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SETE SAIAS DO CABARÉ - História

A "Truqueira"
 
Se conta que há alguns séculos atrás
Ainda na época do império 
Haviam vários cabarés espalhados
Pela colônia, pelo Brasil.
Um destes era o Cabaré de
Maria Mulambo.
O que diferenciava este Cabaré 
Dos demais era o tipo de moças
Que trabalhavam lá, 
Eram moças "espertinhas"
Treinadas na malandragem.
A moça preferida de Mulambo
Era Cármen,  uma filha de espanhóis
Que dançava nua para os clientes. 
Ela era a prostituta mais bem paga
Da cidade mas não parava por ai,
Além de rameira ela era 
Também uma golpista. 
Ela era noiva de Sete homens,
Sete rapazes que não frequentavam
O Cabaré. 
A cada um deles ela dizia que 
Trabalhava de camareira, 
Ou que era camponesa, ou 
Que era cozinheira, ou qualquer
Mentira sobre um trabalho árduo. 
Com isso ela dizia a todos que só
Tinha uma folga por semana
Podendo visita-los uma vez a cada
Sete dias. 
Na segunda ela visitava um,
Na terça outro, na quarta outro 
E assim por diante.
Para encontrar cada um ela
Usava uma única saia, 
Uma saia para cada um.
Isso reforçava a ilusão de que
Ela era pobre e assim
Enganava mais os coitados.
Toda vez que via um deles
Ela arranca alguns tostões,
Todo dia ela conseguia algum
Dinheiro dos rapazes, 
E eles todos crentes que ela
Era uma moça honesta e trabalhadora
Abriam os bolsos para ajuda-la.
Um dia um deles foi até o Cabaré
Por convite de um amigo 
E não acreditou nos próprios olhos
Quando a viu se prostituindo.
Ela dançando nua na frente de dezenas
De homens que atiravam dinheiro
No palco onde ela se exibia. 
Indignado ele passou a segui-la
E pelos sete dias da semana 
Ele a viu com os seis homens
Pela manhã e pela noite 
Vendendo o corpo no bordel. 
Furioso ele avisou cada um dos
Rapazes e como a maioria não
Acreditou ele levou todos para
Ve-la dançando nua no Cabaré. 
No dia seguinte ela sem desconfiar
De nada foi até a casa de um 
Dos homens mas quando entrou
Foi surpreendida pelos sete. 
Os sete estavam juntos ali
Para se vingar dela.
Ela os enganou por muito tempo,
O ódio que eles sentiram por ela
Era enorme.
Ela foi espacanda,
Teve os cabelos cortados
E quando eles pensaram que
Ela estava morta
A abandoram dentro de uma floresta.
Ela ficou lá no meio da mata
Por alguns dias até que 
Uma cigana a encontrou,
Ela era a Cigana Esmeralda.
Esmeralda a socorreu e cuidou
De seus ferimentos até ela 
Se recuperar totalmente. 
Quando Cármen voltou para
O Cabaré de Mulambo ela juntou
Todo o dinheiro que tinha,
Que na verdada era uma fortuna,
Comprou um palacete e pediu 
Para Mulambo espalhar a notícia
Que uma Marquesa estava chegando
Na cidade e que daria 
Uma grande festa.
O boato se espalhou
Mas apenas sete convites foram feitos,
Cármen convidou os Sete homens.
No dia da festa eles chegaram no
Palacete e foram recebidos por
Todas as meninas do Cabaré, 
Todas elas vestidas como Damas
Da sociedade. 
No meio da festa Cármen entrou 
No salão e os homens
Se surpreenderam quando a viram
Ali viva diante deles. 
Sem pestanejar vários capangas
Entraram no salão e agarram
Os sete homens,
Os arrastaram para uma barraco
No meio do mato
E atearam fogo na casa com 
Eles dentro. 
Carmen ria, gargalhava 
Ao ver sua vingança consumada. 
O palacete que comprou se tornou
O seu próprio Cabaré,
Ela se tornou riquíssima 
E até o fim de sua vida ela
Guardou as Sete Saias que usou
Para enganar os homens
E assim se lembrar de sua vingança. 
Ela é terrível! 
Sete Saias do Cabaré!
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Obará - Obará Meji

Uma oferenda que representa liderança e espiritualidade. Fazer oferendas a Obará tem como significados o trazer riquezas, amor, paz, felicidade e tranqüilidade, é composto pelos elementos ar sobre terra, com predominância do primeiro, o que indica a evolução através da experiência adquirida na busca do objetivo pretendido.

