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Notícias (81)

Notícias e atualizades das Religiões Afro-Brasileiras

Vândalos depredam centro de candomblé Destaque

Vândalos depredaram um centro de umbanda e candomblé na Vila Toninho na tarde desta quinta-feira, 16, em Rio Preto. Eles quebraram ofertas e objetos utilizados nos rituais religiosos.

De acordo com uma das responsáveis pelo centro Caboclo Sete Flechas, criminosos arrombaram as portas do local, invadiram diversas salas e destruíram objetos. Depois, fugiram levando apenas um botijão de gás. “Mas não entraram para roubar. Entraram para fazer maldade”, disse a mãe de santo Sônia Medeiros.

Segundo ela, o centro funciona no local há 22 anos e nunca houve nenhuma situação parecida. “Estamos muito abalados com o que aconteceu. Nunca incomodamos ninguém”, afirma a mãe de santo, que atribui o ataque à intolerância religiosa.

A tesoureira do local disse que ainda não contabilizou o prejuízo material. “Mas isso não é o que conta. O maior prejuízo que tivemos aqui foi o espiritual”, afirmou Edvânia Ferreira.

Segundo ela, os praticantes da religião são, com frequência, alvos de preconceito. “Só queria que as pessoas se conscientizassem que cada um tem sua fé. Basta respeitar”, disse.

A Polícia Militar esteve no local e orientou os responsáveis pelo centro a procurarem a delegacia mais próxima nesta sexta-feira, 17. O crime pode ser registrado como dano ao patrimônio e, comprovada a motivação por preconceito, os suspeitos, se forem identificados, podem responder por intolerância religiosa, que prevê pena de dois a cinco anos de prisão.

 

FONTE: DIÁRIO DA REGIÃO SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

 

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Lista terreiros de candomblé na BA e dicas para frequentar templos Destaque

Asogbá do Terreiro Ile Axé Oyá Tolá indica como visitar espaços sagrados.
Existem 1.165 terreiros cadastrados em Salvador por centro de estudos.

 

O mistério e a curiosidade que envolvem o candomblé, religião brasileira de matriz africana que resiste no país, torna os espaços sagrados pontos culturais em Salvador e região metropolitana. De acordo com o Centro de Estudos Afro-Orientais, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), são 1.165 terreiros cadastrados na capital, que podem ser consultados por meio do portal do CEAO na internet. Em entrevista ao G1, Maurício Reis, Asogbá do Terreiro Ile Axé Oyá Tolá, que fica em Candeias, na região metropolitana de Salvador, destaca algumas dicas para frequentar um terreiro de candomblé.

"A orientação necessária para conhecer um espaço sagrado de terreiro de candomblé é a utilização de roupas adequadas a um espaço religioso, evitar roupas na cor preta", orienta. Ele diz também que não há um dia específico para a visitação.

"As portas estão sempre abertas aos visitantes que queiram conhecer a sua histórica, cultura, o pertencimento de um povo que contribuiu para a formação da sociedade brasileira. No entanto, é importante que comunique com antecedência à liderança religiosa a data da visita para que possa ser bem acolhido", alerta. O frequentador também deve evitar uso de bebida alcoólica e roupas curtas.

Ainda segundo Maurício Reis, o que o visitante irá encontrar em um terreiro de candomblé é a manutenção do que é mais sagrado, a preservação da natureza, o respeito ao próximo e o compromisso com a religião. "Todas as pessoas são bem-vindas em um terreiro, independentemente da religião, raça, etnia, orientação sexual, partido político, desde que respeitem esse espaço como sagrado.

