, embora a proposta tenha gerado surpresa, ela foi muito bem aceita pela instituição desde o início:

— Já estávamos fazendo um diálogo inter-religioso há algum tempo. É cada vez mais importante que as religiões se unam para testemunhar que a fé também ajuda a promover a convivência social e a paz. As pessoas veem a religião como algo agressivo, mas é o contrário.

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Umbandista denuncia perseguição e intolerância religiosa, em Outeiro

Uma moradora do distrito de Outeiro, em Belém, relatou ao DOL que vem sofrendo constantes ameaças de um vizinho por questões religiosas.

Patrícia Mendes alega que o vizinho ameaça processá-la, e que pretende fazer um abaixo assinado para que seja retirada de sua casa.

"Isto é intolerância religiosa", denuncia Patrícia Mendes. "Ele não respeita e faz constantes ameaças. Já registrei Boletim de Ocorrência e espero que façam algo, pois tenho minha casa, meu terreiro e não perturbo ninguém.”

Patrícia também gravou um vídeo relatando a situação, onde afirma que este vizinho disse que ela representa um risco para a sociedade. “A Justiça agora vai escutar as duas partes e isso não pode ficar impune. Esse homem precisa aprender a respeitar ao próximo", finalizou.

Vizinho deve prestar esclarecimentos

O DOL entrou em contato com a Polícia Civil, que confirmou que o caso foi registrado e está sendo investigado pela Delegacia de Combate aos Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH).

A polícia disse ainda que o acusado já foi intimado e deverá comparaecer à delegacia nesta quinta-feira (13) para prestar os devidos esclarecimentos sobre o caso.

Intolerância aos 11 anos de idade

Em 2015, uma criança de apenas 11 anos de idade foi apedrejada, no Rio de Janeiro, por populares por andar na rua usando um turbante, acompanhada de um grupo de religiosos.

A menina perdeu muito sangue e chegou a desmaiar.

O caso chocou a opinião pública e, em especial, aos umbandistas e afrodescendentes, que iniciaram uma campanha pela paz nas redes sociais.

(Foto: reprodução)

Intolerância religiosa é crime

De acordo com a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, "serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional".

A pena para este tipo de crime é de reclusão de um a três anos e multa.

(DOL)

 

FONTE: DIÁRIO ON LINE DO PARÁ

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Terreiro Vodun Zo Kwe é tombado pelo município Destaque

Terreiro Vodun Zo Kwe é tombado pelo município

 

"O Rio nasça onde nascer, todo ele vai para o mar, somos todos iguais", esta foi a frase com que o sacerdote Doté Amilton  marcou, nesta sexta-feira, 15,  a cerimônia de tombamento do Terreiro Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe, no Curuzu, bairro da Liberdade.

"O tombamento visa preservar não só o espaço físico, mas também todo o legado cultural e a tradição, e aqui também tem a questão ecológica", disse o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro.

O terreiro, localizado na rua Direita do Curuzu, é conhecido como mancha verde, pois a região possui a única área verde preservada do bairro com  maior população  negra da cidade.

Durante a cerimônia, Doté Amilton destacou os 30 anos de projetos sociais desenvolvidos no local, com  o ensino de capoeira para crianças da comunidade.

"Muitas crianças carentes  cresceram e foram para a Europa e levaram o que aprenderam aqui", disse,  emocionado com o reconhecimento do trabalho que tira jovens de situação de risco. O sacerdote renunciou à própria residência para montar uma biblioteca.

O ato desta sexta representou a primeira ação municipal da capital com base na Lei de Preservação do Patrimônio Cultural do Município (8.550/2014), de autoria do vereador Léo Prates (DEM). A ação foi executada pelo setor de patrimônio do município, criado neste ano, sob a responsabilidade da Fundação Gregório de Mattos (FGM).

"Essa lei chegou com muito atraso para uma cidade com imenso patrimônio histórico. Os tombamentos são feitos a partir da demanda da sociedade civil. Não é uma escolha da fundação, eles nos procuram e fazem a solicitação. Uma comissão de técnicos avalia. Já temos uma lista grande que inclui, por exemplo, a pedra de Xangô, em Cajazeiras. Mas, até agora, o Vodun Zo foi o único terreiro que fez o pedido para tombamento na cidade de Salvador", explicou o gestor da FGM.

"É um ato de reconhecimento da ancestralidade, da cultura e religião africana, que fazem parte da formação do nosso ser. A religião e a fé de cada um têm que ser respeitadas", disse o prefeito ACM Neto, que assinou a certidão oficial de tombamento e prometeu uma creche-escola para o local, reivindicada pelo terreiro.

O encerramento do ato contou com performance da Banda Aiyê, do bloco afro Ilê Aiyê.

Raridade

De 12 mil m² de área, restaram  ao terreiro apenas 2 mil m². Ao longo de 40 anos em  que o sacerdote está no local, houve invasões com derrubada de árvores, depredação da fonte, problemas com especulação imobiliária e dificuldade de manutenção das instalações - motivos que foram elencados no ofício para formalizar o pedido de tombamento protocolado e documentado pela Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro Ameríndia (AFA).

