Clique para ouvir o texto selecionado! GSpeech
Menu

twitter facebook google youtube instagram tumblr email

Religiões Afro-brasileiras

image001

São consideradas religiões afro-brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas Religiões tradicionais africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos negros africanos, na condição de escravos. Ou religiões que absorveram ou adotaram costumes e rituais africanos.

  • Babaçuê- Maranhão, Pará
  • Batuque - Rio Grande do Sul
  • Cabula - Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
  • Candomblé - Em todos estados do Brasil
  • Culto aos Egungun - Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
  • Culto de Ifá - Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
  • Encantaria - Maranhão, Piauí, Pará, Amazonas
  • Omoloko- Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo
  • Pajelança - Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas
  • Quimbanda- Em todos estados do Brasil
  • Tambor-de-Mina - Maranhão
  • Terecô - Maranhão
  • Umbanda- Em todos estados do Brasil
  • Xambá - Alagoas, Pernambuco
  • Xangô do Nordeste – Pernambuco
  • Toré – Chapada da Diamantina - Bahia
  • Jarê – Piaçabuçu – Alagoas
  • image002

As religiões afro-brasileiras na maioria são relacionadas com a religião yorùbá e outras religiões tradicionais africanas, é uma parte das religiões afro-americanas e diferentes das religiões afro-cubanas como a Santeria de Cuba e o Vodou do Haiti pouco conhecidas no Brasil.

Crenças

De todas as religiões afro-brasileiras, a mais próxima da Doutrina Espírita é um segmento (linha) da Umbanda denominado de "Umbanda branca", e que não tem nenhuma ligação com o Candomblé, o Xambá, o Xangô do Recife ou o Batuque. Embora popularmente se acredite que estas últimas sejam um tipo de "espiritismo", na realidade trata-se de religiões iniciáticas animistas, que não partilham nenhum dos ensinamentos relacionados com a Doutrina Espírita. Entretanto, outros segmentos da Umbanda podem ter algumas semelhanças com a Doutrina Espírita, mas também com o Candomblé por causa da figura dos Orixás.

No tocante especificamente ao Candomblé, crê-se na sobrevivência da alma após a morte física (os Eguns), e na existência de espíritos ancestrais que, caso divinizados (os Orixás, cultuados coletivamente), não materializam; caso não divinizados (os Egungun), materializam em vestes próprias para estarem em contacto com os seus descendentes (os vivos), cantando, falando, dando conselhos e auxiliando espiritualmente a sua comunidade. Observa-se que o conceito de "materialização" no Candomblé, é diferente do de "incorporação" na Umbanda ou na Doutrina Espírita.

Em princípio os Orixás só se apresentam nas festas e obrigações para dançar e serem homenageados. Não dão consulta ao público assistente, mas podem eventualmente falar com membros da família ou da casa para deixar algum recado para o filho. O normal é os Orixás se expressarem através do jogo de Ifá, (oráculo) e merindilogun.

Dependendo da nação ou linha de candomblé, os candomblés tradicionais não fazem a princípio contato com espíritos através da incorporação para consultas, é possível mas não é aceito.

Já o candomblé de caboclo tem uma ligação muito forte com caboclos e exus que incorporam para dar consultas, os caboclos são diferentes da Umbanda.

E existem os candomblés cujos pais de santo eram da Umbanda e passaram para o candomblé que cultuam paralelamente os Orixás e os guias de Umbanda.

No Candomblé, todo e qualquer espírito deve ser afastado principalmente na hora da iniciação, para não correr o risco de um deles incorporar na pessoa e se passar por orixá, o Iyawo recolhido é monitorado dia e noite, recorrendo-se ao Ifá ou jogo de búzios para detectar a sua presença. A cerimónia só ocorre quando este confirma a ausência de Eguns no ambiente de recolhimento.

Afastam todo e qualquer espírito (egun), ou almas penadas, forças negativas, influências negativas trazidas por pessoas de fora da comunidade. Acredita-se que pessoas trazem consigo boas e más influências, bons e maus acompanhantes (espíritos), através do jogo de Ifá poderá se determinar se essas influências são de nascimento Odu, de destino ou adquiridas de alguma forma.