Para encerrar a série de matérias do Novembro Negro, o G1 listou alguns terreiros em Salvador e região metropolitana. Confira abaixo:

Terreiro do Gantois fica no bairro da Federação, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro do Gantois fica no bairro da Federação, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)

Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê (Terreiro do Gantois)
Endereço: Alto do Gantois, 33, Federação
Telefone: (71) 3331-9231

Terreiro de Pai Balbino fica em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador (Foto: Alex Ferreira/Arquivo pessoal)
 
Terreiro de Pai Balbino fica em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador (Foto: Alex Ferreira/Arquivo pessoal)

Ilê Axé Opô Aganjú
Endereço: Rua Sakete 32 (nome dado em homenagem a uma cidade em Benin), Alto da Vila Praiana, Lauro de Freitas
Telefone: (71) 3378-2972

Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá fica no bairro do Cabula (Foto: Reprodução/TV Bahia)
 
Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá fica no bairro do Cabula (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Ilê Axé Opó Afonjá (Terreiro de Mãe Stella)
Endereço: Rua Direta de São Gonçalo do Retiro, 557, Cabula
Telefone: (71) 3384-5229

Terreiro da Casa Branca é o mais antigo de Salvador (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro da Casa Branca é o mais antigo de Salvador (Foto: Egi Santana/G1)

Ilê Axé Iyá Nassô Oká (Terreiro da Casa Branca)
Endereço: Avenida Vasco da Gama, 463, Engenho Velho da Federação
Telefone: (71) 3335-3100

Terreiro em Candeias  (Foto: Andréa Montenegro/Arquivo pessoal)
 
Terreiro Ilê Axé Oyá Tolá, em Candeias (Foto: Andréa Montenegro/Arquivo pessoal)

Terreiro Ilê Axé Oyá Tolá
Endereço: Rua da Escola, Alto do Candomblé, 125, Passagem dos Teixeiras – Candeias-BA CEP. 43.800-994 (Referencia: Entrada, após o pedágio de Simões Filho, sentido Feira de Santana)
Telefone: (71) 3607-1087
Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Terreiro fica no bairro do Curuzu, em Salvador (Foto: Thamires Tavares/ Divulgação)
 
Terreiro fica no bairro do Curuzu, em Salvador (Foto: Thamires Tavares/ Divulgação)

Terreiro Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe
Endereço: Rua do Curuzu, 222, Bairro da Liberdade
Site: http://terreirovodunzo.wixsite.com/savalu

Terreiro de Alaketu fica no bairro de Brotas, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro de Alaketu fica no bairro de Brotas, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)

Ilê Maroiá Lájié (Terreiro de Alaketu ou Olga de Alaketu)
Endereço: Rua Luis Anselmo 67 – Matatu de Brotas
Telefone: ( 71) 3244-2285

Terreiro Casa de Oxumaré fica na Avenida Vasco da Gama, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro Casa de Oxumaré fica na Avenida Vasco da Gama, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)

Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó (Casa de Oxumaré)
Endereço: Avenida Vasco da Gama, 343, Federação
Telefone: (71) 3237-2859
Site: www.casadeoxumare.com.br

Terreiro do Bate Folha fica no bairro da Mata Escura, em Salvador (Foto: Vanessa Avelar/AECC UFBA)
 
Terreiro do Bate Folha fica no bairro da Mata Escura, em Salvador (Foto: Vanessa Avelar/AECC UFBA)

Mansu Bandu Kenkê (Terreiro do Bate Folha)
Endereço: Travessa de São Jorge 65, Mata Escura
Telefone: (71) 3261-2354

Terreiro no bairro do Curuzu (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro no bairro do Curuzu (Foto: Egi Santana/G1)

Ilê Axé Jitolú (Ilê Aiyê)
Endereço: Rua do Curuzu, 231, Liberdade
Telefone: (71) 3386-2148
Site: http://www.ileaiyeoficial.com/

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Terreiro do Pilão de Prata (Foto: Egi Santana/G1)
 
Terreiro do Pilão de Prata (Foto: Egi Santana/G1)

Ilê Odô Ogê (Terreiro do Pilão de Prata)
Endereço: Estrada do Curralinho – Boca do Rio CEP: 41720-390 – Salvador – BA
Telefone: (71) 3341-9055
Site: http://www.pilaodeprata.com.br/
*Tombado pelo Ipac

 

FONTE G1

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Pastora que quebrou imagem de santa em SP sofre parada cardíaca Destaque

Após a repercussão negativa de um vídeo publicado nas redes sociais em que uma pastora de uma igreja evangélica de Botucatu, no interior de São Paulo, aparece quebrando imagens de Nossa Senhora Aparecida com um martelo, a responsável pelo ato, identificada como pastora Zélia.