A preferência em fazer oferendas a Obará, é num dia 6 ou múltiplo de 6 como dia 6, 12, 18, 24 ou 30.

Uma curiosidade é que O obara é um dos pratos nacionais da culinária da Eslovênia. É uma espécie de sopa. Servida como regra geral como um prato independente, é feita com diferentes tipos de carnes e intestinos. O obara é comumente consumido durante cerimônias tradicionais. São muito populares na Eslovênia os obaras servidos na mesa junto com o ajdovi žganci (outro prato nacional esloveno). Hoje em dia, os obaras contêm mais verduras que a sopa tradicional elaborada anteriormente.

Oferenda para Obará ( odú da riqueza e prosperidade)

Antes de fazer a oferenda, tome um banho com cravo, canela e açúcar e vista-se com roupas claras. Oferendas e ebós de odú devem ser feitos pela manhã, de preferencia antes das 10:00 horas.

Material:

- 1 alguidar médio

- 6 folhas de louro verdes

- 6 folhas da fortuna ( planta)

- 6 conchas médias

- 6 moedas douradas ( lavadas e secas)

- 6 búzios abertos

- 6 frutas lavadas e secas ( 1 cacho de uva , 1 maça vermelha, 1 pera, 1 laranja lima,1 mamão papaia e 1 carambola / você pode trocar as frutas, porém elas tem que ser docês, não coloque frutas ácidas !)

- 6 tipos de doce

- 6 punhados de arroz com casca

- 1 vela branca

Defumação de Obará:

Esta é uma maneira de trazer esta força para dentro de sua casa e de auxiliar a toda a sua família.

Materiais:

6 folhas de Jamelão, 6 quiabos secos, açúcar mascavo, 6 folhas de louro verde, 6 pedaços generosos de canela em pau e noz-moscada ralada.

Misturar tudo e defumar esta mistura sobre braseiro da porta da rua até os fundos da casa, deixar acabar de queimar no centro da casa, não esqueça de tomar as devidas precauções para não queimar o piso da casa, pedindo prosperidade e energias positivas para toda a família.

Com toda a certeza Obará trará muita fortuna para toda a família.

Ao começar a preparar os ingredientes da oferenda, já vá mentalizando o odú de Obará, chame por Obará e vá fazendo seus pedidos.

Lave e seque o alguidar. Forre o alguidar com o arroz com casca. Passe as frutas simbolicamente por seu corpo ( de baixo para cima) pedindo ao Odú de Obará que erga suua vida, fazendo você crescer profissionalmente, abrindo os caminhos para que a prosperidade entre em sua vida. Coloque as frutas bem no centro. Passe os doces da mesma forma e coloque ao redor das frutas. Coloque as folhas da fortuna no alguidar e sobre cada uma coloque uma concha ( com a parte aberta para cima), dentro de cada concha coloque uma moeda e um búzio.Enfeite com as folhas de louro.

Coloque o alguidar sobre a cabeça e ande por toda a casa, chamando por Obará, fazendo seus pedidos. Coloque o alguidar num local bem alto e acenda a vela branca ao lado, pedindo novamente a Obará o que deseja.

Deixe por 24 horas, despachando após em cima de uma árvore em uma praça com bastante movimento comercial.

As moedas deverão ser gastas no mesmo dia em seis comércios diferentes, não podendo serem gatas em bebidas alcoólicas nem em fumo, deverão ser gastas com alimentos, com o que se come: verduras, frutas, doces, pães, etc.

Despachar Obará, deve ser durante o dia, enquanto o comércio estiver funcionando. No momento em que for despachar, pedir novamente o que deseja a Obará.