Os espíritos são cultuados, nas casas de Candomblé, em uma casa em separado, sendo homenageados diariamente uma vez que, como Exú, são considerados protetores da comunidade.

Existem Orixás que já viveram na terra, como Xangô, Oyá, Ogun, Oxossi, viveram e morreram, os que fizeram parte da criação do mundo esses só vieram para criar o mundo e retiraram-se para o Orun, o caso de Obatalá, e outros chamados Orixá funfun (branco).

Existem as árvores sagradas que são as mesmas das religiões tradicionais africanas onde Orixás são cultuados pela comunidade como é o caso de Iroko, Apaoká, Akoko, e também os orixás individuais de cada pessoa que é uma parte do Orixá em si e são a ligação da pessoa, iniciada com o Orixá divinizado.

Ou seja uma pessoa que é de Xangô, seu orixá individual é uma parte daquele Xangô divinizado com todas as características, ou como chamam arquétipo.

Existe muita discussão sobre o assunto: uns dizem que o Orixá pessoal é uma manifestação de dentro para fora, do Eu de cada um ligado ao orixá divinizado, outros dizem ser uma incorporação mas é rejeitada por muitos membros do candomblé, justificam que nem o culto aos Egungun é de incorporação e sim de materialização. Espíritos (Eguns) são despachados (afastados) antes de toda cerimônia ou iniciação do candomblé.

Leia mais ...

Oya Egunitá

Egunitá é uma das nove Oyas de culto Igbalé e sem dúvida a mais famosa, por ser habitante da floresta sua kizila (Ewo) é a fumaça.

Egunitá é a deusa do espirito dos mortos e por isso não possuía filhos, mas desejava ser mãe, então dentro da floresta da morte ela conseguiu parir nove vezes.

Oyá estava nos dias de ganhar o primeiro filho e então ela fez a gigante tempestade de Eboykó e nesse dia foi atacada pelas Iyami, as bruxas rasgaram-lhe a barriga e raptaram o bebê, o cobriram com panos velhos e sujos e o alimentaram com Okete, o rato do cemitério. Nisso o bebê foi chamado Emalegan, o primeiro Egun, símbolo do poder sobre o Vento.

No segundo dia da tempestade Oyá pariu novamente, esse dia a tempestade foi muita bruta e nisso Oyá mostrou toda sua força. No meio da tempestade pariu o segundo Egun Yorugãn. Este Egun foi criado nas folhas de bananeira e é ele quem cuida da Sopeira do ibá de Oyá e é o símbolo de sua vaidade. Yorugãn é o filho que Oyá mais ama.

No terceiro dia da tempestade Oyá iluminou o céu e então pariu Akugan, este que é o Egun que bate os pés no chão fazendo ruídos e barulhos. Foi criado comendo brotos de bambu, é rebelde e simboliza a rebeldia de Oyá.
No quarto dia da Tempestade Oyá estava apreensiva e então pariu Orugã, que é o Egun sério, frio e calculista, caiu no milharal e foi criado lá. De Oyá ele ganhou um Atori chamada Pason, se veste de Mariwo e mora em buracos cavados no chão, é o lado sério de Oyá.
No quinto dia da Tempestade de Eboykó nasceuRungan, o Egun valente que salvou a Yabá Olossá da perseguição de Ikú. Rungan se alimenta de Bambu velho e é a coragem de Oyá.
No sexto dia da Tempestade nasceu Gyogan, que auxiliou Oxossi na caçada do pássaro Ororú para o rei de Ifé. Gyogan se veste com o couro do Búfalo de Oyá.
No sétimo dia nasceu Ungã, que é o Egun que vive rondando as covas no cemitério e castigando quem viola os túmulos. É o lado sombrio de Oyá.
No oitavo dia Oyá estava no auge do poder de destruição da tempestade e então pariu Bungan, o Egun maligno e perverso que ataca o ser humano e induz o homem a loucura e a desgraça, é o mais poderoso filho de Oyá.
No nono e último dia da tempestade de Eboykó nasceu Segi, chamado Egungun, que tinha poder de incorporar ou manipular os homens. 
Oyá Egunitá agora tinha nove filhos Eguns e ela então recebeu o encargo de guiar os mortos nas nove fazes do desencarne:
* Leito de Morte 
* Velório 
* Caminho até o cemitério 
* Porta do Cemitério 
* Caminho até a cova
* Descida a sepultura 
* Asese
* Despacho do Carrego 
* Subida ao Orum
Caso haja a necessidade de reencarnação, Egunitá guiará o Egun no processo.
Egunitá na batalha de Ajimudá, usou uma máscara de madeira para lutar junto a seu exercito de Eguns, hoje substituímos esta máscara pela pintura de Efun em seu rosto, geralmente em forma de caveira.
Leia mais ...