A pastora sofreu uma parada cardíaca na noite de quinta-feira(12), em sua casa. Zélia foi levada as pressas para hospital municipal de Botucatu e está fora de perigo. A equipe de reportagem do Portal Atualizado conversou com a pastora por telefone.

 Segundo a própria pastora, ela conversou com anjos antes de ''voltar a terra'. ''Eu conversei com anjos, me arrependo do que fiz, tenho que respeitar e espalhar amor, essa é minha missão na terra.'' publicamente, Zélia também pediu desculpas aos católicos pelo episódio.

 

Fonte: Com informações do Portal Atualizado

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Terreiro Vodun Zo Kwe é tombado pelo município Destaque

Terreiro Vodun Zo Kwe é tombado pelo município

 

"O Rio nasça onde nascer, todo ele vai para o mar, somos todos iguais", esta foi a frase com que o sacerdote Doté Amilton  marcou, nesta sexta-feira, 15,  a cerimônia de tombamento do Terreiro Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe, no Curuzu, bairro da Liberdade.

"O tombamento visa preservar não só o espaço físico, mas também todo o legado cultural e a tradição, e aqui também tem a questão ecológica", disse o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro.

O terreiro, localizado na rua Direita do Curuzu, é conhecido como mancha verde, pois a região possui a única área verde preservada do bairro com  maior população  negra da cidade.

Durante a cerimônia, Doté Amilton destacou os 30 anos de projetos sociais desenvolvidos no local, com  o ensino de capoeira para crianças da comunidade.

"Muitas crianças carentes  cresceram e foram para a Europa e levaram o que aprenderam aqui", disse,  emocionado com o reconhecimento do trabalho que tira jovens de situação de risco. O sacerdote renunciou à própria residência para montar uma biblioteca.

O ato desta sexta representou a primeira ação municipal da capital com base na Lei de Preservação do Patrimônio Cultural do Município (8.550/2014), de autoria do vereador Léo Prates (DEM). A ação foi executada pelo setor de patrimônio do município, criado neste ano, sob a responsabilidade da Fundação Gregório de Mattos (FGM).

"Essa lei chegou com muito atraso para uma cidade com imenso patrimônio histórico. Os tombamentos são feitos a partir da demanda da sociedade civil. Não é uma escolha da fundação, eles nos procuram e fazem a solicitação. Uma comissão de técnicos avalia. Já temos uma lista grande que inclui, por exemplo, a pedra de Xangô, em Cajazeiras. Mas, até agora, o Vodun Zo foi o único terreiro que fez o pedido para tombamento na cidade de Salvador", explicou o gestor da FGM.

"É um ato de reconhecimento da ancestralidade, da cultura e religião africana, que fazem parte da formação do nosso ser. A religião e a fé de cada um têm que ser respeitadas", disse o prefeito ACM Neto, que assinou a certidão oficial de tombamento e prometeu uma creche-escola para o local, reivindicada pelo terreiro.

O encerramento do ato contou com performance da Banda Aiyê, do bloco afro Ilê Aiyê.

Raridade

De 12 mil m² de área, restaram  ao terreiro apenas 2 mil m². Ao longo de 40 anos em  que o sacerdote está no local, houve invasões com derrubada de árvores, depredação da fonte, problemas com especulação imobiliária e dificuldade de manutenção das instalações - motivos que foram elencados no ofício para formalizar o pedido de tombamento protocolado e documentado pela Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro Ameríndia (AFA).