 Lembretes:

  • Nunca deve ser despachado;
  • Ser assentado sempre que possível;
  • Toda vez que despachar qualquer Odu negativo de comida a Obará;
  • Caso seja possível assente-o para a pessoa;
  • Caso tenha casa de Santo. Deverá assentar o Eshu de Obará;
  • Os filhos de Obará e aqueles que tem assentado, devem chamá-lo em voz alta todas as quarta-feiras de Lua cheia;
  • As moedas do assentamento deverão ficar com a coroa para cima;
  • Os búzios ficarão com o lado aberto para cima;
  • Quanto mais Obará assentado em sua casa de Santo mais asé ela terá;
  • Caso tenha que assentar Esú de Obará para um filho de Santo, faça com que o mesmo leve-o. Nunca tenha dois Esú de Obara assentado dentro da sua casa;
  • Não se deve assentar Oxosse e Logun sem assentar Obará;
  • Os Omo-Odus de Obará são 16, o mais importante deles é Obaráshé, que é duplamente rico;
  • Sempre que for pegar qualquer coisa para Obará (areia, bambu, água e etc) o faça na Lua cheia;
  • Obedeça rigorosamente os ebós, não substitua nenhum dos itens pôr outros.     Ebós de Obará incompletos trás a miséria para aquele que o faz;
  • Cuidado Obará somente come caça. Perdiz, preá, etc;
  • O Eshu de Obará come frango e franga sempre o casal. Nunca corte somente um bicho a este Eshu. Lembre-se miséria somente trás miséria;
  • Assente este Eshu o menor possível, pois terá que levá-lo a rua;
  • Este Eshu bem cuidado lhe trará muitos clientes e filhos;
  • A reza para louvar Obará deve ser rezada sempre que for dar comida a este Odu.
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Datas Festivas e Comemorativas da Umbanda

JANEIRO

20 - São Sebastião - Louvação a Oxossi - Festa de Caboclo
21 - Dia Mundial da Religião

FEVEREIRO

02 - Nossa Senhora dos Navegantes - Louvação a Iemanjá
13 - Louvação a Omulu - Início da Quaresma

MARÇO

29 - Sexta-Feira da Paixão - Fechamento de Corpo

ABRIL

23 - São Jorge - Louvação a Ogum

MAIO

13 - Louvação aos Pretos Velhos
30 - Santa Joana D"Arc - Louvação a Obá

JUNHO

13 - Santo Antonio de Pádua - Louvação a Exu
24 - São João Batista - Louvação a Xangô
29 - São Pedro e São Paulo - Louvação a Xangô Aganju

JULHO

25 - São Cristovão
26 - Nossa Senhora Sant"Anna - Louvação a Nanã

AGOSTO

15 - Nossa Senhora da Glória - Louvação a Iemanjá
16 - São Roque - Louvação a Obaluaye
24 - São Bartolomeu - Louvação a Oxumarê

SETEMBRO

05 - Louvação ao Sr. Tranca Rua das Encruzilhadas
27 - São Cosme e São Damião - Louvação a Ibeji
28 - Festa Umbandista
29 - São Miguel Arcanjo - Louvação a Logum Edé
30 - São Jeronimo - Louvação a Xango Agodô (almas)

OUTUBRO

12 - Louvação ao Sr. Tranca Rua das Almas
17 - Louvação ao Sr. Marabô

NOVEMBRO

01 - Todos os Santos - Louvação às Almas
02 - Finados - Louvação a Omulu

DEZEMBRO

04 - Santa Bárbara - Louvação a Iansã
08 - Nossa Senhora da Conceição - Louvação a Oxum e Iemanjá
25 - Louvação a Oxalá
31 - Louvação a Iemanjá - encerramento do ano

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Nzumba - NZUMBARANDÁ

Nzumba na cultura Bantu, NANÃ na cultura Iorubá, sendo equiparada à figura da avó africana.
Sendo este nkisi anterior à idade do ferro, esta é a razão da proibição do uso de ferro ou aço nas suas obrigações. Diz-se que ela não pode VER ferro ou aço.

Nzumbá, Nzumbarandá ou Karamose é um inquice do candomblé banto. É a senhora do roxo, dos antepassados e dos mistérios antigos. É muito similar em sua mitologia à orixá Nanã Buruku. É a mais antiga das mães, a mãe ancestral. Anterior à Era dos Metais e das Grandes Descobertas. É ligada ao culto da vida e da morte, por ser ela detentora destes segredos.

