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Aluna candomblecista será indenizada por ter de orar e ler bíblia, decide TJ-SP

Em 2016, uma estudante de 3º ano fundamental de uma escola pública estadual de Campinas (SP) teve de participar de oração coletiva e anotar trechos da Bíblia, embora ela não fosse cristã.
A direção da escola e a professora sabiam que a jovem seguia a religião do candomblé.
A mãe da estudante recorreu à Justiça por ter havido intolerância religiosa.

A jovem ficou psicologicamente abalada porque, quando se recusava a rezar, havia bulling na sala de aula.
Agora, por decisão unânime, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) condenou o Governo do Estado a pagar uma indenização de R$ 8 mil por danos morais. Cabe recursos.
Em decisão proferida no dia 12 de fevereiro de 2019, a desembargadora Maria Laura Tavares, da 5ª Câmara de Direito Público, afirmou que a imposição do cristianismo na escola violou o direito de personalidade, principalmente em relação à “liberdade de pensamento, identidade pessoal e familiar”
“Agrava a situação, ainda, que a imposição de determinada vertente religiosa em aulas sem cunho religioso, ocorre em salas do ensino fundamental, com crianças entre 6 e 14 anos”, sentenciou a desembargadora.
“A escola pública não deve obrigar que as crianças permanecessem em ambientes religiosos com os quais não se identificam ou compactuam.”

 Com informação do TJ-SP.
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AS PENAS SAGRADAS - ÌYÉ ORÒ

  • Publicado em Blogs
Ìkódíde, Agbè, Àlùkò e Lékeléke são as quatros penas sagradas de nossa religião, somente sendo utilizadas dentro da ritualística e nunca como um simples adorno. Elementos primordiais e indispensáveis dentro dos Ìgbèrè – Ritos Iniciáticos e de Passagens de qualquer divindade do Panteão Iorubá. Não existem penas semelhantes, são únicas em sua essência, simbologia e significado, ou seja, são insubstituíveis. Dentro do Corpo Literário de Ifá são mencionadas nos mais diversos Oba Odú e seus Omo Odú.
 
KÓDÍDE ou ÌKÓÓDE trata-se de uma pena vermelha, extraída da cauda de um tipo de papagaio africano da espécie Psittacus erithacus conhecido popularmente por papagaio-cinzento, papagaio-do-Gabão ou papagaio-do-congo. Entre o povo iorubá é denominado de Odíde ou Odíderé. Tornou-se Rei entre todas as aves. Símbolo da fecundação, da menstruação, da gestação, representa o nascimento e o símbolo do poder feminino. Representação da realeza, honra e status, esta acima da simbologia do Adé – Coroa. Fixado à frente da cabeça, representa o processo iniciático e confirma os ritos de iniciação e/ou de passagem.
 
AGBÈ - Pena azul extraída da cauda da ave africana Turaco da família dos sophagidae Touraco porphyreolophus. Descrito nos mitos, como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Olokun, Divindade dos Oceanos. Para que possa agir, tem que ser utilizada, em contrapartida, com o Àlùkò.
 
ÀLÙKÒ - Pena de cor púrpura (entre escarlate e violeta) extraída das asas da ave africana Turaco, da família dos Musophagidae Turaco ruspolii. Descrito nos mitos, como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Olosa – A Divindade das Águas Doces. Da mesma forma que sua contrapartida, somente age em companhia do Agbè.
 
LÉKELÉKE - Pena de cor branca, extraída da ave Bubulcus ibis, conhecida popularmente por garça-vaqueira ou garça-boieira, nativa da África e do Sul da Europa, que invadiu a América do Norte no início do Século XX e atingiu o Brasil na década de1960. Descrito nos mitos como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Òrìsà Nla e toda a sua corte.
Símbolo por excelência de todos os Òrìsà Funfun.
 
Um fragmento do Texto Sagrado de Ifá:
 
Agbè ni i gbe're k'Olòkun,
Àlùkò ni i gbe're k'Olòsa,
Odíderé-Moba-Odo Omo Agbegbaaje-ka ni naa ni i gbe're k'Oluwoo.
 
O pássaro Agbè carrega a benção de Olòkun
O pássaro Àlùkò carrega a benção de Olòsa
O papagaio do Rio Mogba, descendência de um poderoso exército carrega uma cabaça com a fortuna para o Rei de Iwó
 
Os pássaros Agbè e Àkùkò são agentes intermediários entre o poder da imensidão das águas.
Oluwoo é um título do Rei de Iwó a Legendária Cidade, reduto da ave Odíderé.
 