Nzumba - NZUMBARANDÁ

Nzumba na cultura Bantu, NANÃ na cultura Iorubá, sendo equiparada à figura da avó africana.
Sendo este nkisi anterior à idade do ferro, esta é a razão da proibição do uso de ferro ou aço nas suas obrigações. Diz-se que ela não pode VER ferro ou aço.

Nzumbá, Nzumbarandá ou Karamose é um inquice do candomblé banto. É a senhora do roxo, dos antepassados e dos mistérios antigos. É muito similar em sua mitologia à orixá Nanã Buruku. É a mais antiga das mães, a mãe ancestral. Anterior à Era dos Metais e das Grandes Descobertas. É ligada ao culto da vida e da morte, por ser ela detentora destes segredos.

 

Leia mais ...

Nação Jeje - Voduns

  • Publicado em Voduns
A diferença entre Voduns e Orixás, dá-se basicamente em Vodum é Vodum, Orixá é Orixá. Oya não é Vodum Jô, Aziri não é Oxum, Naetê nãoé Yemanja, e assim por diante.
 
Assim como na África, também fazemos Orixás dentro dos templos de Vodum, mas isso não os transforma em Voduns, eles são considerados deuses estrangeiros, aceitos em  nossos templos. Esses Orixás são tão respeitados e venerados quanto os Voduns. Não existe discriminação nenhuma em relação aos dois deuses (Voduns/Orixás).
 
Em templos de Orixás, também encontramos Voduns feitos, a única diferença é que no Jeje, não mudamos os nomes dos Orixás. Para nós Oya, Yansã são conhecida exatamente  como Oya, Yansã. Já os Voduns em templos de Orixás mudam de nome, por exemplo, Vodum Dan/Bessen recebe o nome de Oxumarê, Sakpata recebe o nome de Omolu, etc. Essa diferença também é registrada na Nigéria, então, não é uma atitude iniciada aqui no Brasil.
 
Os Voduns são agrupados por famílias: Savaluno, Dambirá, Davice, Hevioso, que se subdividem em linhagens. A sociedade daomeana é patrilinear e polígena, isto é, dá-se por linha paterna; o homem é casado com diversas mulheres. A sociedade organiza-se em sibs, grupos de irmãos que têm a mesma mãe e o mesmo pai, sem base territorial própria e  subdividem-se em famílias.
 