 

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Nação Jeje - Voduns

A diferença entre Voduns e Orixás, dá-se basicamente em Vodum é Vodum, Orixá é Orixá. Oya não é Vodum Jô, Aziri não é Oxum, Naetê nãoé Yemanja, e assim por diante.
 
Assim como na África, também fazemos Orixás dentro dos templos de Vodum, mas isso não os transforma em Voduns, eles são considerados deuses estrangeiros, aceitos em  nossos templos. Esses Orixás são tão respeitados e venerados quanto os Voduns. Não existe discriminação nenhuma em relação aos dois deuses (Voduns/Orixás).
 
Em templos de Orixás, também encontramos Voduns feitos, a única diferença é que no Jeje, não mudamos os nomes dos Orixás. Para nós Oya, Yansã são conhecida exatamente  como Oya, Yansã. Já os Voduns em templos de Orixás mudam de nome, por exemplo, Vodum Dan/Bessen recebe o nome de Oxumarê, Sakpata recebe o nome de Omolu, etc. Essa diferença também é registrada na Nigéria, então, não é uma atitude iniciada aqui no Brasil.
 
Os Voduns são agrupados por famílias: Savaluno, Dambirá, Davice, Hevioso, que se subdividem em linhagens. A sociedade daomeana é patrilinear e polígena, isto é, dá-se por linha paterna; o homem é casado com diversas mulheres. A sociedade organiza-se em sibs, grupos de irmãos que têm a mesma mãe e o mesmo pai, sem base territorial própria e  subdividem-se em famílias.
 
Nomes dos Deuses Voduns:
*Ayzan - Vodun da nata da terra
*Sogbô - Vodun do trovão da família de Heviosso
*Aguê - Vodun da folhagem
*Loko - É o primogênito dos voduns.dono da joia de mahi que e o
rungbe,vodun do tempo
*Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon.
*Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação.
*Gu, Vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
*Heviossô, Vodun que comanda os raios e relâmpagos.
*Sakpatá, Vodun da varíola.
*Dan, Vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
*Agué, Vodun da caça e protetor das florestas.
*Agbê, Vodun dono dos mares.
*Ayizan, Vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
*Agassu, Vodun que representa a linhagem real do Reino do Daomé.
*Aguê, Vodun que representa a terra firme.
*Legba, O caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas e
a sexualidade.
*Fa , Vodun da adivinhação e do destino.
*Aziri , vodun das aguas doces.
*Possun , vodun do po e da terra seca representado pelo tigre.
*Buku, Vodun associada à terra, à água e à lama. Os pântanos e as águas lodosas são o seu domínio. Tambem chamada de Nanã Buruku é considerada a mais antiga das  divindades a palavra Nanã ou Nàná é empregada para se chamar de mãe as mulheres idosas e respeitáveis, ou seja, a palavra Nanã significa: "Respeitável Senhora". é a mais antiga das divindades, pois representa a memória ancestral. Mãe de Loko, Sakpata e Becém na dinastia Fon, Nanã está ligada ao mistério da vida e da morte. É a senhora da sabedoria, mais velha que o ferro. Daí, não usar lâminas em seu culto.
 
No Brasil, as casas de santo cultuam todas as famílias, porém, os Voduns são interligados entre si com comportamentos, costumes, gostos e atitudes sempre gerados pelo ancestre ou chefe de da casa.
 
São em torno de 450 Voduns, alguns cultuados no Brasil outros não com o resgate existe a possibilidade de ampliar o culto e voltar a reverenciar Voduns, que tinham desaparecido devido a falta de informações, assim como admitir em nos templos existentes, esses Voduns encontrados.
 
Os vodun-ses da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviuno, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné.
 
Os cumprimentos ou pedidos de bençãos entre os iniciados da família de Dan seria:
 
?Megitó Benoí?? Resposta: ?Benoí?;
 
E aos iniciados da família
Kaviuno, ou seja, Doté e Doné seria ?Doté Ao?? Resposta: "Aótin".
 