"Temos aqui uma raridade de culto, que não há em nenhum outro local. Tínhamos que tomar alguma atitude drástica para proteger esse espaço vivo de memória", pontuou Leonel Monteiro, presidente da AFA.

Como único da nação Jeje Savalu, o Vodun Zo  preserva os ritos originais da linhagem, bem como o dialeto africano ewe-fon, nos cânticos, rezas e no cotidiano da comunidade do Curuzu, no bairro da Liberdade.

Fonte:

http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1739656-terreiro-vodun-zo-kwe-e-tombado-pelo-municipio

Por: Yuri Pastori

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Hoje Falece em São Paulo Bàbálòrísá Kaobakesi

É com profundo pesar e tristeza que comunicamos o falecimento da Bàbálòrísá Kaobakesi de Sango,  líder do Terreiro  Ilê Alaketu Ijoba Asé Ayrá. Kaobakesi foi o primeiro filho a tomar obrigação com Baba Pecê, tornando-se seu  o primogênito espiritual.

A partida de Pai Kaobakesi  é uma significante perda para o candomblé paulistano e nacional. Rogamos que seja recebida por nossos ancestrais e com eles permaneça, fortalecendo assim a espiritualidade do povo de santo do Brasil. Assim como todo Babalorisa, Kaobakesi sera velado no Terreiro que liderava.

“Adahunse kobele, Yi Gbogbo A Mlo-o....” (Nem o Médico é Imortal, Um Dia Todos Se Vão)
“Se Awo Kiku, Awo Kirun,

Olorun Asé Indé

 

Velório do Tata Kaobakessy deverá acontecer a partir das 16hs na sua casa de Candomblé.
End. Rua: Saracura Sanan, nº13 - Vila nova Curuçá – Altura do nº. 4.104 da Avenida Nordestina.

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Terreiro é atingido por rojões durante baile pré-carnavalesco em Salvador

Um homem e uma mulher ficaram feridos com os estilhaços dos rojões.
Ataque foi denunciado à 12ª Delegacia Territorial, que investiga o caso.

Um terreiro de umbanda localizado no bairro de Piatã, em Salvador, foi atacado por rojões durante um baile pré-carnavalesco na noite de sábado (11). Um homem e uma mulher ficaram feridos com os estilhaços dos rojões e foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itapuã e liberadas após atendimento.

Uma outra pessoa também chegou a ser atingida pelos fogos, mas não precisou de atendimento médico. O ataque foi denunciado à 12ª Delegacia Territorial, que investiga o caso. Até o fechamento desta reportagem ninguém havia sido preso.

Ferido em ataque a centro de umbanda na Bahia (Foto: Reprodução/ TV Bahia)
 
Feridos receberam atendimento médico na UPA
de Itapuã (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

Cerca de 150 pessoas participavam da festa, que acontecia no Centro de Umbanda Oxum Apará. Os irmãos Macedo e a cantora Anna Mametto se apresentavam no local no momento do ocorrido.

Segundo testemunhas, os rojões foram lançados de um imóvel vizinho ao terreiro. A Polícia Militar foi acionada e esteve no local, mas nenhum suspeito de participar da ação contra o centro foi localizada. A fewsta não foi interrompida, mas os participantes ficaram assustados com o ocorrido, informou ao G1 uma representante do terreiro

O Centro de Umbanda Oxum Apará tem 46 anos e foi fundado por mãe Hebe Macedo. Líder religiosa do terreiro, hoje, mãe Taiane Macedo disse que quer punição aos responsáveis pelo ataque. Ela afirmou que essa não foi a primeira vez que o local foi alvo de ações desse tipo.

Irmãos Macedo cantavam na festa quando rojões foram jogados no terreiro de umbanda, bahia (Foto: Reprodução/ TV Bahia)
 
Irmãos Macedo cantavam na festa quando rojões foram jogados no terreiro de umbanda (Foto: Reprodução/ TV Bahia)
 
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Líderes de candomblé usam fé para superar ataques e defendem tolerância

Casos de intolerância religiosa, como a queima de imagens e ataques em terreiros, demonstram ignorância sobre a religião, dizem integrantes do candomblé.

No dia 5 de agosto de 2015, Regiane recebeu a ligação da uma vizinha, avisando que homens encapuzados entraram em sua casa e quebraram algumas de suas vasilhas. Regiane se desesperou. Não eram apenas vasilhas. A brasiliense é yalorixá, chefe de terreiro de candomblé, e as vasilhas quebradas na verdade eram os igbás, peças de cerâmicas de uso sagrado para a religião. Foi um ato de intolerância religiosa.

"Estava tudo quebrado. O quarto de Oxalá todo quebrado, as portas arrombadas, e se aproveitaram disso para saquear o barracão. Foi um ato de vandalismo muito grande, um 'sai daqui, vocês são bichos, vocês são monstros'. Porque essa é a sensação que você tem, que a sua fé não vale de nada", lamenta a sacerdotisa.