Ojúure l'Agbè fi í w'aró
Agbè won jí t'aró t'aró
Ojúure l'Àlùkò fi í w'osùn
Àlùkò won jí t'osùn t'osùn
Ojúure l'Lékeléke fi í w'efun
Lékeléke won jí re pel'efun
 
O pássaro Agbè desperta com aró
O pássaro Agbè olha com bondade para aró
O pássaro Àlùkò desperta com osùn
O pássaro Àlùkò olha com bondade para osùn
O pássaro Lékeléke desperta com efun
O pássaro Lékeléke olha com bondade para efun
 
Agbe ló l’aró, kìí rá’hùn aró
Àlùkò ló l’osùn, kìí rá’hùn osùn
Lékèélékèé ló l’efun, kìí rá’hùn efun
 
O pássaro Agbè não se lamenta por muito tempo ao aró
O pássaro Àlùkò não se lamenta por muito tempo ao osùn
O pássaro Lékèélékèé não se lamenta por muito tempo ao efun
 
Neste fragmento dos Textos Sagrados de Ifá relata a ligação das aves
 
Agbè, Àlùkò e Lékeléke com a pinturas sagradas aró, osùn e efun. Essa expressão “despertar” tem a conotação de “ao amanhecer de cada dia” as aves sagradas carregam em si o poder e a essência de três dos quatros Oba Odú primordiais da existência universal; Ogbè Méjì relacionado com o efun, Òyèkú Méjì e sua relação com o osùn e ligação de Ìwòri Méjì com o aró. O fato de não se “lamentar por muito tempo” está baseado em uma oferenda cujo o qual os principais ingredientes são as penas e as pinturas citadas.
 
Ojúure lògbólógbòó Odíderé fi í w'Iwó
Ìkódíde àse kun be aràiyé
 
O grande e velho papagaio olha com bondade para Iwó.
O poder da pena Ìkódíde enche de suplicas os seres deste mundo.
 
Como mencionado anteriormente
Iwó é a Cidade Legendária reduto da ave Odíderé onde essa desempenhava a função de favorecer seu povo com as principais bençãos e súplicas dos seres humanos:
 
Ire Ajé – riqueza, Ire Owó – dinheiro, Ire omo – filhos, Ire Ìpéláyé – vida longa, Ire Obìnrin – mulher p/ser esposa, Ire Okonrin – homem p/ser marido, Ire Ìbùjókó – um lugar para morar, Ire Àláfíà – paz e contentamento, Ire Oríre – boa sorte, Ire Ìmúarale – boa saúde
 
Retirado da página Instituto Ekùn - Estudos Afro-religiosos
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Terreiro de candomblé é vandalizado pela quarta vez em Búzios, RJ, e líder religiosa desabafa: 'Basta de intolerância'

Um terreiro de candomblé foi apedrejado no bairro da Rasa, em Búzios, na Região dos Lagos do Rio, na noite desta quarta-feira (24). Essa foi a quarta vez que a casa é alvo de ataques. A ocorrência foi registrada na delegacia da cidade como crime de intolerância religiosa.

 Vândalos arremessaram pedras e quebraram o telhado do terreiro (Foto: Reprodução/InterTV RJ)

Vândalos arremessaram pedras e quebraram o telhado do terreiro (Foto: Reprodução/InterTV RJ)

O terreiro “Kwe Ase Dôya Nidan” funciona há mais de 30 anos no bairro e, de acordo com os responsáveis pelo local, o último caso de vandalismo aconteceu no ano passado.

 Grupo realizava atividade religiosa no momento do ataque e, por pouco, ninguém se feriu (Foto: Bebeto Karolla - Folha de Búzios)

Grupo realizava atividade religiosa no momento do ataque e, por pouco, ninguém se feriu (Foto: Bebeto Karolla - Folha de Búzios)

Segundo a líder religiosa Doné Fernanda D’Oyá, o terreiro foi apedrejado por adolescentes entre 15 e 17 anos. Os jovens teriam atirado pedras que chegaram a quebrar o telhado, e por pouco, não atingiram as pessoas que estavam no local. Uma atividade religiosa era realizada no momento do ataque.

“As religiões de matrizes africanas, são perseguidas demais. Não sei o que leva uma ou várias pessoas a insistirem em algo que não vai lhe acrescentar em nada. Basta de intolerância, queremos apenas paz”, desabafou a líder religiosa.
 Líder religiosa mostra as pedras que foram atiradas (Foto: Bebeto Karolla - Folha de Búzios)

Líder religiosa mostra as pedras que foram atiradas (Foto: Bebeto Karolla - Folha de Búzios)

A Polícia Civil informou que enviou uma equipe ao local para verificar se existem câmeras de segurança que ajudem a identificar os vândalos.

FONTE G1

 
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