O termo usado "Okolofé", cuja resposta é "Olorun Kolofé" vem da fusão das Nações de Jeje e de Ketu.
 
Muitos Voduns Jeje são originários de Ajudá. Porém, o culto desses voduns só cresceram no antigo Dahomé.
 
Muitos desses Voduns não se fundiram com os orixás nagos e desapareceram totalmente.
 
O culto da serpente Dãng-bi é um exemplo, pois ele nasceu em Ajudá, foi para o Dahomé, atravessou o Atlântico e foi até as Antilhas.
 
Quanto a classificação dos Voduns Jeje, por exemplo, no Jeje Mahin tem-se a classificação do povo da terra, ou os voduns Caviunos, que seriam os voduns Azanssu, Nanã e Becém.
 
Temos, também, o vodun chamado Ayzain que vem da nata da terra. Este é um vodun que nasce em cima da terra.
 
É o vodun protetor da Azan, onde Azan quer dizer "esteira", em Jeje. Achamos em outro dialeto Jeje, o dialeto Gans-Crus, também o termo Zenin ou Azeni ou Zani e ainda o Zoklé. Ainda sobre os voduns da terra encontramos Loko.
 
Ele apesar de estar ligado também aos astros e a família de Heviosso, também está na família Caviuno, porque Loko é árvore sagrada; é a gameleira branca, que é uma árvore muito importante na nação Jeje. Seus filhos são chamados de Lokoses.
 
Ague, Azaká é também um vodun Caviuno. A família Heviosso é encabeçada por Badë, Acorumbé, também filho de Sogbô, chamado de Runhó. Mawu-Lissá seria o orixá Oxalá dos yorubás.
 
Sogbô também tem particularidade com o Orixá em Yorubá, Xangô, e ainda com o filho mais velho do Deus do trovão que seria Averekete, que é filho de Ague e irmão de Anaite.
 
Anaite seria uma outra família que viria da família de Aziri, pois são as Aziris ou Tobosses que viriam a ser as Yabás dos Yorubás, achamos assim Aziritobosse.
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Lenda de Ntembu/Kitembu e a Origem de sua Bandeira

A história que é contada pelos antigos sacerdotes bantu, que há muito tempo atrás, as diembu bantu ( tribos bantu) lamentavam a morte de seus filhos, principalmente crianças e as mulheres grávidas sofriam sangramentos e como conseqüência, o aborto de seus filhos.
Diante da situação, o Sobá (rei) procurou o Nganga ia Ngombo (adivinhador da tribo) e pediu que ele fizesse uma consulta ao Minenge ia Ngombo (cesto de adivinhação), para saber o real motivo desses acontecimentos.
 
A resposta dada pelo Nganga foi que as tribos bantu estavam sofrendo uma maldição espiritual lançada por Mgungula (espíritos trevosos) e que para se livrar da maldição, as tribos deveriam prestar honras, homenagens e oferendas ao Nkisi Kitembu (Divindade da vida e da evolução) que só assim o ciclo da vida voltaria à sua normalidade.
O Sobá rapidamente, mandou que todas as tribos bantu se reunissem e fizeram uma grande oferenda e homenagens ao Nkisi Kitembu, que durou sete dias.
Após o término das homenagens para a Divindade Ntembu, da terra brotou um pó branco “MPEMBA”, que até os dias de hoje podemos ver em barrancos abertos, pela natureza ou pelas mãos dos homens.
 
Mpemba é o espírito do grande pai de todas as tribos bantu “Nkukua Lunga” e pegaram o pó que saia da terra e esfregaram no corpo de todas as crianças e mulheres das tribos e imediatamente ficaram livres da maldade imposta por Mgungula. Assim, os povos bantu cresceram por toda África.
Para homenagear o Nkisi Kitembu, o povo bantu levantou um mastro bem alto com uma bandeira branca na ponta, simbolizando a Mpemba, que quando balança com o vento indica a direção que o povo bantu deve seguir e ir ao encontro da felicidade.
 
Por isso o Mukixi Ntembu é considerado a grande Divindade dos povos bantu.
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História Da Pomba Gira Tata Mulambo

Nesta História Da Tata Mulambo, se conta que Tata Mulambo viveu há muito mais tempo do que possamos imaginar. Segundo a Tata Mulambo, ela é desencarnada há bem mais de 107 anos.