O terreiro Asè Queiroz, na época em Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, sofreu também com o fogo um mês após quebrarem seus pertences. Enquanto Regiane e o marido, o babalorixá Babazinho, vendiam acarajé em Brasília, outra ligação veio para reportar que o terreiro estava incendiado. Com isso, ela e o marido resolveram se mudar de vez. Hoje, estão reconstruindo o terreiro em Cidade Ocidental.

"É melhor um covarde vivo do que um valente morto, não é? Fiquei com medo de por a minha vida e a dos outros em risco. Somos 69 pessoas aqui. Depois do que aconteceu, conseguimos fazer uma festa e arrecadar fundos para comprar essa chácara. Vendi tudo que eu tinha para comprar material e começar a subir a construção", conta Babazinho.

Nenhum deles sabe explicar muito bem o porquê dos ataques, mas os dois concordam que o preconceito sofrido pelo candomblé, e outras religiões de matriz africana, vem da falta de conhecimento.

"Nossa religião é de muita ajuda. A gente não pergunta quem você é, se tem diploma. Você chegou precisando, a gente ajuda, seja espiritualmente ou até dando cesta básica, ajudando com a passagem. As pessoas pensam que é coisa do demônio, não tem nada a ver com isso. Os orixás são a natureza. Nem existe a figura do demônio no candomblé", explica Babazinho.

O babalorixá acha que falta respeito por parte de muitas pessoas que tem uma imagem errada do candomblé. "Acho que o respeito tem que acontecer independente de religião. Eu posso ir na igreja evangélica e na católica e respeitar o espaço deles, mas eles tem a obrigatoriedade de respeitar o nosso também".

O que leva Regiane e Babazinho seguirem em frente e construir outro terreiro é a fé. "Eu confio demais em Orixá. Se fosse para fazer de novo, eu faço. Tem muitas pessoas aqui que vem buscar acolhimento e sou muito feliz e muito grata. Por isso essa força de continuar, porque eles acreditam na gente", diz.

Ataques a imagens

Outra situação de intolerância religiosa é o ataque constante às imagens de orixás na Praça dos Orixás, em Brasilia, também conhecida como Prainha. Várias imagens tiveram os dedos cortados, seus acessórios arrancados, e até mesmo a cabeça da imagem de Iemanjá já foi arrancada.

Recentemente, a imagem de Oxalá foi queimada e completamente destruída. O ogan Luiz Alves explica que a pessoa provavelmente conhecia os orixás e que o caso é indiscutivelmente um dos muitos de intolerância religiosa.

"Oxalá é muito importante, é a maior figura dos orixás. Se fôssemos comparar, Oxalá seria Jesus Cristo. Imagina alguém entrando em uma igreja cristã e queimando a imagem de Jesus?", questiona.

Para o ogan, a falta de respeito tem também caráter racial. "Essa religião veio junto com os navios negreiros. Tudo que era relacionado aos negros era considerado ruim e é claro que a religião também sofre do mesmo problema", conta.

Ele considera que os atos de desrespeito acontecem não só de forma física, ao colocar fogo em uma imagem, mas em várias formas no dia a dia. "Acho que quem faz isso está doente espiritualmente. Eu sugeriria para essa pessoa procurar ajuda, seja na religião dele ou em outras. É preciso desarmar o coração e amar mais, sem dogmas e independentemente de viés religioso".

Fonte: Portal Brasil

 

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Tia de menina apedrejada no Rio diz que agressores 'acham que são Deus' Destaque

Iara Jandeiro é candomblecista. Ela é tia de uma menina de 11 anos e testemunha da agressão sofrida pela criança, atingida por uma pedrada no domingo (14), quando saía de um culto religioso. Os autores, segundo ela, seriam dois jovens que aparentam ter 20 anos. Apesar de adepta da religião afro-brasileira, Iara faz alusão a uma frase comum aos católicos para pregar a paz entre os crentes de várias matizes.

"'Amai-vos uns aos outros, como vos amei', está escrito na Bíblia. Eles (os agressores) acham que são Deus, que o Deus deles é melhor que o nosso. Cada um tem sua religião, independente de ser budista, cristão, católico, candomblecista, judeu. Cada um tem que respeitar a religião do próximo. Não somos deus para julgar", diz a autônoma.

O caso foi registrado como lesão corporal e no artigo 20, da Lei 7716 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional) na 38º DP (Irajá).

De acordo com a unidade policial, parentes prestaram depoimento. A menor de 11 anos foi ouvida e encaminhada a exame de corpo de delito. Os agentes realizam diligências para localizar imagens e testemunhas que possam auxiliar na identificação da autoria do crime.

Fonte:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/06/acham-que-sao-deus-diz-tia-de-menina-apedrejada-apos-culto-no-rio.html

Gabriel BarreiraDo G1 Rio

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