"Temos aqui uma raridade de culto, que não há em nenhum outro local. Tínhamos que tomar alguma atitude drástica para proteger esse espaço vivo de memória", pontuou Leonel Monteiro, presidente da AFA.

Como único da nação Jeje Savalu, o Vodun Zo  preserva os ritos originais da linhagem, bem como o dialeto africano ewe-fon, nos cânticos, rezas e no cotidiano da comunidade do Curuzu, no bairro da Liberdade.

Fonte:

http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1739656-terreiro-vodun-zo-kwe-e-tombado-pelo-municipio

Por: Yuri Pastori

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Criança vítima de intolerância religiosa Destaque

A agressão a uma criança de 11 anos no último domingo domingo (14), atingida por uma pedrada quando voltava de um ritual de candomblé, expõe um problema que é mais comum no Rio de Janeiro do que em outros estados do país, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos (SDH): a intolerância religiosa.

Um levantamento feito pelo G1 com números de 2014 do Disque 100, que recebe telefonemas anônimos sobre vários tipos de violência (da doméstica à homofobia), mostra que o estado liderou naquele ano o registro de denúncias relacionadas à religião em todas as faixas etárias. Além disso, entre 2011 e 2014, o Rio foi a unidade da federação com maior número de discriminação religiosa contra crianças e adolescentes.

Durante esses quatro anos, foram 16 denúncias de intolerância religiosa contra os jovens. O segundo estado com maior número de casos nesta faixa etária é São Paulo, com 11. Em terceiro, aparecem Bahia e Ceará, com menos da metade das denúncias do Rio: sete.

Os dados do Disque 100 vão somente até 2014 – já que são divulgados somente ao final do ano em curso. Naquele ano, o Rio também ficou à frente no ranking geral. Entre todas as idades, foram 39 denúncias. O registro é o maior em números absolutos, mas também é o maior na proporção de denúncias por 100 mil habitantes: 0,24. A inglória primeira colocação foi alcançada após um aumento considerável de casos no estado. De 2011 para 2012, saltou 500%; e de 2012 a 2013, 116,67%.

No ano seguinte, os registros ficaram estáveis no estado e diminuíram em São Paulo – até então o estado com mais casos de discriminação religiosa. Com isso, o Rio acabou passando à frente.

Segundo a pesquisa, a maior incidência de registros ocorre entre vizinhos. No entanto, não são raros os casos entre pai, mãe, familiares próximos e até mesmo professores e diretores de colégio. Outro dado curioso mostra que, muitas vezes, a discriminação acontece na casa da vítima. A rua, como foi o caso da jovem de 11 anos do último domingo, fica em segundo lugar.

'Fecho o olho e vejo tudo de novo'
A marca da violência está na cabeça de Kailane Campos, que é candomblecista e foi apedrejada na saída de um culto, na Vila da Penha, Subúrbio do Rio, no último domingo (14). 

“Achei que ia morrer. Eu sei que vai ser difícil. Toda vez que eu fecho o olho eu vejo tudo de novo. Isso vai ser difícil de tirar da memória”, disse nesta terça-feira (16) a menina de 11 anos.

Na delegacia 38ª DP (Brás de Pina), o caso foi registrado como preconceito de raça, cor, etnia ou religião e também como lesão corporal, provocada por pedrada. Os agressores fugiram em um ônibus que passava pela Avenida Meriti, no mesmo bairro. A polícia, agora, busca imagens das câmeras de segurança do veículo para tentar identificar os dois homens.

A avó da criança lançou uma campanha na internet e tirou fotos segurando um cartaz com as frases: “Eu visto branco, branco da paz. Sou do candomblé, e você?”. A campanha recebeu o apoio de amigos e pessoas que defendem a liberdade religiosa. Uma delas escreveu: “Mãe Kátia, estamos juntos nessa”.