Na História Da Tata Mulambo conta que ela era uma rainha da província onde vivia e estava sempre cercada de muito luxo, bons tecidos, ouro, prata muitos súditos e muita riqueza.

Conta a História Da Tata Mulambo que certa vez, em um de seus passeios fora do castelo (ela também era conhecida como Molambo), conheceu um camponês por quem se apaixonou à primeira vista.

Iludida com aquele sentimento tão grande, Tata Mulambo deixou o seu reino para procurá-lo, levando parte de sua riqueza pois, acreditava poder ser feliz ao seu lado.

Ela então decidia a procura-lo e encontrar a sua felicidade eterna ao lado desse camponês misterioso, Tata procurou nas ruas, nos bares, nas praças, cabarés, mas não o encontrou em lugar nenhum.

 

Tata Mulambo Em Sua Vida Carnal: De Rainha à Mulambo

Nesta História Da Tata Mulambo diz que de rainha ela passou a ser mulambo. Disolada por não encontrar seu grande amor, Tata Mulambo se entregou à bebida, aos farrapos e à prostituição.

suas vestes de rainha rasgaram-se ao longo do tempo pelas suas caminhadas, seu ouro foi roubado e as jóias foram trocadas por bebida até que um dia, ela foi encontrada morta.

Na História Da Tata Mulambo, ela estava desorientada pelos caminhos que havia seguido até então, ela estava com muito ódio em seu espirito.

Ela queria vingança daquele homem que mesmo sem saber, ele era o único culpado pela a desgraça dela, e então, ela o encontrou recolhido em seu lar junto de sua família.

A História Da Tata Mulambo diz que, Tata Mulambo havia matado três pessoas antes de desencarnar, mas essa grande Pombo Gira, depois de sua morte, voltou e matou o pobre homem, sua esposa e seu filho de 07 meses.

 

Pomba Gira Tata Mulambo e a Falange De Mulambos

A Pomba Gira Tata Mulambo costuma chegar quase sempre muito bela, feminina, amável, deslumbrante, sedutora, charmosa. Tata Mulambo gosta das bebidas bem suaves tais como: Vinhos doces, licores, cidra, champanhe, anis e etc.
 
Não só Tata Mulambo mas, também a falange de mulambos gostam de cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim como também as atrai o luxo, o brilho e o destaque. Usam sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras e etc...

 

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Oya Egunitá

Egunitá é uma das nove Oyas de culto Igbalé e sem dúvida a mais famosa, por ser habitante da floresta sua kizila (Ewo) é a fumaça.

Egunitá é a deusa do espirito dos mortos e por isso não possuía filhos, mas desejava ser mãe, então dentro da floresta da morte ela conseguiu parir nove vezes.

Oyá estava nos dias de ganhar o primeiro filho e então ela fez a gigante tempestade de Eboykó e nesse dia foi atacada pelas Iyami, as bruxas rasgaram-lhe a barriga e raptaram o bebê, o cobriram com panos velhos e sujos e o alimentaram com Okete, o rato do cemitério. Nisso o bebê foi chamado Emalegan, o primeiro Egun, símbolo do poder sobre o Vento.

No segundo dia da tempestade Oyá pariu novamente, esse dia a tempestade foi muita bruta e nisso Oyá mostrou toda sua força. No meio da tempestade pariu o segundo Egun Yorugãn. Este Egun foi criado nas folhas de bananeira e é ele quem cuida da Sopeira do ibá de Oyá e é o símbolo de sua vaidade. Yorugãn é o filho que Oyá mais ama.