Nomes dos Deuses Voduns:
*Ayzan - Vodun da nata da terra
*Sogbô - Vodun do trovão da família de Heviosso
*Aguê - Vodun da folhagem
*Loko - É o primogênito dos voduns.dono da joia de mahi que e o
rungbe,vodun do tempo
*Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon.
*Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação.
*Gu, Vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
*Heviossô, Vodun que comanda os raios e relâmpagos.
*Sakpatá, Vodun da varíola.
*Dan, Vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
*Agué, Vodun da caça e protetor das florestas.
*Agbê, Vodun dono dos mares.
*Ayizan, Vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
*Agassu, Vodun que representa a linhagem real do Reino do Daomé.
*Aguê, Vodun que representa a terra firme.
*Legba, O caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas e
a sexualidade.
*Fa , Vodun da adivinhação e do destino.
*Aziri , vodun das aguas doces.
*Possun , vodun do po e da terra seca representado pelo tigre.
*Buku, Vodun associada à terra, à água e à lama. Os pântanos e as águas lodosas são o seu domínio. Tambem chamada de Nanã Buruku é considerada a mais antiga das  divindades a palavra Nanã ou Nàná é empregada para se chamar de mãe as mulheres idosas e respeitáveis, ou seja, a palavra Nanã significa: "Respeitável Senhora". é a mais antiga das divindades, pois representa a memória ancestral. Mãe de Loko, Sakpata e Becém na dinastia Fon, Nanã está ligada ao mistério da vida e da morte. É a senhora da sabedoria, mais velha que o ferro. Daí, não usar lâminas em seu culto.
 
No Brasil, as casas de santo cultuam todas as famílias, porém, os Voduns são interligados entre si com comportamentos, costumes, gostos e atitudes sempre gerados pelo ancestre ou chefe de da casa.
 
São em torno de 450 Voduns, alguns cultuados no Brasil outros não com o resgate existe a possibilidade de ampliar o culto e voltar a reverenciar Voduns, que tinham desaparecido devido a falta de informações, assim como admitir em nos templos existentes, esses Voduns encontrados.
 
Os vodun-ses da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviuno, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné.
 
Os cumprimentos ou pedidos de bençãos entre os iniciados da família de Dan seria:
 
?Megitó Benoí?? Resposta: ?Benoí?;
 
E aos iniciados da família
Kaviuno, ou seja, Doté e Doné seria ?Doté Ao?? Resposta: "Aótin".
 
O termo usado "Okolofé", cuja resposta é "Olorun Kolofé" vem da fusão das Nações de Jeje e de Ketu.
 
Muitos Voduns Jeje são originários de Ajudá. Porém, o culto desses voduns só cresceram no antigo Dahomé.
 
Muitos desses Voduns não se fundiram com os orixás nagos e desapareceram totalmente.
 
O culto da serpente Dãng-bi é um exemplo, pois ele nasceu em Ajudá, foi para o Dahomé, atravessou o Atlântico e foi até as Antilhas.
 
Quanto a classificação dos Voduns Jeje, por exemplo, no Jeje Mahin tem-se a classificação do povo da terra, ou os voduns Caviunos, que seriam os voduns Azanssu, Nanã e Becém.
 
Temos, também, o vodun chamado Ayzain que vem da nata da terra. Este é um vodun que nasce em cima da terra.
 
É o vodun protetor da Azan, onde Azan quer dizer "esteira", em Jeje. Achamos em outro dialeto Jeje, o dialeto Gans-Crus, também o termo Zenin ou Azeni ou Zani e ainda o Zoklé. Ainda sobre os voduns da terra encontramos Loko.
 
Ele apesar de estar ligado também aos astros e a família de Heviosso, também está na família Caviuno, porque Loko é árvore sagrada; é a gameleira branca, que é uma árvore muito importante na nação Jeje. Seus filhos são chamados de Lokoses.
 
Ague, Azaká é também um vodun Caviuno. A família Heviosso é encabeçada por Badë, Acorumbé, também filho de Sogbô, chamado de Runhó. Mawu-Lissá seria o orixá Oxalá dos yorubás.
 
Sogbô também tem particularidade com o Orixá em Yorubá, Xangô, e ainda com o filho mais velho do Deus do trovão que seria Averekete, que é filho de Ague e irmão de Anaite.
 
Anaite seria uma outra família que viria da família de Aziri, pois são as Aziris ou Tobosses que viriam a ser as Yabás dos Yorubás, achamos assim Aziritobosse.
Leia mais ...

Seções

Mostrar

Notícias Locais

Ferramentas

Sobre Nós

Siga Nos

Clique para ouvir o texto selecionado! Home