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/06/rj-lidera-denuncias-de-discriminacao-religiosa-contra-criancas-16-em-4-anos.html

 

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Tia de menina apedrejada no Rio diz que agressores 'acham que são Deus' Destaque

Iara Jandeiro é candomblecista. Ela é tia de uma menina de 11 anos e testemunha da agressão sofrida pela criança, atingida por uma pedrada no domingo (14), quando saía de um culto religioso. Os autores, segundo ela, seriam dois jovens que aparentam ter 20 anos. Apesar de adepta da religião afro-brasileira, Iara faz alusão a uma frase comum aos católicos para pregar a paz entre os crentes de várias matizes.

"'Amai-vos uns aos outros, como vos amei', está escrito na Bíblia. Eles (os agressores) acham que são Deus, que o Deus deles é melhor que o nosso. Cada um tem sua religião, independente de ser budista, cristão, católico, candomblecista, judeu. Cada um tem que respeitar a religião do próximo. Não somos deus para julgar", diz a autônoma.

O caso foi registrado como lesão corporal e no artigo 20, da Lei 7716 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional) na 38º DP (Irajá).

De acordo com a unidade policial, parentes prestaram depoimento. A menor de 11 anos foi ouvida e encaminhada a exame de corpo de delito. Os agentes realizam diligências para localizar imagens e testemunhas que possam auxiliar na identificação da autoria do crime.

Fonte:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/06/acham-que-sao-deus-diz-tia-de-menina-apedrejada-apos-culto-no-rio.html

Gabriel BarreiraDo G1 Rio

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42 Anos da Liberdade do Candomblé da Bahia

No ano de 1976 o ex-presidente Getúlio Vargas já havia cometido suicídio, mas décadas antes tinha editado o Decreto-Lei 1.202, no qual ficava proibido o embargo sobre o exercício da religião do candomblé no Brasil. A partir da edição deste decreto-lei, cultuar os Òrìsà deixou, ou deveria ter deixado, de ser considerada atividade criminosa.
Mas, infelizmente no estado da Bahia a repressão e intolerância ao candomblé continuaram e para realizar as cerimônias religiosas os terreiros precisavam pedir autorização e requerer um alvará de funcionamento na Delegacia de Jogos e Costumes, pagando taxas impostas para expedição deste documento.
Foi somente em 15 de janeiro de 1976 que Roberto Santos, governador da Bahia a época, aboliu a necessidade de os terreiros pedirem autorização à polícia e pagarem uma taxa para tocar.
Pois até a segunda metade do século XX, o Candomblé ainda era caso de polícia na Bahia. Os anos de maior intensidade das batidas policiais aos terreiros foram entre 1920 e 1930. Sendo exigida, inclusive, uma licença para “bater” Candomblé. Licença essa que era emitida pela Delegacia Estadual de Crimes contra os Costumes, Jogos e Diversões Públicas, extinta em 2002.
À época o delegado Pedro de Azevedo Gordilho, mais conhecido como Pedrito, era o agente público que o povo de candomblé mais temia.
Pedrito costumava invadir os terreiros, interromper as atividades litúrgicas, prender pessoas e confiscar objetos sagrados dos terreiros. Importante relembrar que os filhos de Santo do terreiro autuado ainda eram obrigados a carregar os seus atabaques na cabeça e caminhar até a delegacia.
Ainda hoje ao se fazer breve pesquisa no Arquivo Público da Bahia, podem ser encontrados diversos processos criminais que comprovam tais violências e apreensão das peças sagradas, sendo que algumas delas estão no Museu Afro Brasileiro por luta e força do movimento negro e algumas outras foram devolvidas as Casas descendentes, como é o caso da cadeira de Jubiabá devolvida ao Terreiro de Táta Anselmo no ano passado.
Foi a Lei Estadual 25.095, de 15 de janeiro de 1976, decretada pelo então governador da Bahia, Roberto Santos, o marco regulatório que, de fato, liberou os terreiros de terem que pedir a licença policial para praticar a sua liturgia.
FONTE CEN Brasil
Editado por Portal Afroxé.
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Terreiro Pega Fogo e Quarto com Santos Fica Intacto