No terceiro dia da tempestade Oyá iluminou o céu e então pariu Akugan, este que é o Egun que bate os pés no chão fazendo ruídos e barulhos. Foi criado comendo brotos de bambu, é rebelde e simboliza a rebeldia de Oyá.
No quarto dia da Tempestade Oyá estava apreensiva e então pariu Orugã, que é o Egun sério, frio e calculista, caiu no milharal e foi criado lá. De Oyá ele ganhou um Atori chamada Pason, se veste de Mariwo e mora em buracos cavados no chão, é o lado sério de Oyá.
No quinto dia da Tempestade de Eboykó nasceuRungan, o Egun valente que salvou a Yabá Olossá da perseguição de Ikú. Rungan se alimenta de Bambu velho e é a coragem de Oyá.
No sexto dia da Tempestade nasceu Gyogan, que auxiliou Oxossi na caçada do pássaro Ororú para o rei de Ifé. Gyogan se veste com o couro do Búfalo de Oyá.
No sétimo dia nasceu Ungã, que é o Egun que vive rondando as covas no cemitério e castigando quem viola os túmulos. É o lado sombrio de Oyá.
No oitavo dia Oyá estava no auge do poder de destruição da tempestade e então pariu Bungan, o Egun maligno e perverso que ataca o ser humano e induz o homem a loucura e a desgraça, é o mais poderoso filho de Oyá.
No nono e último dia da tempestade de Eboykó nasceu Segi, chamado Egungun, que tinha poder de incorporar ou manipular os homens. 
Oyá Egunitá agora tinha nove filhos Eguns e ela então recebeu o encargo de guiar os mortos nas nove fazes do desencarne:
* Leito de Morte 
* Velório 
* Caminho até o cemitério 
* Porta do Cemitério 
* Caminho até a cova
* Descida a sepultura 
* Asese
* Despacho do Carrego 
* Subida ao Orum
Caso haja a necessidade de reencarnação, Egunitá guiará o Egun no processo.
Egunitá na batalha de Ajimudá, usou uma máscara de madeira para lutar junto a seu exercito de Eguns, hoje substituímos esta máscara pela pintura de Efun em seu rosto, geralmente em forma de caveira.
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As Sete Lágrimas de um Preto Velho

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto-velho chorava.

De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces e não sei porque contei-as… Foram sete.

Na incontida vontade de saber aproximei-me e o interroguei. Fala, meu preto-velho, diz ao teu filho por que externas assim uma tão visível dor?

E ele, suavemente respondeu: Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas.

A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber…

A segunda a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que seus próprios merecimentos negam.

A terceira, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a UMBANDA, em busca de vingança, desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.

A quarta, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão.

A quinta, chega suave, tem o riso, o elogio da flor dos lábios mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: Creio na UMBANDA, nos teus caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo.

A sexta, eu dei aos fúteis que vão de Centro em Centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.

A sétima, filho notas como foi grande e como deslizou pesada? Foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás. Fiz doação dessa aos Médiuns vaidosos, que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de amparo material e espiritual.

Assim, filho meu, foi para esses todos, que viste cair, uma a uma.

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Orixás, Òrisás Destaque

orixas

Orixás

Orisàs

História

Na mitologia, há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros do Orun ("céu") e os segundos da Aiye ("Terra").

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Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores, como Obaluayê e Xangô).

  • Exu, orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
  • Ogum, orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia, deus da sobrevivência.
  • Oxóssi, orixá da caça e da fartura.
  • Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca.
  • Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.
  • Ayrà, usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô.
  • Obaluaiyê, orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura.
  • Oxumaré, orixá da chuva e do arco-íris, o dono das Cobras e das transformações.
  • Ossaim, orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas. Junto com Oxóssi, protege as matas e os animais.
  • Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos e tempestades. Também é a orixá das paixões.
  • Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, deusa das riquezas materias e espirituais, dona do amor e da beleza, protege bebês e recém-nascidos.
  • Iemanjá, orixá feminino dos mares e limpeza, mãe de muitos orixás. Dona da fertilidade feminina e do psicológico dos seres humanos.
  • Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte. Protege idosos e desabrigados. Também dona da chuva e da lama. É mãe de Obaluaiê e junto com ele, dona das doenças cancerígenas. Mais velha orixá do panteão africano.
  • Yewá, orixá feminino do Rio Yewa. Protetora das moças virgens e dona da vidência.
  • Obá, orixá feminino do Rio Oba. Dona da guerra e das águas.
  • Axabó, orixá feminino e pouco conhecido, é da família de Xangô.
  • Ibeji, orixás crianças, são gêmeos, e protegem as criancinhas.
  • Irôco, orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).
  • Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.
  • Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira.
  • Omulu, Orixá da morte.
  • Onilé, orixá do culto de Egungun.
  • Onilê, orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado.
  • Oxalá, orixá do Branco, da Paz, da Fé.
  • OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.
  • Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, orixá da adivinhação e do destino, ligado ao Merindilogun.
  • Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.
  • Oranian, orixá filho mais novo de Odudua.
  • Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká.
  • Olokun, orixá divindade do mar.
  • Olossá, orixá feminino dos lagos e lagoas.
  • Oxalufan, qualidade de Oxalá velho e sábio.
  • Oxaguian, qualidade de Oxalá jovem e guerreiro.
  • Orixá Oko, orixá da agricultura.