Um incêndio destruiu uma casa que ficava no mesmo terreno em que um terreiro de umbanda e candomblé, na tarde desta segunda-feira (25), em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O local teria queimado por completo, mas, por incrível que pareça, a única parte que ficou intacta foi o quarto em que estavam guardados os santos dos orixás.

O incêndio começou por volta das 13h, na Rua Floresta, bairro Ouro Fino. “Eu estava em casa sozinha, fiz almoço e saí para ajeitar as coisas do lado de fora da casa. Nisso ouvi uns estalos e vi que o quarto da minha filha estava pegando fogo”, contou Célia Maria Carneiro.

Foto: Gerson Klaina.
Foto: Gerson Klaina.

A mulher contou que tentou correr e apagar o fogo, mas não deu tempo. “Foi muito rápido. Parece coisa de outro mundo. Não deu tempo de fazer nada e o fogo já tinha tomado a casa toda”.

Os bombeiros chegaram e precisaram agir de uma forma rápida para evitar que o incêndio atingisse as casas vizinhas. “O fogo estava muito alto mesmo. Tentamos salvar o que conseguimos, mas a parte residencial do terreno queimou por completo”, explicou o tenente Hunzicker.

Depois que os bombeiros liberaram para que a família entrasse no terreno, que pertence à filha de Célia, os moradores se surpreenderam com o que viram. “A única parte da casa que ficou intacta é o quarto de Exu. Os santos não se queimaram, a cadeira que usamos não sofreu nada. Isso é a resposta que precisávamos para termos força de seguir em frente”, disse Allan Roberto da Cunha, 21 anos, neto da mulher e filho da dona do local.

Segundo o rapaz, a família sofre o mesmo preconceito que pessoas de outras religiões não tão conhecidas vem sofrendo no país. “As pessoas costumam duvidar da nossa fé ou nos apontar os dedos como se estivéssemos errados, mas nossos orixás estão vivos e nos mostraram isso”, desabafou.

 

Suspeita de crime

Allan foi categórico em dizer que não acredita que o incêndio tenha sido um acidente. “Não tenho dúvidas de que foi criminoso. Isso tudo por preconceito. Já tínhamos sofrido um ataque antes, mas percebemos em tempo e não aconteceu nada”, contou.

Foto: Gerson Klaina.

Foto: Gerson Klaina.

Para o rapaz, se houvesse pelo menos respeito às diferenças, nada disso teria acontecido. “Sofremos opressão por causa da nossa religião, por termos natureza africana. Mas isso não vai fazer a gente desistir. Vamos seguir em frente e reerguer tudo isso”.

O tenente do Corpo de Bombeiros explicou que somente a perícia do Instituto de Criminalística vai poder apontar o que aconteceu. “Encontramos várias velas nos cômodos da casa, mas nos disseram que no quarto que começou o incêndio não tinha vela. Agora cabe à polícia apurar isso”, comentou Hunzicker.

Ajuda bem-vinda

Célia disse que não vai desistir e que pretende se reerguer. “Conto com a ajuda de quem quiser nos ajudar, com qualquer coisa. Sabemos que não vai ser fácil, mas não vamos desistir”. O telefone para contato é o (41) 99788-0863.

 

Fonte: http://www.tribunapr.com.br/cacadores-de-noticias/sao-jose-dos-pinhais/terreiro-de-umbanda-pega-fogo-e-quarto-com-santos-fica-intacto/?utm_source=facebook&utm_medium=midia-social&utm_campaign=tribuna

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TRF Julgará Direito de Resposta das Religiões Afro-brasileiras…

TRF julgará direito de resposta das Religiões Afro-brasileiras contra TV Record

Audiência acontecerá no dia 14 de dezembro, no prédio do Tribunal Regional Federal e será acompanhada por representantes das religiões de matriz africana.