África

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Na África cada orixá estava ligado a uma cidade ou a uma nação inteira; tratava-se de uma série de cultos regionais ou nacionais.

Sàngó em Oyo, Yemoja na região de Egbá, Iyewa em Egbado, Ogún em Ekiti e Ondo, Òsun em Ilesa, Osogbo e Ijebu Ode, Erinlé em Ilobu, Lógunnède em Ilesa, Otin em Inisa, Osàálà-Obàtálá em Ifé, Osàlúfon em Ifon e Òságiyan em Ejigbo.

A realização das cerimônias de adoração ao Òrìsá é assegurada pelos sacerdotes designados para tal em sua tribo ou cidade.

Brasil

No Brasil, existe uma divisão nos cultos: Ifá, Egungun, Orixá, Vodun e Nkisi, são separados pelo tipo de iniciação sacerdotal.

  • O culto de Ifá só inicia Babalawos, não entram em transe.
  • O culto aos Egungun só inicia Babaojés, não entram em transe.
  • O Candomblé Ketu inicia Iaôs, entram em transe com Orixá.
  • O Candomblé Jeje inicia Vodunsis, entram em transe com Vodun.
  • O Candomblé Bantu inicia Muzenzas, entram em transe com Nkisi.

Em cada templo religioso são cultuados todos os orixás, diferenciando que nas casas grandes tem um quarto separado para cada Orixá, nas casas menores são cultuados em um único (quarto de santo) termo usado para designar o quarto onde são cultuados os orixás.

Alguns orixás são só assentados no templo para serem cultuados pela comunidade, exemplo: Odudua, Oranian, Olokun, Olossa, Baiani, Iyami-Ajé que não são iniciados Iaôs para esses orixás.

A Iyalorixá ou o Babalorixá são responsáveis pela iniciação dos Iaôs e pelo culto de todo e qualquer orixá assentado no templo, auxiliada pelas pessoas designadas para cada função. Exemplo o Babaojé que cuida da parte dos Eguns e Babalosaim que é o encarregado das folhas.

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Apesar de serem de origem daomeana, Nanã, Obaluaiyê, Iroko, Oxumarê e Yewá, são cultuados nas casas de nação Ketu, mas são muito raros os Iaôs que são iniciados, houve casos de passar vinte ou trinta anos sem se iniciar ninguém para esses orixás que são cultuados em locais separados dos outros.

Existem orixás que já viveram na terra, como Xangô, Oyá, Ogun, Oxossi, viveram e morreram, os que fizeram parte da criação do mundo esses só vieram para criar o mundo e retiraram-se para o Orun, o caso de Obatalá, e outros chamados Orixá funfun (branco).

Existem orixás que são cultuados pela comunidade em árvores como é o caso de Iroko, Apaoká, os orixás individuais de cada pessoa que é uma parte do orixá em si e são a ligação da pessoa, iniciada com o orixá divinizado; ou seja, uma pessoa que é de Xangô, seu orixá individual, é uma parte daquele Xangô divinizado, com todas as características, ou arquétipos.

Existe muita discussão sobre o assunto: uns dizem que o orixá pessoal é uma manifestação de dentro para fora, do Eu de cada um ligado ao orixá divinizado, outros dizem ser uma incorporação mas é rejeitada por muitos membros do candomblé, justificam que nem o culto aos Egungun é de incorporação e sim de materialização. Espíritos (Eguns) são despachados (afastados) antes de toda cerimônia ou iniciação do candomblé.

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