São Paulo – No dia 14 de dezembro, quinta, às 14h, o Tribunal Regional Federal – TRF, julgará o recurso solicitado pela Rede Record contra a sentença que assegurou 16 horas de direito de resposta às Religiões Afro-brasileiras.

Os advogados Dr. Hédio Silva Junior, Dr. Antonio Basílio Filho e Dr. Jader Freire de Macedo Júnior, farão suspensão oral em nome da Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades -CEERT –  e do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira – INTERCAB, autores da ação contra a emissora, que promoveu ofensas contra as religiões de origem africanas, veiculadas no programa “Mistérios” e “Sessão de Descarrego”, que usavam termos pejorativos para se referir às religiões, como: mãe de encosto, demônios, espíritos do mal, bruxaria e feitiçaria, além da palavra macumba, em contexto discriminatório e preconceituoso. Os juristas têm atuado em diversos casos de crime de injúria racial e religiosa, além defenderem processos para assegurar os direitos da liberdade dos cultos de matriz africana em todo o Brasil.

O TRF fica na Avenida Paulista, 1842, Torre Sul, 16º andar, sala de sessões da 6ª. turma e a audiência será aberta para que praticantes das religiões afro-brasileiras compareçam e façam parte da luta para que o Tribunal mantenha a sentença e garanta o direito de resposta imediatamente.

Dr. Hédio SIlva Júnior é advogado e ativista histórico. Foi secretário da Justiça do Estado de São Paulo e é um dos mais respeitados defensores da cultura e das religiões de matrizes africanas. Em 2016, foi homenageado com o Troféu Asé Isesé (A força dos nossos ancestrais) conferido pelo Centro Cultural Africano a lideranças religiosas e personalidades públicas que se destacam na luta contra a intolerância religiosa.

Fonte: terra.com.br

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Dia Nacional da Umbanda - 15 de Novembro - 109 Anos

O Dia Nacional da Umbanda é comemorado anualmente em 15 de Novembro.

A data celebra a religião da Umbanda, considerada totalmente brasileira e criada a partir de características e misturas de crenças do catolicismo, espiritismo e demais religiões de origens africanas e indígenas.

Os umbandistas, membros e seguidores da Umbanda, sofreram preconceito e discriminação por causa da religião no Brasil. Muitos associavam as práticas umbandistas como satânicas ou pagãs.

No entanto, a Umbanda é mais um exemplo da rica diversidade cultural brasileira! Normalmente os "cultos" são feitos em "terreiros", onde os espíritos, chamados de caboclos, incorporam os médiuns e fazem aconselhamentos ou abençoam as pessoas presentes.

Origem do Dia Nacional da Umbanda

O Decreto de Lei nº 12.644, de 16 de Maio de 2012, assinado pela presidente Dilma Rousseff, oficializa o dia 15 de Novembro como Dia da Umbanda no país.

A data, no entanto, já era comemorada por milhares de pessoas - principalmente os umbandistas - há muito tempo. Na verdade, a escolha do dia foi uma decisão das entidades federativas do Rio de Janeiro, durante a I Convenção Anual do Conselho Nacional da Umbanda.

De acordo com a história, em 15 de Novembro de 1908, um espírito teria se manifestado pela primeira vez em um jovem médium de 17 anos, Zélio Fernandino de Moraes, e mandado criar um novo culto, a Umbanda.

Zélio estava sofrendo com uma paralisia que nenhum médico da época conseguia explicar. Um amigo da família do garoto aconselhou que o levassem para a Federação Espírita do Rio de Janeiro, onde o jovem foi "possuído" pelo denominado caboclo das Sete Encruzilhadas, anunciando a fundação da nova religião no Brasil.

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